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domingo, novembro 13, 2011

Angariando fundos sem ter fundo científico

Frank Drake está a ser homenageado na Space.com pela SETI (Search for Extraterrestrial Inteligence) com o título de "O pai do SETI". A sua reputação está a ser usada como forma de se angariar fundos.

Por uma soma considerável pode-se desfrutar algum tempo com uma celebridade cuja "obra feita" é no mínimo questionável.

Não é todos os dias que se tem a chance de passar algum tempo com uma lenda! Desfrute de um tempo de qualidade com Frank Drake, o fundador da SETI e autor da Equação Drake.

Com doações ao nível dos $50,000 - 100,000, você pode passar entre um a dois dias com o Frank, enquanto ele o leva para o bastidor da experiência óptica da SETI (no observatório Lick), explicando-lhe a ciência e a tecnologia.

Uma visita guiada a este observatório seria por si só especial. Fazê-lo na companhia de Frank Drake não é só uma oportunidade rara: é única.

No entanto, o que muitos podem considerar único é a total falta de feitos mesuráveis para um cientista tão célebre. Os seus feitos têm sido mais motivacionais do que empíricos. Ele fundou um programa que sonda o espaço à procura de "sinais de com origem inteligente" mas desde que começou (nos anos 60) até hoje, não encontrou nada.

Paralelamente a isto, a sua famosa "Equação Drake", que supostamente calcula o número de civilizações inteligentes na galáxia, é simplesmente uma lista de requerimentos necessários para a evolução naturalista exposta em termos "algébricos" quasi-autoritários.

Os factores, no entanto, são tão pouco conhecidos que o famoso pesquisador sobre a temática da origem da vida Stanley Miller comentou uma vez que, uma pessoa pode pôr os valores que quiser na equação, que o resultado seria tão válido como qualquer outra estimativa.

Conclusão:

A Equação Drake é uma anedota. Usando visualização como forma de dar um ar científico à ignorância, ela mais não é do que uma arma propagandista para a cosmologia ateísta. Drake deixou de fora o único factor que pode elevar para cima de zero a possibilidade da vida acontecer: Causação Inteligente.

Uma das coisas mais irónicas deste processo é que a organização fundada por Drake é totalmente contra a teoria da Design Inteligente, não deixando no entanto de usar princípios de detecção de design na sua pesquisa espacial.

Parece que detectar sinais de inteligência é válido apenas e só se a dita inteligência fôr resultado da evolução. Usar métodos de detecção de causas inteligentes não é permitido na Biologia uma vez que a Inteligência por trás da Biologia não seria resultado da evolução.

Mais uma vez o ateísmo impede o progresso da ciência.

"A minha equação é uma anedota"

segunda-feira, março 29, 2010

Criacionistas e a Astronomia

Os céus manifestam a Glória de Deus
e o firmamento anuncia a obra das Suas Mãos.
Salmo 19:1

Um cientista grego de nome Aristarco, que viveu no século III a.C., acreditava que a Terra e todos os outros planetas giravam em volta do Sol. Não o podia provar, no entanto, e por isso foram muito poucos os que se mostraram dispostos a acreditá-lo.

Muitas centenas de anos passaram antes que se pudesse reunir um número suficiente de informações exactas sobre os planetas capaz de enfraquecer a convicção de que tudo girava em torno da Terra.

Em 1543 o astrónomo polaco Nicolau Copérnico publicou um livro em que renovava a tese de que os planetas descrevem órbitas à volta de um ponto situado perto do Sol, e não em torno da Terra. Ainda não se dispunha de observações capazes de demonstrar a verdade da teoria, mas desta vez a tese foi bem recebida pelos outros astrónomos. Embora o sistema copernicano continuasse a utilizar deferentes e epiciclos, tornou muito mais simples o cálculo de futuras posições dos planetas.

