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domingo, janeiro 02, 2011

O princípio antrópico não é ciência

OS céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos - Salmo 19:1

O naturalismo tem a tendência de mostrar as suas mais discutíveis doutrinas duma forma que esconde a sua verdadeira natureza. Isto é feito de uma forma confusa. Frequentemente as doutrinas do naturalismo são apresentadas como tautologias ou truísmos cuja verdade é óbvia. É isto que acontece com o princípio antrópico.

Historicamente os cientistas há muito que sabem que a Terra é um lugar peculiar contendo muitas propriedades raras necessárias para a vida. Por exemplo, a distância da Terra para o Sol e a órbita quase circular da primeira mantém uma temperatura ajustada para a vida.

Para além disso, a Terra possui água abundante e uma temperatura média que, "por acaso", está dentro dos limites que proporcionam a que a água esteja no estado líquido. A inclinação da Terra é perfeita: se a mesma fosse menor, então uma maior parte da Terra estaria sob o domínio do frio dos pólos ou dos desertos equatoriais.

Se a inclinação fosse maior, então largas partes da Terra teriam seis meses de noite seguidos por seis meses de dia.

O campo magnético e a camada de ozono (O3) filtram a maior parte das radiações letais vindas do espaço. Outras características especiais da Terra incluem a sua massa, a sua densidade, o seu rádio, a sua velocidade de rotação, o sistema meteorológico, a pressão atmosférica e a sua composição química. Se estas características fossem substancialmente diferentes, então a vida tal como a conhecemos não seria possível.

Os naturalistas respondem.

Esmagados por todos estas "coincidências" do planeta Terra, os evolucionistas alegaram que existem outros planetas diferentes da Terra, e que esta última apenas teve a "sorte" de ter as propriedades necessárias para a vida. Portanto, concluíram os evolucionistas, o universo não favorece a Terra ou a vida de forma alguma.

Mas o universo é especial também.

As últimas descobertas científicas tem destronado esta explicação naturalista uma vez que novas evidências científicas mostram que o universo em si possui numerosas propriedades necessárias para a vida. Por exemplo, se a carga eléctrica dos electrões fosse ligeiramente diferente, então as estrelas seriam incapazes de queimar hidrogénio e hélio. Se a relativa potência das forças nucleares e electromagnéticas fosse diferente, então os átomos de carbono não existiriam na natureza e como tal nós não existiríamos.
Se um segundo após o big bang a taxa de expansão fosse 1/100 000 000 000 000 000 menor, o universo sofreria um colapso antes de atingir a dimensão actual. (Stephen Hawking, 1988, "A Brief History of Time: From the Bbig Bang to Black Holes", páginas 121-122)
Parâmetros fundamentais - electromagnetismo, gravidade, a carga e a massa das partículas fundamentais - tinham que estar todas em harmonia até ao mais pequeno detalhe. Como é que estes parâmetros podem ser explicados dentro do naturalismo? O universo parece ter sido criado por Uma Mente Racional com vista a vida. A maior parte da população mundial através da História interpretou as evidências precisamente desta forma. Uma minoria tem outras "respostas".

A nova resposta dos evolucionistas.

A resposta dos naturalistas é o princípio antrópico. A ideia é apresentada desta forma:
O princípio antrópico...pode ser parafraseado assim: "Nós vemos o universo da forma que é porque nós existimos". (Hawking, 1988,página 124)
O princípio antrópico é, portanto, tipicamente apresentado desta forma - dando ênfase no papel do homem como observador. O universo tem as propriedades necessárias para a nossa sobrevivência porque se não tivesse, nós não estaríamos aqui para o observar. Às vezes o conceito leva um toque esotérico que o torna interessante: O universo é da forma que é porque nós o estamos a observar. Isto parece indicar que "observar" o universo afecta-o de alguma forma.

Não é ciência.

Apesar de toda a pompa e circunstância, o princípio antrópico não é ciência mas sim uma tentativa naturalista de evitar a inferência lógica para a causa do universo (Criação).

Na verdade, há duas versões do princípio antrópico: o tautológico e o metafísico.

  • Princípio Antrópico Tautológico: O universo tem propriedades propícias para a sobrevivência (e observação) porque nós sobrevivemos (e observamos).

O princípio antrópico tautológico soa cientifico e explanatório mas não é. Porque é que nós sobrevivemos? Porque o universo tem propriedades propícias à sobrevivência. Como é que sabemos que o universo tem propriedades propícias à sobrevivência? Ora, porque sobrevivemos.

O princípio antrópico tautológico não é ciência por duas razões: é circular e não é testável. Além disso, ele foca a nossa atenção no homem e na sua existência como observador e distrai-nos do foco principal: as propriedades do universo.

Quando dito de forma clara a racionalidade por trás do princípio antrópico é clara e directa. Isto gera a segunda formulação:

  1. O naturalismo assume que a natureza não favorece de forma especial a vida ou a nossa existência.
  1. No entanto, as observações científicas mostram que o universo tem propriedades altamente improváveis necessárias para a vida e para a nossa existência.
  1. Os pontos (1) e (2) geram um conflito e o mesmo é resolvido com o princípio antrópico metafísico:
  • Principio Antrópico Metafísico: Existe uma infinitude de outros universos contendo propriedades distintas do universo conhecido; quase todos os outros universos são vazios de qualquer vida. Como tal, a "natureza" (toda esta infinitude de universos) em média não tem nenhum favor especial em relação à vida ou ao ser humano.
O princípio antrópico metafísico é a formulação nua e crua que contém algum poder explanatório. Embora esteja quase sempre escondida, esta é a formulação que os evolucionistas usam quando tentam explicar as peculiares características do universo. Este argumento tenta diluir o design que existe no universo adicionado outros (nunca observados) universos que não tem design.

Quanto mais improváveis forem as características deste universo, mais "outros universos" tem que ser adicionados de modo a que a "diluição" seja eficiente. Portanto, o argumento alega que em média a natureza não possui design algum, nem algum favor peculiar em prol da vida ou em prol da humanidade. O argumento alega que o design que o universo tem é o resultado de casualidade fortuita.

Como é óbvio, os evolucionistas evitam revelar a verdade do princípio antrópico metafísico uma vez que a noção dos "outros universos" é metafísica e sem suporte observacional. Isto imediatamente dá a noção de não ser ciência.

Conclusão:

O princípio antrópico é uma tentativa de explicar o design do universo sem apelar ao Criador. Como forma de o fazer, eles alegam que o nosso universo é um de muitos universos. O que nos distingue dos outros universos é que nesta há vida e nos outros não. Infelizmente não há a mínima evidência para os outros imaginados universos.

Para além disto, os naturalistas tentam desviar o foco da discussão das propriedades do universo para o observador. Supostamente o facto de nós observarmos o universo torna-o propício para a vida.

Nenhuma das explicações naturalistas está de acordo com os dados da ciência observacional. A explicação mais lógica e coerente é:

O universo tem propriedades peculiares para a vida precisamente porque o mesmo foi criado com esse propósito.
O design não é acidental: é propositado. Esta hipótese é a única que está de acordo com a calibração das leis da física e com as propriedades do universo. Como sempre acontece, é o naturalismo que é falsificado pelas observações.

Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.
Revelação 4:11


Fonte: "The Biotic Message", páginas 59-62

quinta-feira, outubro 21, 2010

Migração: mais um problema sério para o naturalismo

O fenómeno da migração é mais um problema sério para os evolucionistas determinados a não "permitir Um Pé Divino à porta". A Encyclopedia Brittanica começa o seu artigo em torno das origens evolutivas da migração com as palavras "A origem da migração permanece no campo da pura conjectura".

