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quinta-feira, junho 23, 2011

O argumento da imperfeição

As imperfeições são as evidências primárias em favor da teoria da evolução.
(Stephen Jay Gould , "The Panda's Thumb of Technology" National History, Vol 96, No.1, página 14)
O argumento da imperfeição foi desenvolvido por Darwin como resposta ao brilhante argumento para o Design feito por Paley. Darwin mostrou que a natureza continha muitos exemplos de design curioso, estranho e não óptimo, o que, segundo Darwin, nunca seria a forma de operar dum designer competente.

Usando o dualismo sempre negado pelos evolucionistas (vêr este postal) Darwin concluiu que a evolução é responsável por essas formas. Ele disse que tal design "imperfeito" não se espera dum designer capaz mas é o resultado esperado da evolução uma vez que ela modifica as estruturas disponíveis em favor dum uso imediato.

Este argumento é muito do agrado dos evolucionistas. Alguns deles, transformaram-no num argumento com força considerável.

Design ideal é um péssimo argumento em favor da evolução uma vez que imita a acção postulada de Um Criador Omnipotente. Arranjos estranhos e soluções curiosas são as provas em favor da evolução - caminhos que Um Deus Cuidadoso nunca usaria mas que um processo natural, limitado pela história, seguiria.
(Stephen Jay Gould,1980, "The Panda's Thumb", página 20-22)

....

Se não existissem imperfeições, não haveria evidências de um passado histórico, e desde logo, nada para preferir a evolução através da selecção natural em detrimento da criação.
(J. Cherfas, 1984, "The dificulties of Darwinism", New Scientist, May 17, página 29)

O argumento da imperfeição era a classe preferida de evidências evolutivas por parte de Stephen Gould. Ele desenvolveu muitos artigos e livros a promovê-lo, particularmente o livro "The Panda's Thumb". Ele alegou que as tais soluções curiosas e estranhas são as melhores evidências em favor da evolução. Ele chama a esta linha de pensamento "o princípio do panda".

No entanto, o argumento da imperfeição não é evidência em favor da evolução. Aliás, nem a perfeição nem a imperfeição são evidências em favor da evolução uma vez que esta teoria pode acomodar ambas as situações.

Mesmo que o design fosse todo "perfeito" (segundo aquilo que os evolucionistas consideram "perfeito"), isso não estaria imune às histórias da carochinha do evolucionismo, uma vez que o próprio Gould admite:

Mas a perfeição pode ser imposta por Um Criador Sábio ou evoluir a partir da selecção natural.
(Stephen J. Gould, 1982, "Evolution as Fact and Theory", página 122)
Ou seja, a imperfeição é evidência em favor da evolução, mas mesmo que houvesse perfeição, isso também seria evidência em favor da mesma teoria. Dois cenários opostos são usados como evidência para o mesmo processo natural.

Isto é ciência?

Conclusão:

O argumento da imperfeição nunca foi evidência para a evolução. Este tipo de evidências, que os evolucionistas dizem serem as provas PRIMÁRIAS para o mito evolutivo, nada mais são que evidência contra o Criador.

Sempre que alguém apelar ao "mau design" ou ao "argumento da imperfeição" como evidência em favor da evolução, nós temos que questioná-lo como é que isso suporta a tese de que a biosfera é o resultado dum processo aleatório de mutação e selecção.

Posteriormente, devemos perguntar ao evolucionista se essa linha de pensamento não assume o dualismo "Criação ou evolução". Se ele disser que sim, então nós podemos dizer que evidências contra a evolução são evidências em favor da Criação. Se ele disser que não, então evidências de "mau design" não são evidências em favor da evolução.


Fonte: "The Biotic Message" página 26

terça-feira, outubro 19, 2010

Presidente do Chile louva a fé dos mineiros

Nas Suas Mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são Suas.
Salmo 95:4

Enquanto o mundo esteve focado na salvação dramática dos 33 mineiros no Chile, o presidente do país louva a fé dos homens que de forma surpreendente surgiram das minas com espíritos positivos apesar de terem estado 69 dias debaixo da superfície.

Falando ao público no local de onde os mineiros foram retirados, o presidente Sebastian Pinera disse:

Os mineiros não são as mesmas pessoas que ficaram presas no dia 5 de Agosto. Eles voltaram mais fortes e ensinaram-nos uma lição. Mas o Chile também já não é o mesmo.

O que terminou como uma bênção de Deus começou como uma possível tragédia. Mas a unidade, a fé, o compromisso, a honestidade, a solidariedade dos chilenos durante aqueles 69 dias dão-nos orgulho.

A operação de salvação dos mineiros - que durou 22 horas - viu cada um dos mineiros a serem içados dentro de uma cápsula estreita.