Menos de cem anos depois de Copérnico, o astrónomo alemão Johannes Kepler efectuou uma série de cálculos sobre a órbita de Marte. Em consequência disso, descobriu que se podia por de lado toda a complicada utilização de deferentes e epiciclos. Marte, descobriu Kepler, desloca-se em torno do Sol numa trajectória oval, chamada elipse; com certeza que os outros planetas se deverão mover da mesma maneira, foi a conclusão a que Kepler finalmente chegou.

Mas ninguém sabia ainda porque é que os planetas deveriam descrever elipses.

A resposta não seria descoberta antes de 1687, quando o inglês Isaac Newton descobriu a Lei da Gravitação Universal. Newton mostrou que a gravidade «exigia» que os planetas se deslocassem em círculos ou elipses à volta do Sol.

Finalmente tínhamos uma teoria que combinava todo o conhecimento que o homem até então alcançara sobre o Universo, e que também provava que todos os corpos celestes, sejam eles quais forem, se comportam de harmonia com as leis da Física.

Fora dado um gigantesco passo em frente na maneira de os homens conceberem a Astronomia.

Fonte: "Segredos do Cosmos", Colin A. Ronan, página 30, (1964)


Os crentes ateus tem sempre o cuidado de contrapor "ciência" com "criacionismo", e "cientista" com "criacionista", como se um homem não pudesse ser ambos, e como se o criacionismo não estivesse em pleno acordo com a ciência. Ao fazerem isto, os ateus não só estão do lado errado da ciência, mas também estão do lado errado da História da ciência que eles tanto dizem seguir.

Reparem nos nomes dos homens que estão citados em cima: Nicolau Copérnico, Kepler e Isaac Newton. Todos eles eram criacionistas Bíblicos, e sem eles, a astronomia como nós a conhecemos provavelmente não estaria tão avançada.

Isto de maneira nenhuma "prova" que Deus criou o mundo em 6 dias, nem prova que o universo tem 6000 anos, mas serve, sim, de evidência muito forte contra a crença de que não é possível ser um homem de ciência e um criacionista Bíblico.

A ciência deve muito a homens como Galileu, Newton, Pascal, Mendel e outros criacionistas, mas se levássemos em conta apenas o que os ateus dizem, nunca haveríamos de saber acerca das raízes criacionistas da ciência moderna.

Diversos académicos já ressalvaram as origens Bíblicas da ciência moderna, mas pelos vistos muitas pessoas (incluindo muitos de nós cristãos) ainda não se aperceberam disso.

Loren Eiseley afirmou:

A filosofia da ciência experimental...começou com as suas descobertas e fez uso dos seus métodos na posição de fé (e não de conhecimento) que propõe que estamos a lidar com um um universo racional controlado por Um Criador que não age caprichosamente, e que não interfere com as forças que Ele pôs em funcionamento.....

É certamente um dos grandes paradoxos da história que a ciência, que profissionalmente pouco tem a ver com a fé, tenha as suas origens no acto de fé que afirma que o universo pode ser racionalmente interpretado, e que a ciência sustenha essa pressuposição.

Rodney Stark:

....suposições teológicas únicas ao Cristianismo explicam o porquê da ciência [moderna] ter nascido apenas na Europa cristã. Contrariamente à sabedoria prevalecente, a religião e a ciência não só são compatíveis, mas eram inseparáveis.

David A. Noebel acrescenta:

O facto da ciência ter emergido de todo é um testemunho poderoso para a veracidade do Cristianismo.C omo Louis Victor de Broglie afirmou, "Nós não estamos suficientemente perplexos com o facto de qualquer tipo de ciência ser possível".

O historiador e filósofo da ciência Stanley Jaki diz que "a crença Num Deus Pessoal e Racional, como manifesta na fé Cristã, suportaram a visão de que o mundo era um entidade objectiva e ordenada, investigável pela mente porque a mente era também um produto ordenado e objectivo proveniente do Mesmo Criador Racional, Consistente e Ordenado".

O ser humano acreditou que a ciência era possível porque o ser humano acreditou no Deus da razão e da ordem.

