Um antigo pesquisador da Amgen Inc descobriu que muitos estudos em torno do cancro - em larga percentagem provenientes de laboratórios universitários - são duvidosos o que pode ter consequências desastrosas na futura produção de medicamentos.Durante uma década inteira onde foi director da "Global Cancer Research" em Amgen, C. Glenn Begley identificou 53 publicações "importantes" - artigos provenientes de jornais de topo e de laboratórios reputados - com o fim de serem reproduzidos pela sua equipa.
Begley tencionava verificar os achados antes de tentar usá-los como plataforma para o futuro desenvolvimento de novas drogas.
Resultado: 47 das 53 publicações não eram passíveis de replicação.
Ele descreveu os seus achados num comentário publicado na edição de Quarta Feira da Nature.
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Fascinante.
Isto constitui uma falta de fiabilidade na ordem dos 88.6% para publicações qualificadas de "importantes", "científicas" e fundamentadas em "dados empíricos". Agora imaginem o grau de fiabilidade para teorias que não podem ser replicadas empiricamente e que cujo selo científico provém do facto de terem "passado pela revisão de pares" - tal como a teoria da evolução.
Mantenham informação como esta à mão sempre que alguém propuser que a sociedade seja construída segundo o modelo operacional da "ciência"; basicamente o que eles estão a propôr é que se molde o nosso estilo de vida à imagem de um processo com um grau de fiabilidade na ordem dos 11%.
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