Claro que isto não impediu o autor evolucionista de fazer aquilo por qual os evolucionistas são mundialmente famosos: proceder para o campo da pura conjectura (conto de fadas). O autor especulou que houve "pressão selectiva" que conduziu à migração. No entanto, este mito ateu é refutado pelas evidências científicas, como veremos mais para o final do post.

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A espécie este-siberiana da Golden Plover (Pluvialis dominica fulva) migra do Alasca para o Hawai. Esta viagem de mais de 4.000 quilómetros requer um batimento de asas constante durante cerca de 88 horas uma vez que não há ilhas entre Alasca e o Hawai.

Antes de embarcar na viagem, a Golden Plover ganha cerca de 50% de peso (cerca de 70 gramas) num curto período de tempo. Esta gordura extra serve de fonte de reserva energética.

Mas há um problema: Embora a viagem de 88 horas necessite de um consumo de 82.2 gramas, o seu "reservatório só tem até 70 gramas. Isto é, menos 12 gramas do que é necessário para a viagem. Por outras palavras, as áves ficariam "sem gasolina" cerca de 800 quilómetros antes de chegar ao Hawai. Consequentemente, mergulhariam para a sua morte, exaustas e esfomeadas.

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Mas....obviamente, elas não morrem senão não estaríamos aqui a falar nelas. A pergunta é: e porque é que elas não morrem pouco antes de chegar ao Hawai, uma vez que deveriam estar sem combustível para o resto da viagem? Pode a evolução providenciar algum tipo de resposta para este perplexo problema de falta de combustível? Ou será que teremos que confiar nos mitológicos "modelos evolutivos"?

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Se calhar os extra-terrestres ajudaram os nossos amigos alados a superar a distância com chapéus munidos de uma ventoinha. Mas de que serve o chapéu sem um bom mapa ou um giroscópio ou um compasso?

Se calhar os ETs transportaram os Golden Plovers em aviões de primeira classe. Após todos aqueles anos a observar através da janela o percurso, os nossos amigos alados aprenderam como fazer a viagem sozinhos.

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Bem, o transporte dos ETs já desapareceu há muito e como tal, os pássaros tem que se sujeitar ao nevoeiro, à chuva e ao frio se querem fazer a viagem. De certeza que eles sentem saudades dos tempos em que viajavam em primeira classe!

De certo que estas "explicações" (ao mesmo nível que qualquer boa explicação "evolutiva" encontrada em blogs ateus) não convence ninguém.

Mas então....como é que a Golden Plover resolve o problema de consumo de combustível?

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Elas voam em formação V!

Pesquisadores mostraram num estudo de 1970 (Science) que, mesmo consumindo a mesma energia, um bando de 25 aves a voar em formação V pode voar 70% mais longe do que uma única ave. Isto é mais do que suficiente para compensar os 800km em falta para chegar a terra firme. Voar em formação V dá a estas aves possibilidade de voar mais 2250 quilómetros.

Uma vez que o ápice da formação atrai a maior parte do trabalho, as aves partilham essa posição durante o percurso. O vôo torna-se progressivamente mais fácil à medida que se vai ficando mais perto da traseira da formação (o que permite acomodação às aves mais fracas).

Não há explicação naturalista para a migração.

Como é que um ateu, desesperado por uma explicação naturalista, pode justificar a necessidade de se voar em V? Esta estratégia tinha que ser bem conhecida ANTES de se embarcar numa viagem de 4000km. Como é que a ave aprendeu princípios de geometria e aerodinâmica?

Para piorar as coisas para o naturalista, os pais partem muitos antes dos seus filhos, portanto voar em V não é ensinado aos filhotes mas é algo que está pré-programado no cérebro do Golden Plover desde o princípio.

Semelhantemente, não há "pressão selectiva" a empurrar a ave para fora do Alasca uma vez que há muito que comer por lá. O clima também não é uma explicação válida uma vez que as aves partem antes do Inverno chegar. "Pressão evolutiva" ou "pressão selectiva" não servem de resposta.

Finalmente, como é que o evolucionista explica o plano de vôo altamente preciso que governa alguns animais durante grandes distâncias? Por exemplo, a borboleta Monarca migra cerca de 4800 quilómetros frequentemente para a mesma árvore na qual já tinham estado os progenitores!

Portanto, violando toda a ciência e contradizendo o senso comum, os ateus querem que nós aceitemos na proposição de que a informação complexa necessária para o vôo da Golden Plover envolvendo coisas como quanto alimento consumir, quão depressa voar, para onde voar e como fazer o melhor uso das reservas energéticas (voando em V) vieram a existir como resultado de mutações aleatórias e da selecção natural cega!

Mas o senso comum e a Teoria da Informação (não confundir com as leis de Shannon porque essas são biologicamente irrelevantes) dizem-nos que isso é impossível.

A origem desta complexa gama de informação específica é melhor explicada como o resultado de Uma Causa Inteligente (Deus) do que o resultado de forças sem inteligência. A ave tinha que saber tudo isto desde a primeira vez que começou a voar senão nunca funcionaria, e desde logo, não deixaria descendentes.

Conclusão:

A migração é mais um problema (numa lista enorme de problemas) que a natureza coloca à teoria da evolução. Esta actividade claramente oferece um testemunho sólido para o Criador. Acreditar que o aparato migratório é o resultado de um processo natural é um conto de fadas.

Conto de fadas, ou, como gosto de chamar, "teoria da evolução".

Job 39:26-27

Ou voa o gavião pela tua inteligência, estendendo as suas asas para o sul? Ou se remonta a águia ao teu mandado, e põe no alto o seu ninho?


Modificado a partir do original.
Referências no original.

sábado, setembro 25, 2010

Aumenta o desespero dos naturalistas e ateístas

Original

Quanto mais a ciência vai descobrindo e descrevendo os genomas das diversas espécies, mais parece que o naturalismo se vai dissolvendo nas suas próprias contradições. Se eu fosse naturalista, proibia a ciência…

Um estudo sobre os genes da esponja do mar parece ter contribuído para uma irritação acrescida dos naturalistas, ao mesmo tempo que acaba por se ir reforçando a credibilidade dos filósofos da antiguidade clássica que defendiam o conceito de Forma (Platão) e de Essência (Aristóteles). O que, no fundo, nos separa de uma esponja — e ao contrário do que têm defendido os naturalistas e ateístas — não são propriamente os genes, mas antes a Forma entendida no sentido platónico, ou a Essência entendida no sentido aristotélico.

As esponjas têm entre 18.000 e 30.000 genes, aproximadamente o mesmo número dos genes do ser humano, da mosca-da-fruta, vermes e outros animais. Uma comparação entre os genes da esponja e de outros animais revela que os genes, no primeiro e segundo caso, têm uma estrutura idêntica. A esponja é considerada como estando na base da “árvore evolucionária”. Depois, mais um dado curioso: a esponja tem 97,86% de água na sua composição; o ser humano tem 97,86% de água na sua composição.

Porém, os biólogos e naturalistas contemporâneos vêem o problema às avessas: dado que o genoma da esponja tem semelhanças com o do ser humano, então o Homem é uma espécie de esponja e a sua vida pouco mais vale — se é que vale mais — do que a vida de uma esponja. A questão de saber como é que uma idêntica disposição genética gera seres tão diferentes, é totalmente ocultada ou esquecida pelos naturalistas. Os naturalistas já entraram em um processo de desespero.