Conclusão:

Na era em que vivemos que controla a informação e os livros escolares, controla a população. Quem contra o que se ensina às novas gerações, controla o futuro. Hoje em dia, e principalmente na Europa, vivemos uma era pós-cristã onde tudo o que pode de alguma forma suportar a Bíblia tem que ser rejeitado. Uma das formas onde isto é manifesto é na História da ciência. Escondem-se as raízes cristãs da ciência moderna como forma de avançar com o ateísmo biológico (teoria da evolução) e ateísmo político (socialismo). A única forma de se vencer as várias formas em que nos é apresentado o ateísmo, não só é manter-mo-nos informados mas também disseminar a informação.

As falsas ideologias não toleram o livre acesso à informação que eles não possam controlar.

domingo, outubro 11, 2009

Como Podemos Saber que a Bíblia é a Palavra de Deus?

Nós podemos saber que a Bíblia é a Palavra de Deus primeiramente pela fé, uma vez que sem fé é impossível de se agradar a Deus (Hebreus 11:6). Isto de maneira nenhuma menospreza as evidências arqueológicas, filosóficas, cientificas e proféticas a favor da inspiração da Bíblia, mas sim mostra que, embora haja muitas e variadas evidências a favor da Bíblia, a decisão final de se acreditar, ou não, naquilo que a Bíblia diz de si mesma é uma questão de fé. O que o mundo cristão correctamente tem mostrado nos últimos 2000 anos é que a fé naquilo que a Bíblia diz, embora seja uma fé, é uma fé razoável e racional.

Imaginemos que uma pessoa tem fé de que ela pode voar e, em demonstração da sua fé, a pessoa lança-se de cima de um prédio. Embora ninguém possa duvidar que a fé desta pessoa é enorme, pode-se dizer, no entanto, que era uma fé irracional devido a preponderância de evidências que mitigam contra a habilidade humana de voar sem ajuda de dispostivos preparados para tal.

Agora tomemos o cenário de uma pessoa que vai almoçar ao mesmo restaurante todos os dias. Essa pessoa tem fé de que a comida que lhe dão diariamente está saudável, embora ela não tenha modo de o provar na altura. Nesta situação,pode-se dizer que, embora esta pessoa esteja em fé, é uma fé razoável fundamentada na experiência que ela tinha tido em dias anteriores (ex: no aspecto do restaurante, etc..).

O cristão encontra-se na posição desta pessoa. A nossa fé, embora não deixe de ser uma fé, é fundada em dados confirmáveis. O que se quer dizer com isto é que aquilo na qual a nossa fé é baseada não é algo como a astrologia ou a teoria da evolução (que não só não possuem evidências confirmadoras mas que contradizem as observações) mas sim baseada em factos históricos.

A fé do Cristão nas Sagradas Escrituras é uma fé razoável.

A segunda evidência que eu gostaria de mostrar para a inspiração da Bíblia é o seu conhecimento da natureza humana, e o seu amplamente demonstrado poder de mudar o coração do Homem.

Como evidência para o primeiro ponto eu gostaria de citar a palavras do Senhor Jesus Cristo:

Marcos 7:21-23 – porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfémia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.

Contrariamente ao que é publicamente anunciado no mundo secular, as razões que levam o homem a cometer actos reprováveis não são do foro intelectual, ou condicional mas do foro espiritual. Para comprovar tal, basta-nos ver alguns exemplos.

Um dos homens galardoados com o Prémio Nobel da Paz nos últimos 2/3 anos afirmou que, se a pobreza for erradicada, o terrorismo será vencido. Esta seria uma posição válida se as evidências estivessem do seu lado. Infelizmente não estão, e para comprovar que o laureado não está correcto, basta-nos tomar como exemplo os terroristas Muçulmanos que voaram aviões contra as torres gémeas em Nova Iorque: a maioria deles eram da Arábia Saudita, um país que não é o que se pode chamar de um país pobre. A sua motivação era puramente ideológica independente da sua condição social ou grau académico.