Muitos vieram com problemas de saúde como resultado de terem vivido na sujidade e na escuridão da mina. Um dos mineiros foi diagnosticado com pneumonia mas a sua situação não é tida como séria.

O capelão presidencial, o Reverendo Alfredo Cooper reportou o seguinte à Premier Radio:

Todos eles querem testificar acerca do Senhor Jesus Cristo. Todos eles dizem que tiveram um encontro com Deus naquela mina. Cinco ou seis deles já eram Cristãos e realizaram serviços religiosos na mina. Muitos desceram sem fé em Deus mas todos eles afirmam:
Não éramos só 33 mas sim 34 porque o Senhor Jesus Cristo estava connosco lá embaixo.

O Reverendo afirma que a fé teve um papel importante neste drama, com muitos mineiros a terem um "encontro com Deus".

O capelão não só pediu aos apoiantes da Premier para se alegrarem e louvarem a Deus uma vez que "das profundezas veio este maravilhoso testemunho para o Senhor Jesus Cristo", mas também para orarem para que um verdadeiro avivamento ocorra no Chile e por todo o mundo.

Assim seja.

Que Deus use este incidente para aquecer os corações que entretanto tinham esfriado e para acender aqueles que nunca tiveram o seu espírito em sintonia com o Espírito de Deus.

PS: Que tipo de conforto espiritual o ateísmo poderia ter dado aos mineiros chilenos?



Fonte: http://www.christiantelegraph.com/issue11104.html

sábado, outubro 16, 2010

Mineiros chilenos agradecem a "Alguém" pela salvação

Coisas que os média "esqueceram-se" de ressalvar.

Por mais que os ateus tentem suprimir a natural inclinação humana para Deus, não conseguem. E ainda bem que não conseguem.

sábado, agosto 14, 2010

Is God Good?

quarta-feira, julho 21, 2010

O problema do mal ateísmo

Desde a antiguidade até hoje que o mal existente no mundo tem sido um mandato poderoso para o pensamento evolucionista. Deus nunca poderia ter projectado ou criado o mal que existe, e portanto o mesmo deve-se ter originado como o resultado de forças aleatórias e leis naturais. Durante séculos esta solução tem abastecido o ateísmo, mas donde é que a maldade se originou?

O mal que existe no mundo é óbvio e perturbador. Os terremotos e os tsunamis matam aos milhares, as doenças aterrorizam outros tantos, os dilúvios destroem, e as secas causam escassez . Para além disto há também as narrativas infindáveis da predação no mundo natural. A natureza é "red in tooth and claw", como afirmou o Lord Tennyson.

Os ateus frequentemente proclamam que o problema do mal é justificação para as suas crenças, mas, ironicamente, este mal tanto é um problema para o ateísmo como é motivação para o mesmo. A questão é que o ateísmo falha ao não ser capaz de explicar a existência do mal.

Os ateus afirmam que nós somos capazes de identificar o mal porque o conhecimento do mesmo evoluiu no nosso cérebro. Mas se isso é verdade, então não há um mal objectivo (absoluto). Nós podemos concordar no geral que algo é mau, mas isso é apenas devido às similares interacções moleculares no cérebro que evoluíram por acaso, e não porque algo é mau nele mesmo. Não há um padrão objectivo e imaterial que define o que é o mal.

Podemos pensar que os ateus concordariam com isto, mas as coisas não são assim tão simples. Os ateus podem-se livrar da noção de um mal absoluto, mas sem isso, eles perdem a sua razão de viver. Deus já não é Responsável por criar ou permitir o mal uma vez que já não existe um conceito verdadeiro e objectivo do que é o mal. São tudo coisas que acontecem na nossa cabeça.

Por incrível e por mais auto-refutante que isso seja, os ateus acreditam que existe um conceito objectivo e absoluto do que é o mal, e eles usam-no contra Deus (imagine-se!).

O ateu PZ Myers escreve:

Procedemos directamente à questão central, quer exista um deus ou não. Estamos certos que se existisse Um Ser Todo Poderoso a controlar os eventos e a moldar a História para benefício do ser humano, o universo seria bastante diferente do que é hoje.
Isto não só é religião e a força motora da teoria da evolução, como também é essencialmente o que David Hume e milhares de outros ateus tem afirmado através dos séculos." Deus nunca faria as coisas deste modo, e portanto a nossa única opção é o ateísmo".

Isto é o que motiva os religiosos ateus, e como tal eles nunca largariam a sua arma como se nunca a tivessem usado.

quarta-feira, julho 14, 2010

O argumento do mal revisitado

"Se eu digo "aqui está escuro", é porque admito que existe luz mesmo que nunca a tenha visto."

