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quarta-feira, julho 06, 2011

Velocidade da luz é alterada por campo eletromagnético

Fonte

Óptica e física básica

A luz não viaja na mesma velocidade em todas as direções quando ela está sob o efeito de um campo eletromagnético.

Embora tenha sido previsto pela teoria, esse efeito contra-intuitivo foi agora demonstrado experimentalmente pela primeira vez por uma equipe da Universidade Paul Sabatier e do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS), da França.

Os pesquisadores mediram, com uma precisão extrema - de cerca de um bilionésimo de metro por segundo - a diferença entre as velocidades de propagação da luz em uma direção e na direção oposta.

A diferença encontrada abre caminho para pesquisas mais aprofundadas com o objetivo de melhorar o modelo que descreve as interações das partículas elementares, o chamado Modelo Padrão da Física.

Os resultados também apontam para novas aplicações em óptica.

Velocidade da luz

No vácuo absoluto, a luz viaja a uma velocidade constante de 299.792.458 m/s - para facilitar, esse número normalmente é arredondado para 300 mil km/s.

Parece natural que ela se propagasse na mesma velocidade em todas as direções.

No entanto, existem situações em que essa propriedade não é válida, principalmente quando a luz está viajando sob o efeito de um campo elétrico ou de um campo magnético.

Esses casos foram inicialmente previstos pela teoria no final dos anos 1970, e deveriam ser observados mesmo em um vácuo. No entanto, essas variações muito pequenas são difíceis de confirmar experimentalmente.

O progresso tecnológico tornou possível a detecção desses efeitos em um gás, o nitrogênio no caso do experimento agora realizado.

Cavidade óptica

Para observar a variação da velocidade da luz, os pesquisadores projetaram uma cavidade óptica na qual os feixes de luz passam através de um dispositivo composto por ímãs e eletrodos, o que torna possível a geração de intensos campos elétricos e magnéticos - o campo magnético aplicado é 20.000 vezes maior do que a da Terra.

Uma cavidade óptica é um dispositivo no qual determinados raios de luz permanecem confinados por meio de espelhos, nos quais esses raios ficam refletindo continuamente.

Dessa forma, os pesquisadores conseguiram demonstrar experimentalmente que a luz não viaja na mesma velocidade em direções opostas em um gás sobre o qual está atuando um campo eletromagnético.

A diferença medida na velocidade da luz é de cerca de um bilionésimo de metro por segundo (m/s), ou seja, 10-9 m/s, o que equivale a 10-18 vezes a velocidade da luz.

Esta diferença infinitesimal, prevista pela teoria, é causada pelos campos magnéticos e elétricos.

Implicações teóricas e práticas

Os resultados abrem caminho para diversas novas pesquisas.

Em primeiro lugar, eles permitirão um refinamento das medições da anisotropia da propagação da luz. Aumentando a sensibilidade do dispositivo de medição, os pesquisadores poderão, no futuro, observar minúsculas falhas da invariância de Lorentz, que é uma simetria fundamental expressa como parte da Teoria da Relatividade.

Isso tornaria possível testar algumas propostas teóricas para melhorar o Modelo Padrão, um modelo que hoje descreve todas as interações entre as partículas elementares.

Em segundo lugar, essa anisotropia direcional, governada por um campo eletromagnético, pode gerar novas aplicações em óptica, tais como componentes cujo comportamento será diferente dependendo da direção, tudo controlado por um campo magnético externo.

Manipulando a velocidade da luz

Ao longo dos últimos anos, várias pesquisas têm feito descobertas sobre a velocidade da luz e sobre as possibilidades de manipulação dessa velocidade:

Aumentando a velocidade da luz

Diminuindo a velocidade da luz

Mexidas mais exóticas com a velocidade da luz

segunda-feira, maio 23, 2011

Velocidade da luz superada

Era suposto ser o único limite de velocidade que nunca poderia ser quebrado, mas cientistas alegam ter demonstrado a existência da possibilidade de se viajar a velocidades superiores à velocidade da luz.

Este feito contradiz uma das alegações centrais da teoria da relatividade como proposta por Albert Einstein - que nada, em condição alguma, pode-se mover a velocidades superiores a 300,000 km por segundo (esta é a velocidade da luz).

Em teoria, viajar a velocidades superiores à da luz faz-nos regressar no tempo. De acordo com a Física convencional, uma pessoa que viaje para além da velocidade da luz chegaria ao destino antes de partir. Mas dois físicos alemães alegam ter forçado a luz a superar a sua própria velocidade usando o fenómeno da "quantum tunnelling".

A sua experiência focou-se no percurso da fotões de micro-ondas através de dois prismas. Quando os prismas foram afastados um do outro, a maioria dos fotões reflectiu o primeiro prisma que encontraram e foram captados pelo detector. Mas uns poucos pareceram afunilarem-se através de uma falha que os separava como se os prismas ainda estivessem juntos.

Embora estes fotões tivessem viajado uma distância superior, eles chegaram ao seu detector ao mesmo tempo que os fotões reflectidos. Isto sugere que a velocidade entre os dois prismas foi superior à velocidade da luz.

O Dr Gunter Nimtz, da Universidade de Koblenz, disse à revista New Scientist:

Por enquanto, esta é a única violação da teoria da relatividade que eu conheço.

Se a velocidade da luz pode ser aumentada, o que é que isto nos diz em relação à luz que nos chega de galáxias há "milhões de anos-luz" da Terra? Se a régua com a qual nós queremos falsificar a linha temporal Bíblica está danificada (ou pelo menos, não é constante), será ela útil para se atacar a Bíblia?

Geralmente os avanços científicos demoram tempo até chegar às locais de culto dos militantes evolucionistas (veja-se o tempo que durou para eles finalmente se aperceberem que o Piltdown Man era uma fraude), e como tal, é possível que evolucionistas não saibam que a velocidade da luz pode não ser constante, e desde logo, o facto de nós podermos vêr galáxias há "milhões de anos-luz" da Terra não é argumento contra a Terra Jovem.

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