Juntamente com estes, poderemos citar o exemplo do próprio Osama Bin Laden, que é um homem de muitas possessões e saúde financeira. O que o leva a fazer o que faz não é a pobreza material mas sim a pobreza espiritual.

Para o caso de alguém poder citar a falta de educação como razão dos actos horríveis perpetuados pelos humanos durante os séculos, podemos citar o papel do Dr Josef Mengele durante a Segunda Guerra. O Dr Mengele foi um dos homens por trás dos campos de guerra nazis e um dos homens que fez experiências médicas em seres humanos. O que o levou a fazer isso não foi, obviamente, a falta de educação intelectual, mas a falta de educação moral.

O que nós temos aqui então são duas formas de vêr o problema. De um lado temos Deus, que nos diz que o problema está nos nossos corações, e do outro lado temos o homem, que diz que o problema é a pobreza, a falta de educação, a pressão social, ou qualquer outra condicionante exterior ao homen. De acordo com as evidências acima referidas, poderemos dizer que a Bíblia tem-se mostrado correcta em todos os casos. O homem tem um coração em necessidade desesperante de ser regenerado, contudo o mundo secular não tem as armas nem o conhecimento para resolver tal.

Pode-se então usar como evidência de inspiração o facto de a Bíblia claramente revelar aos homens qual é a causa das más acções humanas.

Poderá se dizer “Jesus diz que o nosso coração é mau, mas será que Ele ofereceu alguma solução?”

O Senhor Jesus não só identificou o nosso problema, mas Ele mesmo, sendo o nosso Criador (João 1:1-3) ofereceu-se a Si Mesmo para resolução do maior problema do género humano: o nosso pecado. Graças a redenção oferecida gratuitamente por Deus na Cruz, o Senhor Jesus abriu uma porta nova no nosso espírito e fortaleceu-nos com o Mesmo Espírito que criou o universo (Job 33:4).

Para concluir este ponto, poderemos dizer que, contrariamente aos outros livros ditos “sagrados”, o Inspirador da Bíblia não só tem um conhecimento profundo da natureza humana, mas tem Nele mesmo (Hebreus 1:3) a solução dos nossos problemas.

A terceira evidência que gostaria de enumerar é a Profecia. De acordo com estudiosos Bíblicos, existem cerca de 300 profecias Do Messias que foram realizadas aquando da 1ª Manifestação de Jesus Cristo. Gostaria de enumerar duas profecias que servem de evidência para a inspiração da Bíblia.

Começamos pelo Livro do Profeta Daniel. O Profeta Daniel fazia parte dos Judeus que foram transportados por Nabucodonosor para a Babilónia (Daniel 1:2-3). Aquando do seu cativeiro, Deus exaltou o Profeta para uma posição de grande prestígio e responsabilidade (Daniel 2:48).

No primeiro ano de Dário filho de Assuero, depois de ter entendido pelas Sagradas Escrituras que o tempo de cativeiro do Povo de Israel seria de 70 Anos (Daniel 9:2, 2 Crónicas 36:21, Jeremias 25:11-12, Jeremias 29:10), Daniel orou e jejuou ao Senhor. Durante o seu período de oração, o Senhor enviou o Anjo Gabriel a Daniel e revelou-lhe alguns eventos futuros relativos a Israel e ao Messias. O Anjo disse então ao Profeta:

Daniel 9:24-26 - Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o Ungido, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; com praças e tranqueiras se reedificará, mas em tempos angustiosos. E depois de sessenta e duas semanas será cortado o ungido, e nada lhe subsistirá; e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações.