A esponja do mar surgiu há cerca de 635 milhões de anos! Lá se vai o “gradualismo darwinista” por água abaixo… a cada descoberta da ciência aumenta o silêncio desesperado dos naturalistas — incluindo os intelectualóides naturalistas portugueses que escrevem na blogosfera. Como alguém pergunta, no artigo: o que interessa saber é onde estavam os genes da esponja — que são idênticos aos do ser humano e de outros animais — antes de a esponja aparecer no nosso planeta.

Adenda: resposta a esta treta, aqui.

sexta-feira, setembro 17, 2010

Ateu confunde método científico com crença no naturalismo

O Ludwig alegou que "O criacionismo bíblico é uma posição cientificamente válida, ou pelo menos era até termos evidência de ser falsa."

Não há evidências cientificas que mostrem que o Livro de Génesis está errado. Há teorias naturalistas que contradizem Génesis, mas isso é mais um ponto a favor das Escrituras, uma vez que o naturalismo é manifestamente falso.

A ciência e o Cristianismo estão em acordo, enquanto que o Naturalismo e o Cristianismo não estão.

A capacidade de criar modelos (que é o que vais alegar a seguir) e testá-los empiricamente não depende da fé no naturalismo. Há inúmeros não-naturalistas por todo o mundo que criam modelos, testam-nos à luz das evidências, geram conclusões e fazem previsões baseados nas conclusões. Isso não parece torná-los automaticamente em naturalistas.

Nada disto depende do naturalismo uma vez que o naturalismo apenas diz que nada mais existe para além do mundo material (o que é ilógico). A tua contínua equivocação entre "ciência" e "naturalismo" está a tornar-se repetitiva.

quinta-feira, setembro 16, 2010

David Attenborough: "É difícil imaginar como é que isto evoluiu"

Um artigo publicado no The Guardian mostra uma discussão entre o ateu Richard Dawkins e Sir David Attenborough.

Descrevendo a transformação que a larva de libélula sofre até se tornar adulta, o par comentou:

DA: Eu sou um naturalista em vez dum cientista. Olhar para uma flor ou para um sapo sempre me pareceu a coisa mais interessante de se fazer. Outros há que afirmam que os seres humanos são muitos interessantes, e de facto o são, mas enquanto criança nós não estamos interessados na fisiologia da Tia Filomena; tu interessas-te em saber como é que uma larva de libélula se transforma numa libélula adulta.

RD: Sim, elas trazem consigo dois projectos distintos, dois programas diferentes.

DA: Eu nem queria acreditar! Lembro-me de uma vez perguntar a um adulto, "O que é que acontece dentro dum casulo?" e ele disse "Bem, a lagarta é completamente desmantelada até ficar parecida com uma sopa. Depois recomeça a sua reconstrução outra vez." Eu lembro-me de dizer "Isso não deve estar certo." Como procedimento, nós nem podemos imaginar como é que esse aparato evoluiu.

Mas, como nós todos sabemos, evolução via selecção natural e mutações aleatórias é verdade, independentemente das evidências. Sabemos de antemão que as evidências irão por fim ser consistentes com a evolução darwiniana porque o Darwinismo é um facto a priori.

Qualquer potencial dificuldade com a teoria da evolução tem que ser tomada como evidência da nossa "falta de imaginação" e não como um problema real com a teoria.

A teoria vem primeiro, e depois é que as evidências são analisadas.

Claro que os evolucionistas escondem-se do debate ao não dizerem como é que este sistema se originou mas sim mostrando o que acontece durante a metamorfose. Mas isso é uma ilusão evolutiva. Dizer como é que a transformação se verifica não diz como é que ela surgiu via mutação aleatória + selecção natural.

Mas quem é que pode criticar os evolucionistas? Com os avanços que a ciência tem tido ultimamente, está a ficar cada vez mais difícil acreditar que a vida criou-se a si mesma.

quarta-feira, setembro 08, 2010

"A ciência ignora o que não pode ser testado pelo método científico"

A frase de cima foi dito por um ateu no blog "Ateus do Brasil" (do qual também estou banido desde o ano passado). Eu perguntei:
Como é que testas o método científico com o método científico?
A resposta do ateu foi:
Não se testa. É apenas o método aceito.
O ateu rapidamente apercebeu-se do erro e acrescentou:
Ou talvez se teste: como eu falei acima, se uma teoria explica satisfatoriamente os fatos e permite fazer previsões que se confirmam, então passa a ser a verdade provisória.
Reparam na ilusão? Primeiro "não se testa" mas depois "testa-se" aplicando o método científico! Ou seja, o teste para validar o método científico (MC) é aplicar o MC.

Reparem que na segunda parte da resposta o ateu não disse como é que se testa o método científico (MC), mas mostrou apontou para uma instância sobre o funcionamento do mesmo. Toda a resposta resume-se à primeira parte da frase: "Não se testa".

A relevância disto é que os requerimentos que os ateus fazem para algo ser "científico" é 100% arbitrário. Para eles "ciência" é o que eles disserem que é ciência.

quinta-feira, setembro 02, 2010

Origem da Vida: A presença de oxigénio e as ramificações para o ateísmo

Uma pequena citação do livro "Evolution: A Theory in Crisis"
Para além do falhanço de se encontrarem evidências empíricas para componentes orgânicos produzidos abioticamente, existem também algumas dificuldades teoréticas.

Qualquer composto orgânico formado na Terra primitiva seria rapidamente oxidado e degradado na presença de oxigénio. Devido a isto, muitas autoridades advogaram uma uma atmosfera livre de oxigénio durante centenas de milhões de anos a seguir à formação da crosta terrestre. Apenas tal atmosfera protegeria os delicados e vitais compostos orgânicos e permitiria que eles se acumulassem até formar a sopa pré-biótica.

De forma preocupante para os crentes no cenário tradicional da "sopa orgânica", não há evidências geoquímicas que excluam a possibilidade do oxigénio sempre ter estado presente na Terra logo após a formação da crosta terrestre.

Mas mesmo que não houvesse oxigénio, há mais problemas.

Sem oxigénio não existiria uma camada de ozono na atmosfera que protegesse a Terra de doses letais de raios ultra-violetas. Num cenário em que não houvesse oxigénio, o fluxo de raios ultravioleta a atingir a superfície da Terra seria mais do que suficiente para destruir qualquer composto orgânico mal ele se tivesse formado.

Significativamente, a ausência de compostos orgânicos no solo de Marte tem sido amplamente atribuída a tais doses potentes de raios ultravioleta que hoje em dia bombardeiam a sua superfície.

Portanto os ateus tem um problema científico grave para resolver:
  • Na presença de oxigénio, a vida não poderia evoluir
  • Na ausência de oxigénio, a vida não poderia evoluir.
Como obviamente a vida existe, então temos que cientificamente colocar de lado as teorias naturalistas como forma de explicar a origem da vida uma vez que as evidências mostram que a vida nunca poderia surgir como o resultado das forças naturais.

Este dado científico está de acordo com o que a Bíblia diz

Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque Tu criaste todas as coisas, e por Tua vontade são e foram criadas.
Revelação 4:11
A vida não é algo que está "destinado" a acontecer mal as condições naturais certas estejam alinhadas, mas sim algo que só poderia existir se Deus assim o quisesse.

Como sempre acontece, a ciência está em pleno acordo com a Palavra de Deus.