Jairo Entrecosto

O mesmo se passa com o "argumento do mal". Os ateus e os seus afiliados usam o "argumento do mal" como evidência contra Deus, mas o conceito do "mal" só é válido se se assumir que existe um "bem" objectivo, independente das nossas experiências, emoções ou algo inerente à subjectividade humana.

Nós ouvimos dizer que uma criança foi assassinada e instintivamente dizemos que isto está errado. Mas se a morte, a sobrevivência do mais apto/forte, violência, assassinatos, e tudo o mais, sempre fizeram parte da existência humana, donde vem o nosso conhecimento de que a morte de pessoas é algo "estranho" à existência humana?

CS Lewis disse que um ser humano a queixar-se do "mal" que existe no mundo faz tanto sentido como um peixe a afirmar que a água está muito molhada. Com o quê é que o peixe compara a água, se água é tudo o que ele alguma vez experimentou? Com o quê é que o ser humano compara este universo, se este universo é tudo o que nós já experimentamos?

Se existe um "bem" objectivo, então deve haver uma Lei na base da qual nós distinguimos o "bem" do "mal".

As perguntas então levantam-se:

- Se rejeitarmos o conceito de Deus manifesto na Bíblia, o que é que confere a essa Lei a sua natureza absoluta?

- Se não é absoluta, então o "argumento do mal" é a mesma coisa que "o argumento da limonada". Eu gosto de limonada, mas tu não gostas. Como não há forma absoluta (em termos culinários) para qualificar qual é o "gosto certo", ambos os gostos são válidos.


A constante referência do "argumento do mal" por parte dos ateus é evidência forte de que eles, tal como os remidos do Senhor, estão internamente cientes que a "morte" é algo que não deveria existir. Os ateus nunca experimentaram uma existência onde não houvesse morte e sofrimento, mas eles sabem que a morte e o sofrimento não deveriam fazer parte da nossa vida.

Donde vem esse conhecimento? Só a Bíblia nos dá a resposta.

Todo o ser humano sabe que a morte é nossa inimiga porque Deus colocou isso dentro de todo o homem. A Natureza de Deus em nós testemunha continuamente que o ser humano não foi feito para sofrer, mas sim para viver em paz e harmonia.

Mas então donde vieram a morte e o sofrimento?

A morte e o sofrimento são as consequências do mau uso do nosso livre arbítrio. Quando Deus colocou Adão e Eva no Jardim do Éden, Ele deu-lhes a bênção de poderem comer do fruto de todas as árvores que se encontravam no jardim, excepto uma (Génesis 2:17).

Infelizmente, Adão e Eva falharam no seu propósito e comeram do fruto que Deus lhes tinha expressamente proibido (Génesis 3:6). Este gesto teve consequências catastróficas a nível universal uma vez que trouxe a Maldição de Deus sobre toda a Criação (Romanos 5:12 e Romanos 8:22). Essa Maldição ainda perdura.

É em referência a este tempo idílico e pacífico que todo o ser humano compara o mundo actual. Nós sabemos que o ser humano não foi feito para sofrer porque temos um termo de comparação: o Jardim do Éden. De alguma forma misteriosa e sobrenatural, todo o ser humano tem conhecimento da atmosfera que existia no tempo do Éden, e isso é manifesto sempre que fazemos referência ao "mal" que existe neste universo.

O problema para os ateus é que eles não acreditam que houve um Jardim do Éden, e como tal, no quê é que eles se baseiam para qualificar este mundo como um cheio de "maldade" e "sofrimento"? Com o quê é que eles comparam esta existência? Será que existe alguma versão ateísta do Jardim do Éden, onde o ser humano vivia em paz consigo mesmo e com o meio ambiente, ou será a Natureza de Deus neles mesmos a testemunhar para algo (ou Alguém) Transcendental?

"E, de um só, [Deus] fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; Para que buscassem ao Senhor, se, porventura, tacteando, O pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós"
Actos 17:26-27

sábado, junho 19, 2010

Ateu Para Cristão: "Não Podes Usar a Bíblia Para Defender o Cristianismo!"

O comentador "William", que faz contribuições no blog do Luciano, escreveu uma coisa que à partida pode fazer algum sentido, mas que após análise revela-se ilógico:
(Mats) Segundo, se esta questão está a ser feita dentro do Cristianismo, então deve-se recorrer ao Cristianismo para defende-la.

Se a pergunta é feita do ponto de vista de um ateu você nao vai convencelo usando passagens bíblicas me desculpe…
Mas a questão não está a ser feita do ponto de vista de um ateu. Se ela estivesse a ser feita do ponto de vista do ateu, para já, não mencionaria Deus. Porque é que um ateu, usando a sua visão do mundo, se preocupa com as supostas motivações de Deus?