Independente das datas usadas para se definir o dia exacto em que a ordem de restauração foi emitida, há um ponto que é bastante elucidativo. Deus falou com Daniel e disse que o Messias apareceria na Terra antes da destruição do Templo. A história secular é bastante clara aquando da destruição do Templo de Jerusalém. De acordo com a datação tradicional, o Templo foi destruído a 70 A.D. aquando da revolta Judaica contra o jugo Romano. Isto significa que antes desta data, o Messias teria que ter aparecido, e teria que ter sido “cortado”. De acordo com a Bíblia e com os relatos históricos, foi exactamente isso que aconteceu. Houve Um Homem que apareceu na Judeia, dizendo ser Ele o Messias profetizado por Deus (João 4:25-26, Lucas 24:27, Lucas 22:37). De acordo com a profecia, Esse Mesmo Homem seria “cortado” da terra dos viventes antes da destruição do Templo, evento que se materializou com Jesus de Nazaré. Ele foi sentenciado à morte pelo Sinédrio por blasfémia (João 19:7) e Executado pelos Romanos na cruz.

Não é credível que Daniel tenha sabido isto de outra forma que não por revelação de Deus. Como sabia Daniel que o Templo seria reconstruído? Como sabia Daniel que o Messias apareceria enquanto este segundo Templo estivesse de pé? Como sabia Daniel que este Templo seria destruído depois de o Messias ter sido “cortado” ? Aliás, como sabia Daniel que o Templo que não estava ainda construído seria mais tarde destruído? Existe um vasto número de improbabilidades que suportam a crença de Daniel soube deste evento futuro graças a Revelação Sobrenatural.

Pode-se perguntar: “Mas será que o Livro de Daniel não foi escrito depois dos eventos?” A arqueologia refuta esta crença uma vez o Livro de Daniel foi encontrado nos manuscritos do Mar Morto. Esses mesmos manuscritos foram datados de cerca de 200 anos antes do Cristo.

Outra profecia que eu gostaria de abordar é a profecia descrita no Livro do Profeta Isaías, capítulo 53.

Neste Livro, o Profeta fala do destino de várias nações (Israel incluído),e dos planos que Deus tem reservado para eles. Depois do capítulo 40, o tom muda um pouco e a Mensagem já não é tanto de julgamento mas sim de redenção. Englobada no Plano de Redenção está a Figura de Um Servo Do Senhor, mencionado nos capítulos 42, 49, 50 e 53. Segundo esses capítulos, nós ficamos a saber que o Servo seria:

  • Ungido pelo Espírito Santo (Isaías 42:2)

  • A Luz dos Gentios (Isaías 42:6)

  • Usado por Deus para ser a sua Salvação até a extremidade da Terra (Isaías 49:6)

  • O Libertador (Isaías 49:9)

..e muitas outras coisas mais.

Contudo, depois de todas estas coisas que ficámos a saber sobre o Servo, o Profeta Isaías, inspirado por Deus, relata-nos uma outra Faceta do Ministério do Servo do Senhor. No capítulo 53 Isaías revela que:

  1. O Servo seria rejeitado (v. 3)

  2. O Servo tomaria sobre Si as nossas efermidades (v.4)

  3. Seria da vontade de Deus que o Servo padecesse por nós (v. 10)

  4. O Servo prolongaria os seus dias (53:10), mesmo após ter sido cortado da terra dos viventes (53:8)

Ao ler-mos sobre o ministério do Senhor Jesus Cristo vemos que Ele cumpriu as profecias até ao mais ínfimo detalhe. O Senhor foi rejeitado (João 12:37), tomou sobre Si as nossas enfermidades (1 Cor 15:3, Hebreus 9:28), padeceu segundo a Vontade de Deus (Gálatas 1:4) e prolongou os Seus dias (Revelação 1:18) mesmo depois de ter sido “cortado” da terra dos viventes (João 19:33).

A quarta evidência que gostaria de enumerar a favor da inspiração da Bíblia é o facto de a ciência confirmar a Bíblia. Vamos clarificar estes pontos enumerando alguns campos científicos.

Biologia

  • Deus diz no Livro dos Salmos que Ele não só criou as formas de vida logo após ter dado o mandamento (Salmo 33:9) mas que após terem sido criadas, essas formas de vida se reproduziriam de acordo com o seu tipo (heb: bara - Génesis 1:21,24,25). O que isto significa é que nunca se daria o caso de um gato dar a luz alguma coisa que não fosse um gato, nunca se daria o caso de um canino dar a luz algo que não fosse um canino, e assim sucessivamente. A ciência tem mostrado que as formas de vida são muito conservadoras e pouco dadas a macro-mutações, contrariamente ao que seria de esperar se a teoria da evolução fosse verdade. Assim, pode-se dizer que a ciência confirma a Bíblia.