Referência: "Evolution: A Theory in Crisis", páginas 261 e 262 (Versão inglesa)

domingo, agosto 29, 2010

Depressão diminui o olfato

Se tudo o que o homem é restringe-se à sua composição material, como é que se explicam eventos aqui descritos?
Além do mundo parecer menos colorido, quando você está deprimido, os cheiros também não ficam mais tão fortes. Segundo pesquisas, a parte do cérebro responsável por esse sentido fica menor – isso pode modificar o tratamento usado para a doença.

A depressão, a esquizofrenia e alguns outros distúrbios afetam a forma com que você percebe os aromas ao seu redor.

Para descobrir os motivos disso, pesquisadores da Universidade de Dresde, na Alemanha, expuseram 20 voluntários com depressão severa e 20 voluntários normais a um químico de cheiro forte. No início do estudo, a concentração do químico era baixa e os depressivos não conseguiam sentir o cheiro. Ela foi aumentando gradualmente até que eles perceberam o odor.

Depois os pesquisadores mediram os bulbos olfatórios, responsáveis, como o nome já indica, pela nossa percepção de cheiros, usando ressonância magnética.

Usando esse método os cientistas descobriram que os bulbos olfatórios das pessoas com depressão eram 15% menores. Eles também descobriram que, quanto mais grave era a depressão do voluntário, menor era essa parte do cérebro. Os efeitos se mantinham independente da pessoa estar ou não se tratando com remédios antidepressivos.

Segundo os pesquisadores, agora o bulbo olfatório poderá ser usado para analisar se determinado tratamento contra a depressão está, ou não, funcionando. [NewScientist]

terça-feira, julho 27, 2010

A Incarnação e o naturalismo

A preponderância de evidências suporta mais a tese de que Maria era virgem quando se achou grávida dO Senhor do que a crença (ateísmo) que afirma que:

1) O universo criou-se a si mesmo.

2) A vida criou-se a si mesma.

3) Formas de vida 100% marinhas tornaram-se 100% terrestres

4) Formas de vida 100% terrestres tornaram-se 100% marinhas (duplo milagre, portanto)

5) Que o morcego criou o seu próprio sistema de ecolocalização ou biossonar

6) Que o golfinho criou o seu próprio sistema de ecolocalização ou biossonar

7) Que a visão do vertebrado (que alguns ateus acham que é "mau design" embora engenheiros e cientistas tentem copiar esse suposto "mau design") seja o resultado de forças não inteligentes, quando a construção de análogos mais rudimentares (bem mais rudimentares) exija design, planeamento, controle de resultados, e muita inteligência.

8) Que a Terra encontra-se no lugar especial no universo (à distância certa do sól, com as leis da Física e da Química detalhadamente calibradas para permitir a vida biológia) "por acaso", e não por design e Vontade de Deus.

....

A questão não é "ciencia" versus "religião" mas sim naturalismo versus cristianismo. O naturalista ateu Ludwig acredita (sem evidências) que o naturalismo é a régua de medir para todos os eventos que acontecem e alguma vez aconteceram no universo. Os cristãos dizem que o naturalismo, para além de ser auto-refutante, é manifestamente insuficiente para explicar diversos eventos que nós sabemos terem acontecido na história da humanidade.

Sem oferecer nenhum evidência para a sua fé, os naturalistas usam a sua religião para julgar a fé cristã. Claro que se o naturalismo está correcto, é impossível uma mulher virgem engravidar da forma que a Bíblia diz. Mas isto se o naturalismo está certo, e isso é algo que os ateus ainda não provaram.

Antes de criticar a Bíblia usando o naturalismo, os naturalistas deveriam tentar acomodar os 8 pontos acima mencionados (por questão de brevidade, o número de factos que contradizem o naturalismo foi encurtado) com a sua fé.

Afinal, mesmo que a Bíblia esteja errada (o que, segundo as evidências, é altamente improvável), os ateus ainda tem que justificar a sua fé no seu naturalismo (quer filosófico quer metodológico).

Sugiro que usem o "método científico" para testar o naturalismo.

Boa sorte!


domingo, junho 27, 2010

O que sobrou da religião - Olavo de Carvalho

Mais um excelente artigo do filósofo Olavo de Carvalho.

O que sobrou da religião

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 12 de maio de 2010

Se há neste mundo um fato bem comprovado, é a percepção extra-sensorial durante o estado de morte clínica. Um corpo inerte, sem batimentos cardíacos ou qualquer atividade cerebral, desperta de repente e descreve, com riqueza de detalhes, o que se passava durante o seu transe, não só no quarto onde jazia, mas nos outros aposentos da casa ou do hospital, que de onde estava ele não poderia ver nem se estivesse acordado, bem de saúde e com os olhos abertos.

Isso já se repetiu tantas vezes, e foi atestado por tantas autoridades científicas idôneas, que só um completo ignorante na matéria pode teimar em permanecer incrédulo. Mas mesmo alguns daqueles que reconhecem a impossibilidade de negar o fato relutam em tirar a conclusão que ele impõe necessariamente: os limites da consciência humana estendem-se para além do horizonte da atividade corporal, inclusive a do cérebro.

A relutância em aceitar isso mostra que o “homem moderno” – o produto da cultura que herdamos do iluminismo – se identificou com o seu corpo ao ponto de sentir-se amedrontado e ofendido ante a mera sugestão de que sua pessoa é algo mais. É evidente que aí não se trata só de uma convicção, de uma idéia, mas de um transe auto-hipnótico incapacitante, de um bloqueio efetivo da percepção.

Esse estado é implantado nas almas pela tremenda pressão anônima da coletividade, que as mantém em estado de atrofia espiritual mediante a ameaça do escárnio e o temor – imaginário, mas nem por isso menos eficiente – da exclusão. Infinitamente multiplicado e potencializado pelo sistema educacional e pela a mídia , o que um dia foi mera idéia filosófica, ou pseudofilosófica, incorpora-se nas personalidades individuais como reflexo de autodefesa e, na mesma medida, restringe a autopercepção de cada qual ao mínimo necessário para o desempenho nas tarefas imediatas da vida socio-econômica.

É tudo uma profecia auto-realizável: se a evidência avassaladora da percepção extracorporal é negada, não é só porque as pessoas não acreditam nela – é porque se tornaram realmente incapazes de vivenciá-la de maneira consciente. Vivem alienadas da sua experiência psíquica mais profunda e constante, encerradas num círculo de banalidades no qual o triunfalismo “cultural” e “científico” da mídia popular infunde uma ilusão de riqueza e variedade.

O “mundo real” no qual essas pessoas acreditam viver é o dualismo galilaico-cartesiano, já totalmente desmoralizado pela física de Einstein e Planck, mas que a mídia e o sistema escolar continuam impondo à alma das multidões como verdade definitiva: tudo o que existe nesse mundo são as “coisas físicas” e, em cima delas, o “pensamento humano”, as “criações culturais”.

De um lado, a realidade dura da matéria regida por leis supostamente inflexíveis, nas quais se fundamenta a autoridade universal e inquestionável da “ciência”; de outro, a pasta mole e dúctil do “subjetivo”, do arbitrário, onde toda opinião vale o mesmo. Dessa esfera “subjetiva” faz parte a “religião”, que é o direito de crer no que bem se entenda, com a condição de não proclamá-lo jamais verdade objetiva ou valor universal.