O teor cristão desta pergunta pode ser mostrado do seguinte modo:
1. A Bíblia diz que Deus é Bom.
2. A Bíblia diz que Deus é Omnipotente;
3. Coisas más acontecem (deformações, etc);
4. Como é que a Bíblia harmoniza (1) e (2) com (3) ?

Dado que a pergunta é em relação à forma como a Bíblia deve responder a um determinado evento, é perfeitamente lógico o cristão usar a Mesma Bíblia que o ateu cita e mostrar que a existência de "coisas más" (seja lá qual for a definição de "mal" que o ateu use) é o efeito da Queda e do facto de vivermos num mundo amaldiçoado (Rom. 5:12, Rom. 8:22).
por mais que citar faça sentido para você não faz pra quem está olhando do lado de fora da religião.
Mas não estás a olhar do "lado de fora da religião".

Tu estás a usar os eventos correntes como forma de refutar os pressupostos Bíblicos (a natureza/existência de Deus), e como tal, nós podemos mostrar que os eventos correntes não refutam a Natureza Omnibenevolente e Omnipotente de Deus, mas confirmam a Sua Natureza Justa ("O salário do pecado é a morte mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor" - Rom 6:23).
Ver também:

1. “Porque é que Deus não cura amputados?”

2. Ateísmo e argumentos emotivos

3. CS Lewis: O Ateu Não Tem Justificação Para Usar o Argumento do Mal

sexta-feira, junho 18, 2010

"Porque é que Deus não cura amputados?"


E alguns deles disseram: Não podia Ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também com que este não morresse?
João 11:37

O Luciano fez menção a um vídeo onde ateus tentam influenciar o público com imagens chocantes. Segundo a sempre eficiente "lógica ateísta", se Deus existisse, Ele haveria de curar todos os amputados. Como Deus não cura os amputados, então Deus não existe.

Infelizmente os ateus não nos dizem porque é que Deus teria que curar todos os amputados: eles dizem que é isso que Deus deveria fazer, e mais nada. Claro que se Deus curasse todos os amputados do mundo, os ateus mudavam-se para os cegos: "Porque é que Deus não cura todos os cegos do mundo?!!" - diriam eles. Se Deus curasse todos os cegos, eles passariam para os surdos. Este padrão revela mais má vontade do que razões lógicas para se rejeitar o Criador. E assim por diante.

Isto nada mais são que argumentos emotivos com a finalidade de chocar a audiência.

Para além disso, este tipo de argumento assume conhecimento que eles não justificam, nomeadamente, as motivações de Deus. Quem sabe a razão porque Deus faz e deixa de fazer algumas coisas?

Nós sabemos muito da Vontade de Deus à medida que Ele nos revela, mas "As coisas encobertas são para o Senhor, nosso Deus; porém, as reveladas são para nós e para os nossos filhos, para sempre, para cumprirmos todas as palavras desta lei." (Deut. 29:29)

Segundo, se esta questão está a ser feita dentro do Cristianismo, então deve-se recorrer ao Cristianismo para defende-la. Dentro da visão cristã, a resposta para essas deformações é simples: vivemos num mundo amaldiçoado pelo pecado, e portanto, coisas más estão destinadas a acontecer. Aliás, nós nem nos deveríamos admirar quando coisas más acontecem, mas sim ficar surpresos quando coisas boas acontecem (o nascimento de um filho, por exemplo)

Terceiro, do ponto de vista ateu, esta questão não faz sentido nenhum. Segundo a evolução ateísta, as mutações aleatórias geram melhorias mas também geram coisas más. A natureza "não tem culpa" que algumas mutações causem deficiências. Aconteceu porque aconteceu, ponto final. A natureza "não tem culpa" que os homens façam guerras uns com os outros, e que por vezes seja necessário amputar as pernas de alguns feridos. São coisas que acontecem num mundo guiado pelas forças da natureza (impessoais, frias, sem emoções e distantes). É o mundo que o ateu julga ser o único que existe.

Dada esta situação, do que é que o ateu se queixa? Se quer se queixar, queixe-se à natureza e não ao Deus que ele verbalmente diz não acreditar (embora a sua constante referência ao "mal" seja evidência para o facto dele saber que Deus existe). Ele não tem argumentos lógicos, e por isso apela à emotividade.

Só que argumentos emotivos não são forma válida para se propagar o ateísmo.


Ver também:

1. Ateísmo e argumentos emotivos

2. CS Lewis: O Ateu Não Tem Justificação Para Usar o Argumento do Mal

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