  • Existem relacionamentos simbióticos cujas origens contradizem qualquer cenário que não envolva uma infusão de informação por via Sobrenatural. Tomemos por exemplo o peixe “limpador” e o tubarão. Este peixe aproxima-se dos dentes do tubarão confiante,e executa funções higiénicas nos seus dentes. Como é que esta relação simbiótica aconteceu? Será que houve um peixe que primeiramente se aventurou perto da boca de um tubarão e “descobriu” que ele não o comeria, mostrando assim aos outros peixes o que fazer quando há pouca comida? Ou será que esta e outras relações simbióticas foram arquitectadas pelo Criador desde o princípio? É mais racional crer-se que Deus programou os dois animais para terem esta relação simbiótica, com ganhos comuns. Outra função destas relações simbióticas é a de que mostram que elas foram feitas por Alguém.

  • Convergência nos organismos biológicos tem todas as marcas de planeamento e design e ela é abundante na natureza (Steven Gould, The Panda's Thumb, 1980, p 271). Tomemos por exemplo a semelhança dos olhos do polvo e os olhos dos humanos. Que explicação naturalista pode de alguma forma explicar esta convergência? Ou ainda, tomemos o bico do “platypus” e o bico dos patos. Que mutação genética produziu esta semelhança? Não é mais racional e óbvio que Alguém quis que assim fosse? Quando vemos semelhanças em vários quadros artísticos o mais óbvio é concluirmos que o mesmo designer fez os quadros. Semelhantemente, como vemos convergências em toda a linha biológica, o mais racional é vermos que estas formas de vida tem o Mesmo Designer, e Ele quis que assim fosse para nós sabermos que todas estas coisas são criadas e não obra de um processo evolutivo.

Paleontologia

De acordo com as evidências o registo fóssil apresenta as seguintes características:

  • Aparecimento abrupto dos animais e das plantas em toda a Terra.

  • A maior parte dos fósseis é muito semelhante (e frequentemente, totalmente idêntica) às criaturas existentes hoje em dia.

O cientistas Dr Peter Ward e Dr Donald Brownlee dizem o seguinte em relação ao registo fóssil:

O aparecimento abrupto de todos os “phyla” animais num único e curto evento de diversificação não é, obviamente, uma consequência prevista da evolução. (Rare Earth, p. 150)

Estas evidências suportam as Palavras ditas por Deus no Livro de Génesis e mitigam contra qualquer teoria naturalista. As formas de vida apareceram mal Deus ordenou que elas aparecessem e as evidências suportam esse facto.

Astronomia

Contrariamente ao que foi muitas vezes tido como sendo a resposta científica sobre as origens, o universo tem um ponto inicial de existência. Este ponto nem sempre foi mantido pelos cientistas seculares e alguns mesmo admitem que um universo que tenha um ponto inicial de existência vai contras as suas expectações naturalistas.

O Dr Robert Jastrow diz:

Apenas como resultado das mais recentes descobertas nós podemos dizer com um certo grau de confiança que o mundo não existiu desde sempre.;... o declínio gradual predito pelos astrónomos para o fim do mundo é diferente das condições explosivas que eles calcularam para o seu nascimento. Contudo o impacto é o mesmo: a ciência moderna nega a existência eterna do Universo, quer seja no passado quer seja no futuro (1977, pp. 19,30, ênfase adicionado).

O que isto quer dizer é que para a ciência, tal como para a Bíblia, o universo tem um ponto inicial de existência.

Ao afirmamos isto poderá-se dizer que este é um ponto irrelevante que não suporta a Bíblia de modo algum. Contudo, ao aplicarmos um pouco de lógica, poderemos ver que o facto de o Universo ser um efeito (contingente), é uma evidência para Alguém ou alguma coisa que causou a que o Universo viesse a existir.