Nessas condições, o próprio exercício da religião torna-se uma caricatura grotesca. Tanto quanto o ateu, o homem religioso de hoje em dia acredita piamente na existência de uma esfera material autônoma, regida por leis próprias que a ciência enuncia, só de vez em quando rompidas pela interferência do “milagre”, do “inexplicável”, do “divino”.

Por mais que a filosofia esculhambe com o “Deus dos hiatos” (aquele que só age por entre as brechas do conhecimento científico), ele é o único que restou no altar das multidões de crentes. Oficializada pelo establishment governamental, universitário e midiático, a rígida separação kantiana de “conhecimento” e “fé” tornou-se verdade de evangelho para a maioria das almas religiosas, embora ela seja, em si, perfeitamente herética à luz da doutrina católica, interpondo um abismo infranqueável entre dimensões cuja interpenetração, ao contrário, é a própria essência da concepção cristã do cosmos. É novamente a profecia auto-realizável em ação: à percepção mutilada do eu individual corresponde uma religião mutilada, e vice-versa.

Quando digo percepção mutilada, estou afirmando, taxativamente, que a imagem do eu como algo que reside no corpo ou se identifica com ele é fantástica, ilusória, doente. Ela impõe à consciência limitações que não são de maneira alguma naturais, muito menos necessárias.

Todas as tradições espirituais do mundo, todas as disciplinas sapienciais começam pela constatação óbvia de que o eu não é o corpo, não “está” no corpo mas de certo modo o abrange como o supra-espacial transcende e abrange o espacial (este é balizado por certas relações matemáticas que, em si, não estão em parte alguma do espaço).

Mas uma coisa é compreender isso por pura lógica, outra bem melhor é poder constatá-lo no fato vivo da percepção extra-sensorial em casos de morte clínica. Bastaria, a rigor, um único episódio desse tipo para dar por terra com a balela de que o cérebro, isto é, o corpo, “cria” a cognição, o pensamento, a consciência. Mas os episódios são milhares, e o desinteresse dos crentes por esse tipo de fenômenos (mais estudados por ateus, adeptos da New Age e budistas do que por católicos, protestantes, ou mesmo judeus crentes) denota que a mente religiosa já se conformou com um estado de existência diminuída, em que a alma supracorporal, condição fundamental do acesso a Deus, só passará a existir no outro mundo, por alguma transmutação mágica da psique corporal, em vez de constituir já nesta vida a nossa realidade pessoal mais concreta, mais substantiva e mais verdadeira, presente e atuante nos nossos atos mais mínimos como nas nossas vivências mais elevadas e sublimes.

Durante milênios cada ser humano, ao pronunciar a palavra “eu”, referia-se de maneira imediata e automática à sua alma imortal, a única que podia orar e responder por seus próprios atos ante o altar da divindade. Dessa alma, a psique corporal era uma parte e função menor, voltada ao meio material e social tão-somente, alheia a todo senso do eterno e, a rigor, incapaz de pecado ou santidade, apenas de delitos e virtudes socialmente reconhecidos.

A partir do momento em que a psique corporal foi assumida como realidade autônoma, cada indivíduo só se enxerga a si mesmo como membro de uma espécie animal e como “cidadão”, amputado daquela dimensão que fundamenta o senso último de responsabilidade e cultivando, em lugar dele, o mero instinto da adequação social, adornado ou não de “moral religiosa”.

Imaginem a diferença que isso faz, por exemplo, na compreensão que você tem da Bíblia: se você não a lê com sua alma imortal, talvez fosse melhor não lê-la de maneira alguma, porque a lê com a carne e não com o espírito.

sábado, maio 29, 2010

Telepatia: Dawkins e a necessidade ideológica de se rejeitar evidências incomodativas

Eis aqui uma interacção entre um verdadeiro cientista com o Richard Dawkins.
Cruzado ateu e autor do livro The God Delusion, Richard Dawkins é o Professor de "Entendimento Público da Ciência" em Oxford. No ano de 2007 ele visitou o biólogo Rupert Sheldrake em busca de uma entrevista a incluir no seu programa "Inimigos da Razão":

Richard Dawkins é um homem com uma missão - a erradicação da religião e da superstição e a sua substituição pela ciência e a razão. A Channel 4 TV tem repetidamente providenciado um púlpito através do qual Dawkins pode pregar a sua mensagem. A sua polémica série de TV chamada Inimigos da Razão
(2 episódios) foi uma sequela a sua diatribe contra a religião, A Raiz de Todo o Mal? (2006).

Pouco antes da série Inimigos da Razão ser filmada, a IWC Media (companhia da produção) disse-me que Richard Dawkins queria visitar-me para discutir a minha pesquisa nas habilidades inexplicáveis de pessoas e animais. Eu estava relutante em tomar parte nisto mas a representante da companhia garantiu-me que "este documentário, após insistência da Channel 4, seria mais balanceado que A Raiz de Todo o Mal".

Ela acrescentou ainda que "Estamos desejosos que isto seja uma discussão entre dois cientistas acerca de modos científicos de investigação". Como tal eu concordei e agendei uma data. Eu ainda não sabia ainda o que esperar. Será que Dawkins se comportaria de forma dogmática, com uma firewall mental a bloquear qualquer tipo de evidência que contradissesse as suas crenças? Ou será que ele seria mais mente aberta e divertido com quem se conversar?

O naturalista chega.

Foi-nos pedido que nos sentássemos frente à frente; fomos filmados com uma câmara manual (eng: "hand held"). O Richard começou por dizer que ele e eu concordaríamos em muitas coisas, "mas o que me preocupa em si é que você está preparado para acreditar em praticamente tudo. A ciência deveria ser baseada num número mínimo de crenças."

Eu concordei que nós tínhamos de facto muito em comum, "mas o que me preocupa em si é que você dá uma imagem dogmática de si, dando uma má impressão do que a ciência é."

Seguidamente, e num espírito romântico, ele afirmou que gostaria de acreditar em telepatia, mas não havia evidência alguma para isso. Ele ignorou todas as pesquisas em torno da questão. Ele comparou a falta de aceitação da telepatia por parte de cientistas como ele com a forma como o sistema de eco-locação foi descoberto nos morcegos, seguida da sua rápida aceitação pela comunidade científica durante os anos 40 do século 20.

De facto, como mais tarde descobri, Lazzaro Spallanzani tinha mostrado no ano de 1793 que os morcegos dependem da audição para encontrarem o seu caminho, mas os oponentes cépticos ignoraram as suas experiências e ajudaram a atrasar as pesquisas em mais de um século.

No entanto o Richard reconheceu que a telepatia era uma mudança mais radical que a eco-locação. Ele disse que se realmente ela ocorresse, isso haveria de "transtornar as leis da Física" e acrescentou que "alegações extraordinárias requerem evidências extraordinárias."

"Isso depende do que você considera como extraordinário" respondi. "A maioria das pessoas afirma que elas já experimentaram a telepatia especialmente no que toca a chamadas telefónicas. Neste sentido, a telepatia é bem ordinária. A alegação de que a maioria das pessoas estão iludidas em relação às suas próprias experiências é extraordinária. Onde está a evidência extraordinária para isto?".

Ele não ofereceu nenhuma evidência para isto à parte de argumentos genéricos acerca da falibilidade do julgamento humano. Ele assumiu que as pessoas querem acreditar no "paranormal" devido a pensamento desejoso.

Nós concordamos então que mais experiências controladas eram necessárias. Eu disse então que era por isso que eu vinha a fazer tais experiências, incluindo testes de modo a verificar se as pessoas poderiam saber quem é que as estava a ligar através do telefone quando a pessoa que estava a ligar era escolhida aleatoriamente. Os resultados eram bem superiores o que seria de esperar ao nível do acaso.