Poderemos exemplificar as coisas usando o seguinte silogismo:

- Tudo aquilo que tem um princípio de existência tem uma causa adequada.

- O Universo tem um princípio de existência

- O Universo tem uma causa adequada.

Como segundo as leis da lógica, a causa é sempre maior que o efeito, A Causa do Universo é Maior que o Universo. Como o Universo tem tempo, matéria e energia, a Causa do Universo não é Limitado pelo tempo, pela energia, nem pela matéria. Por outras palavras, o Causador do Universo é Eterno, Todo Poderoso e Imaterial.

Estas 3 características são algumas que distinguem o Criador da criação.

Para finalizar as evidências da astronomia, pode-se dizer que os cientistas descobriram no século passado que as galáxias estão a afastar-se umas das outras. Isto implica que o Universo está a expandir. Contudo, a Bíblia já tinha dito há muitos séculos atrás que Deus “estende os céus”:

Isaías 40:22
Ele (Deus) é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são para Ele como gafanhotos:
Ele é o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda para neles habitar (vêr também Is 44:24, Is 42:5, Is 51:13, Jer 10:12)

Muitas outras evidências científicas poderiam ser expostas, para mostrar que a Bíblia tem origens Sobrenaturais, embora tenha sido escrito por homens falíveis. No próximo ponto veremos que tipo de pessoas Deus usou para revelar a Sua Palavra às nações.

Que Tipo De Pessoas Deus Inspirou?

As pessoas que Deus usou para revelar a Sua Palavra eram pessoas normais como outras quaisquer. Eram pastores (Moisés, Amós, David), pescadores (Pedro, João e Tiago), réis (Salomão), filhos de sacerdotes (Ezequiel), ministros (Daniel), Fariseus (Paulo), médicos (Lucas), e cobradores de impostos (Mateus).

A meu ver, o propósito de Deus usar pessoas dos vários níveis sociais e geográficos foi o de nos fazer ver que, a Mensagem que eles traziam às nações, tinha origens fora deles mesmos. Por exemplo, se Deus tivesse usado só sacerdotes, por exemplo, poderia dizer-se que a Mensagem por eles entregue tinha origem neles mesmos e ser essa a razão de haver harmonia uns com os outros.

Mas não foi isso que Deus fez. Deus usou pessoas de todos os estratos sociais, de todos os níveis económicos, e com todo o tipo de passado, para que a harmonia existente na Bíblia não pudesse ser acusada de ser uma resultado do nível social das pessoas.

A harmonia existente na Bíblia não tem origem neste ou naquele estrato social, mas no Próprio Deus:

2 Pedro 2:21
Porque a profecia
nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.

A harmonia e a coesão existente na Bíblia é um resultado do Carácter de Deus e do Seu Amor por nós, e não o resultado de planeamento humano.

Um ponto que convém ressalvar é que, apesar de Deus ter escolhido pessoas normais dentro da comunidade como forma de revelar a Sua Palavra, essas pessoas tinha que ter alguma credibilidade dentro dessa mesma comunidade. Isto não significa que Deus escolheu homens perfeitos, mas sim que Deus escolheu homens que Lhe dessem garantias que a Mensagem não seria rejeitada com base na vida ou acções dos interlocutores. A inspiração de Deus usou-os de uma forma que, apesar de a Mensagem ser de Deus, a personalidade dos interlocutores não foi apagada aquando da exposição da Palavra. No ponto seguinte veremos o que é a “inspiração de Deus”.

Inspiração – O Que É Isso?

Provavelmente a maneira mais clara de se dizer o que é a inspiração é usar as palavras da Bíblia. Inspiração é “ser guiado pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:21), e falar aquilo que está de acordo com o Coração de Deus. A inspiração é uma das formas que Deus usou para se revelar. Não sendo a única,é contudo o selo da sua santidade. É aquilo que distingue a Bíblia dos outros livros “sagrados” (Alcorão, Gita, etc,etc).