Durante a semana anterior, e de modo a que ele pudesse ver os dados, eu tinha envidado ao Richard cópias dos meus artigos publicados em jornais sujeitos a revisão de pares. O Richard pareceu um bocado incomodado e disse "Eu não quero discutir as evidências". Eu perguntei "Porque não?". "Não há tempo. É demasiado complicado. Além disso, não é para isso que este programa está a ser feito."

A câmara parou.

O director, Russel Barnes, afirmou que ele também não estava interessado nas evidências. O filme que ele estava a fazer era só mais uma polémica ao estilo de Dawkins. Eu disse ao Russell "Se você vai tratar a telepatia como uma crença irracional certamente que as evidências acerca da sua existência são essências para a discussão. Se a telepatia ocorre, então não é irracional acreditar nela. Pensei que era sobre isso que haveríamos de falar. Eu fui bem claro desde o princípio que não estava interessado em tomar parte em mais um exercício de falsificação de baixo nível."

O Richard disse "Isto não é um exercício de falsificação de baixo nível, mas sim um exercício de falsificação de alto nível." Nesse caso, disse eu, tinha havido um mal entendimento porque eu tinha sido levado a acreditar que isto seria uma discussão científica equilibrada acerca das evidências. O Russell Barnes pediu para ver os emails que eu tinha recebido da sua assistente. Ele leu-os com óbvia consternação e disse que as certezas que ela me tinha dado estavam erradas. A equipa de filmagem empacotou o seu equipamento e saiu.

Richard Dawkins há muito que proclamou que "O paranormal é uma fraude. Todos aqueles que tentam vende-lo são uns falsos e uns charlatães". A série Inimigos da Razão tinha como propósito popularizar esta crença. Mas será que esta sua cruzada promove realmente um "entendimento público da ciência", posição que ele é professor em Oxford?

Deveria a ciência ser uma veículo de preconceito, uma variante dum sistema de crenças fundamentalista? Ou deveria ser um método de investigação para dentro do desconhecido?


Depois de ler estas linhas ficamos a ver que os ateus não estão interessados nas evidências. Para eles o que importa é a distorção da ciência como forma de ela sempre apontar para o ateísmo. O Rupert Sheldrake é um cientista que ficou interessado na pesquisa da telepatia, e como um verdadeiro cientista, ele gerou hipóteses, fez testes e chegou a algumas conclusões. A maior dessas conclusões é que a telepatia é um fenómeno universal e bem mais frequente do que muitos de nós pensa.

Os ateus, claro está, não podem aceitar isto porque para eles nenhuma informação pode chegar a outro ser humano (ou animal) senão através do mundo físico (natural, material, etc). Como é difícil de ignorar as evidências a favor da telepatia, os ateus como o Dawkins evitam discutir as evidências e focam-se em ridicularizá-las. É mais fácil assim.

Perguntem-se a vocês mesmos: desde quando é que um cientista diz "não estou interessado nas evidências!" ? Não são as evidências o cerne de um bom processo científico? Porque será que o ateu Richard Dawkins não quer ver as evidências? Será porque ele sabe que isso seria destrutivo para o seu naturalismo?

Com eventos como este pode-se ver como o ateísmo é contra a ciência. Se não fosse o ateísmo de Dawkins, ele não teria problemas em investigar a telepatia, mas como ele sabe onde isso acaba, ele rejeita qualquer empreendimento cientifico em torno disso.

O ateísmo impede o avanço da ciência.

Para nos cristãos a habilidade humana e animal de poder emitir informação para além dos meios chamados naturais não é nada de estranhar. O Nosso Deus também comunica com o ser humano da mesma forma, portanto não é de estranhar que Ele tenha dado ao ser humano (e a alguns animais) alguma dessa capacidade.

Ao contrário do ateísmo, o Cristianismo está de acordo as evidências científicas.

"HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais, pelos profetas, a nós, falou-nos, nestes últimos dias, pelO Filho"

Hebreus 1:1

quarta-feira, abril 14, 2010

Quando o que se assume conduz à resposta errada



Para se ver o quão importante é o ponto de partida, leva em conta aquele assassinato que aconteceu no Qatar.

Enquanto eles pensavam que tinha sido morte natural, os dados que tinham em seu poder não faziam muito sentido ou não explicava tudo. Mal passaram a assumir que tinha sido assassinato, as peças começaram a encaixar umas nas outras. Pesquisaram as câmaras de vídeo e viram os assassinos; verificaram datas de saida do pais e as coisas começaram a fazer mais sentido.

O mesmo se passa com o naturalismo. Enquanto os naturalistas ficarem com essa mau ponto de partida, há coisas que nunca vão fazer sentido. Como é que pessoas muito bem sucedidas no mundo ocidental largam a sua vida confortável e vão falar do Senhor Jesus em zonas remotas do planeta? Como é que se explica que 500 anos antes da Incarnação um judeu a viver na Babilónia possa escrever:

Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o ungido [português: o Messias], o príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; com praças e tranqueiras se reedificará, mas em tempos angustiosos.

E depois de sessenta e duas semanas será cortado o ungido [isto é. Morto], e nada lhe subsistirá; e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade [Jerusalém] e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações.

Daniel 9:25-26
Como é que este judeu (Daniel) sabia que daí a 500 anos Alguém com o título de "O Ungido" seria morto antes da destruição do Templo? Repara que durante o cativeiro não havia Templo em Jerusalém. Daniel não só sabia que o mesmo seria reconstruído, como sabia que após a reconstrução, ele seria outra vez destruído. O teu naturalismo tem que inventar um número ridículo de explicações como forma de rejeitar a explicação mais directa e coerente (profecia).

Agora, se largares o teu naturalismo, e colocares a hipótese "Se Daniel recebeu de facto uma profecia, o que é que seria de esperar?", vais vêr que a posição Biblica é a que melhor se ajusta aos factos.

Eis aqui o peso que um falso ponto de partida pode ter, e o teu falso ponto de partida (naturalismo) está a conduzir-te para um ponto de chegada horrível.

quinta-feira, abril 08, 2010

A incapacidade moral do ateu de aceitar que tem uma alma

Há uma coisa que provavelmente não foi dita na discussão que o Ludwig levantou acerca da sua inabilidade de "encontrar" a alma: Nós não temos uma alma. Nós somos a alma. O que nós temos é um corpo físico.

Por isso é que muitas pessoas de diferentes locais, credos, etnias e estratos socias, quando atravessam aquilo que é conhecida como NDE (Experiência Quase Morte), reportam terem adquirido conhecimento sobre o mundo à sua volta mesmo quando o seu corpo físico estava clinicamente sem vida.

A típica resposta de "falta de oxigénio no cérebro" (ou outra tentativa de salvar o naturalismo) não está de acordo com os dados recolhidos em todo o mundo por médicos com reputação credível.

Portanto, um ser humano a tentar "encontrar" a alma, é a mesma coisa que nós tentarmos ver os nossos próprios olhos sem ajuda externa (sem espelho, etc).

Para termos informação sobre o mundo imaterial não só precisamos de ajuda externa (tal como precisamos de algo análogo a um espelho para vermos os nossos próprios olhos), mas temos que ter acesso a uma Fonte de Informação Autoritária sobre o dito mundo material.

O ateísmo religioso não tem nenhuma (para além dos auto-configurados e subjectivos "modelos") mas o Cristianismo tem: a Bíblia.

Tal como em todas as áreas da existência humana, o ateísmo deixa os ateus totalmente à deriva no que toca à componente mais importante do ser humano.


terça-feira, abril 06, 2010

E se tivessemos alma, como saberiamos?

Fiz-te uma pergunta específica em relação à forma directa com a qual tu "descobriste" que não tens alma, mas dizes que a tua posição faz parte de "modelos". Ou seja, a tua fé de que a alma não existe, não se baseia em evidências empíricas ou algo directamente observável como a ausência de asas, mas sim nos misteriosos "modelos" a que tu aludiste.

Não só não dizes qual é o sentido físico que te fez ver que supostamente não tens asas, como escondes a tua resposta por trás de "modelos" sempre vagos e subjectivos.

Eu repito o que disse inicialmente: a única razão pela qual tu rejeitas a existência da componente imaterial do homem é a tua fé no naturalismo. Seria mais claro se apenas dissesses isso em vez de falares em "modelos" especialmente quando - acho eu - todos nós sabemos qoe o verdeiro problema é só o naturalismo.

Os modelos iniciais das almas e dos deuses eram modelos a sério. Diziam-nos coisas.
Ainda dizem.
Tinham possessão demoníaca, fantasmas, diluvios, doenças para castigar os infiéis e trinta por uma linha. Mas foram-se desvanecendo como as minhas asas e, hoje, não adiantam de nada.
Mas essas coisas ainda estão de acordo com os dados. O que é que te faz pensar que "foram-se desvanecendo"?
É o deus que age sem intervir imanente na indeterminação da contingência que torna necessária pela constante criação, mas do qual não há vestígios.
Mas vestígios. A única razão segundo a qual tu acreditas que não é porque assumes o naturalismo.

Se calhar o problema não seja com as evidências (ou a imaginada falta delas) mas com as tuas crenças.

Faço-te a mesma pergunta que o escritor do livro "Darwin on Trial" fez ao Dawkins (não num debate, porque o Dawkins pelos vistos tem medo de debater com o Phil Johnson): Deixa de lado a tua crença no naturalismo. Assume por motivos meramente filosóficos que o universo não é um sistema fechado. Se assim for, há alguma razão empírica, testável observacional para se rejeitar a existência da alma, coisa que sempre fez parte da existência humana?

Dito de outra forma, se não fosse a tua aliança com o naturalismo, terias alguma razão para duvidar da existência da componente imaterial do homem?

Eu sinceramente acho que não. Tal como já disse anteriormente, tu usas as tuas limitações como evidência ("eu não vejo portanto não existe"), e isso não é lógico.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Naturalismo: Ferramenta Inútil

Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado,
tendo horror aos clamores vãos e profanos,
e às oposições da falsamente chamada ciência
1 Tim 6:20

O temor do Senhor é o princípio da sabedoria
Salmo 111:10

Uma das formas através da qual nós podemos ver que certa pessoa não está a ser totalmente honesta à cerca do que professa acreditar é na forma como define as suas crenças. Isto é manifesto em termos como evolução (redefinida como apenas "variação"), aborto (redefinida como "direitos reprodutivos"), pedofilia (reclassificada como "relacionamentos inter-geracionais") e, como se pode ver no texto do ateu evolucionista Ludwig, naturalismo (equivocada com empirismo, testabilidade, repetição, observação, experimentação etc).

Provavelmente muitos ateus já se aperceberam na natureza religiosa da sua crença no naturalismo, mas como forma de continuarem a usar a ciência para avançar com o ateísmo (pese embora o facto da ciência ser uma actividade que refuta o ateísmo), muitos escondem a religiosidade da sua fé por trás do manto da tão mal definida "ciência". Por outras palavras, os ateus sabem que o naturalismo é uma posição de fé, mas para manter a (falsa) aura de neutralidade, eles escondem a sua fé por trás de definições não realistas.

O naturalismo filosófico (NF) afirma que "todos os fenómenos podem ser explicados mecanicamente em termos de causas e leis naturais". Esses fenómenos incluem não só as actividades que podem ser observadas, mas também eventos que não podem ser empiricamente observados (origem da vida, origem do universo, origem das leis da natureza, etc).

O naturalista, baseando-se na sua fé, "sabe" que tudo aquilo que alguma vez aconteceu, está a acontecer, e vai acontecer, tem uma explicação "naturalista". Ele não tem evidências disso, mas assume que isso é assim.

Uma vez que cada um é livre de acreditar no que ele quiser, até aqui, não há problemas com isto.

Os problemas começam quando os naturalistas começam a equivocar "naturalismo" com "ciência". Como mencionado em cima, isto é feito como forma de usar o sucesso da ciência operacional para promover o ateísmo. O problema é que o ateísmo e a ciência estão em total desacordo.

O facto de nós podermos fazer ciência não é algo a favor do naturalismo, como erradamente assumem alguns ateus. A ciência não avança devido à crença de que nada mais existe para além do mundo material, mas sim na crença de que vivemos num universo inteligível.

Diversos académicos já ressalvaram as origens Bíblicas da ciência moderna, mas pelos vistos muitas pessoas (incluindo muitos de nós cristãos) ainda não se aperceberam disso.

Loren Eiseley afirmou:

A filosofia da ciência experimental...começou com as suas descobertas e fez uso dos seus métodos na posição de fé (e não de conhecimento) que propõe que estamos a lidar com um um universo racional controlado por Um Criador que não age caprichosamente, e que não interfere com as forças que Ele pôs em funcionamento.....

É certamente um dos grandes paradoxos da história que a ciência, que profissionalmente pouco tem a ver com a fé, tenha as suas origens no acto de fé que afirma que o universo pode ser racionalmente interpretado, e que a ciência sustenha essa pressuposição.

Rodney Stark:

....suposições teológicas únicas ao Cristianismo explicam o porquê da ciência [moderna] ter nascido apenas na Europa cristã. Contrariamente à sabedoria prevalecente, a religião e a ciência não só são compatíveis, mas eram inseparáveis.

David A. Noebel acrescenta:

O facto da ciência ter emergido de todo é um testemunho poderoso para a veracidade do Cristianismo.

Como Louis Victor de Broglie afirmou, "Nós não estamos suficientemente perplexos com o facto de qualquer tipo de ciência ser possível".

O historiador e filósofo da ciência Stanley Jaki diz que "a crença Num Deus Pessoal e Racional, como manifesta na fé Cristã, suportaram a visão de que o mundo era um entidade objectiva e ordenada, investigável pela mente porque a mente era também um produto ordenado e objectivo proveniente do Mesmo Criador Racional, Consistente e Ordenado".

O ser humano acreditou que a ciência era possível porque o ser humano acreditou no Deus da razão e da ordem.

Tal como se pode ver nestas citações (todas fora do contexto, ou totalmente não existentes, segundo alguns crentes ateus), a ciência moderna teve as suas origens não em crenças naturalistas, como afirma o naturalista Ludwig, mas sim na fé Bíblica de que se estava a lidar com um universo sujeito a Uma Mente Racional (Deus).

Existem certas crenças que são assumidas pelos cientistas mas que só são garantidas pela cosmovisão Bíblica:

  • O universo é real. Nem todas as filosofias postulam que o universo realmente exista

  • O universo é ordenado/organizado. A Bíblia ensina-nos que Deus não é o Autor de confusão (1 Cor 14:33). Outras religiões (por exemplo, o ateísmo) postulam que o universo é o resultado de acasos cósmicos não sujeitos a mentes organizadas, ou que os deuses são caprichosos (ex: a antiga religião grega).