Apesar de Deus muitas vezes ter literalmente ditado as Suas Palavras aos seus Profetas e Apóstolos (Números 7:89, Revelação 1:19), Deus também guiou de forma Sobrenatural aquilo que os Apóstolos escreviam, para que o resultado fosse aquilo que Deus queria que nós soubéssemos.

CONCLUSÃO

A Bíblia ocupa um lugar único na literatura mundial. É o Livro mais traduzido do mundo, o Livro mais propagado do mundo, e, infelizmente, o Livro mais atacado do mundo. Os seus preceitos são justos, os seus mandamentos santos, sua força imensa, e o seu conteúdo durará para sempre (Mateus 24:35).

............

BIBLIOGRAFIA

1. Mark Van Bebber and Paul S. Taylor; “What does the fossil record teach us about evolution?” ; Www.ChristianAnswers.Net; of Eden Communications Copyright © 1995, Eden Communications, All Rights Reserved

2. Jastrow, Robert (1977), Until the Sun Dies (New York: W.W. Norton).

3. Gould, The Panda's Thumb, 1980, p 271

4. WARD, Peter e BROWNLEE, Donald; Rare Earth,; Copernicus Books, Feb 2000, p. 150

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Mensagens Bíblicas Vindas do Espaço

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Angariando Fundos Sem Ter Fundo Científico

Frank Drake está a ser homenagiado na Space.com pela SETI (Search for Extraterrestrial Inteligence) com o título de "O pai do SETI". A sua reputação está a ser usada como forma de se angariar fundos. Por uma soma considerável pode-se desfrutar algum tempo com uma celebridade cuja "obra feita" é no mínimo questionável.

"Não é todos os dias que se tem a chance de passar algum tempo com uma lenda! Disfrute de um tempo de qualidade com Frank Drake, o fundador da SETI e autor da Equação Drake. Com doações ao nível dos $50,000 - 100,000, você pode passar entre um a dois dias com o Frank, enquanto ele o leva para o bastidor da experiência óptica da SETI (no observatório Lick), explicando-lhe a ciência e a tecnologia. Uma visita guiada a este observatório seria por si só especial. Fazê-lo na companhia de Frank Drake não é só uma oportunidade rara: é única."
No entanto, o que muitos podem considerar único é a total falta de feitos mesuráveis para um cientista tão célebre. Os seus feitos têm sido mais motivacionais do que empíricos. Ele fundou um programa que sonda o espaço à procura de "sinais de com origem inteligente" mas desde que começou (nos anos 60) até hoje, não encontrou nada.

Paralelamente a isto, a sua famosa "Equação Drake", que supostamente calcula o número de civilizações inteligentes na galáxia, é simplesmente uma lista de requerimentos necessários para a evolução naturalista exposta em termos "algébricos" quasi-autoritários. Os factores, no entanto, são tão pouco conhecidos que o famoso pesquisador sobre a temática da origem da vida Stanley Miller comentou uma vez que, uma pessoa pode pôr os valores que quiser na equação, que o resultado seria tão válido como qualquer outra estimativa.

Conclusão:

A Equação Drake é uma anedota. Usando visualização como forma de dar um ar científico à ignorância, ela mais não é do que uma arma propagandísta para a cosmologia ateísta. Drake deixou de fora o único factor que pode elevar para cima de zero a possibilidade da vida acontecer: Causação Inteligente.

Uma das coisas mais irónicas deste processo é que a organização fundada por Drake é totalmente contra a teoria da Design Inteligente, não deixando no entanto de usar princípios de detecção de design na sua pesquisa espacial.

Parece que detectar sinais de inteligência é válido apenas e só se a dita inteligência fôr resultado da evolução. Usar métodos de deteção de causas inteligentes não é permitido na Biologia uma vez que a Inteligência por trás da Biologia não seria resultado da evolução.

Mais uma vez o ateísmo impede o progresso da ciência.

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