  • O ser humano pode investigar a natureza. Algumas religiões acreditam que o universo é divino, enquanto que a Bíblia ensina-nos que Deus deu ao ser humano domínio sobre a criação (Gen 1:28).

  • Os nossos pensamentos são racionais. A Bíblia ensina que Deus fez o ser humano à Sua Imagem e Semelhança (Gen 1:27), enquanto que o ateísmo postula que os nossos pensamentos são o resultado de uma série de "acidentes" (filtrados pela não-inteligente selecção natural), e que os nossos pensamentos são apenas processos químicos.
Tendo em conta estes dados e acrescentando ainda o facto da maioria dos cientistas fundadores da ciência moderna terem uma visão mais de acordo com a Bíblia do que de acordo com o naturalismo, será lógico atribuir-se o sucesso da ciência a uma visão que está totalmente oposta à dita ciência?

O Ludwig afirma que a ferramenta do naturalismo é "muito superior a qualquer alternativa inventada até hoje". Se isto é assim, porque é que os cientistas conseguem fazer as suas experimentações, observações, e tudo o mais sem assumirem que nada mais existe para além das forças materiais? Qual é a descoberta científica que depende única e exclusivamente de crenças naturalistas?

Se formos honestos nesta análise, a resposta vai ser "nenhuma".

Conclusão

O ateu Ludwig (e todos os ateus que concordam com ele) são livres de acreditarem no que eles bem quiserem. Deus deu-lhes essa liberdade. O que eles não são livres de fazer é distorcer a história e a ciência como forma de avançarem com o ateísmo.

terça-feira, dezembro 29, 2009

O Gene Libertador

Reparem nos vários níveis de insanidade desta notícia.

Um homem aparentemente troçou da coloração que um outro homem (muçulmano) tinha posto sobre si. O dito muçulmano (de origem argelina) matou o primeiro a facada. O tribunal analisou o caso, e embora o acusado tenha sido inicialmente condenado a 9 anos de prisão, a sua pena foi reduzida em um ano porque ele possui genes que o "predispunham para actos violentos".

Percebem agora os perigos de julgar o ser humano apenas e só pela sua composição material pondo de lado a sua alma e o seu espírito? Por isto se vê o quão maléfico o naturalismo é para a sociedade.

Além disso, a hipocrisia do dito tribunal é óbvia: se o tal homem tinha predisposição genética para actos violentos, porque é que ele teve que permanecer tempo na prisão? Se ele não tem controle sobre aquilo que faz (está nos genes), então ele não é culpado: os seus genes obrigaram-no a matar o outro homem.

No entanto, o tribunal sabe que isto não é a história toda, e como tal, colocam o assassino na prisão. O tribunal sabe que, independentemente da nossa composição física, o ser humano é um agente livre para escolher o seu comportamento.

Se este tribunal fosse coerente, eles mantinham a pena inicial (que já era ridícula - 9 anos por matar um ser humano?!!) ou libertavam o acusado.

Vêr também:

1. Soltem os Prisioneiros

2. Obrigado Charles Darwin


quarta-feira, dezembro 02, 2009

Verdade ou ficção? - Experiências fora do corpo

As experiências quase morte (EQM) e experiências fora do corpo (EFC) continuam a acontecer um pouco por todo o mundo. Os ateus e materialistas rejeitam filosoficamente qualquer explicação que entre em conflito com a sua cosmovisão, mas... as evidências continuam a acumular.

terça-feira, novembro 17, 2009

Afinal Não É Fácil Criar a Vida

Não deve ser fácil ser-se um cientista ateu e ver como as teorias ateístas sobre a origem da vida são claramente irrealistas. Supostamente criar a vida é algo tão fácil, que até as forças não-inteligentes da natureza são capazes de criá-la. Excepto quando não são.

Mas mesmo que as forças da natureza por si só não consigam criar a vida, talvez nós seres humanos sejamos capazes, certo?

Parece que não.

O cientista americano John Craig Venter, considerado o pai do genoma humano, reconheceu que seu ambicioso projecto de criar vida a partir de um cromossoma artificial é mais difícil que pensava.
É sempre mau quando a realidade não se conforma às nossas crenças ateístas/naturalistas.
O projecto de introduzir um cromossoma artificial em uma célula e despertá-lo para a vida é mais difícil que pensei.
Reparem que o que John Craig se determinava a criar não era a vida a partir de onde não havia vida, mas sim, introduzir um cromossoma artificial numa forma de vida já existente
Um grupo de cientistas do John Craig Venter Institute conseguiu criar o primeiro cromossoma sintético, o que é considerado um avanço rumo à criação de micro-organismos capazes, por exemplo, de produzir biocombustíveis e de ajudar a limpar o meio ambiente.

Os cientistas transplantaram esse cromossoma em uma célula bacteriana à espera de alcançar o controle do organismo, algo que ainda não ocorreu, segundo Venter.

Cientistas inteligentes, a usar a sua inteligência para copiar sistemas biológicos já existentes, e inseri-lo noutra forma de vida, falharam no seu propósito, no entanto somos levados/indoutrinados a acreditar que há [inserir numero] milhões de anos atrás, a natureza por si só, foi capaz de fazer aquilo que mentes pensantes não conseguem.

Como é normal em círculos evolucionistas, mistura-se boa ciência com mitos ateus:

Não vamos criar vida a partir do zero. Pegamos o material da vida, os pares de bases do DNA, e só colocamos estas peças em uma nova ordem. Construímos sobre a base de mais de três mil milhões de anos de evolução.
A teoria da evolução não foi relevante para a cópia do "material da vida", e nem foi relevante para "colocar as peças numa nova ordem", no entanto quando se chega a parte de postular sobre as origens dos sistemas, o tio Darwin recebe a glória que pertence a Deus.

Isaías 62: 2
A Minha Mão fez todas essas coisas, e assim todas elas vieram a existir, diz o Senhor.

Isaías 44:24
Eu sou o Senhor que faço todas as coisas, que Sozinho estendi os céus, e espraiei a terra.

Vêr também:
1. Inteligência Artificial ou Ignorância Voluntária?
2. Quando Darwin recebe o pertence a Deus

sábado, novembro 07, 2009

O Ateísmo das lacunas

O evolucionista João continua a confundir "ciência" com "naturalismo", esperando que não seja possível ver onde ele falha nesse ponto. Para os evolucionistas ateus, todos os fenómenos que alguma vez ocorreram (e vão ocorrer) têm que ter uma explicação naturalista, independentemente das evidências.

Se por acaso um cientista informa um ateu de que as evidências mitigam contra uma origem naturalista da vida, o ateu ataca o cientista e não as evidências. Para o ateu evolucionista, não interessa o que evidências mostram, mas sim como é que elas podem ser usadas/deturpadas para suportar o naturalismo.

A necessidade do ateu em operar assim é óbvia: usar aquilo que é a maior autoridade cultural do mundo ocidental (a ciência) como forma de suportar a sua fé. Isto é feito de muitas formas, como se pode ver no link acima mencionado.

Há algumas coisas que são dignas de serem comentadas:

O naturalismo metódico é aquilo que os criacionistas e defensores do ID (que é realmente criacionismo com outra roupagem), querem eliminar da ciência.
Convém ressalvar que o naturalismo metódico (NM) é a aplicação prática do naturalismo filosófico (NF). Enquanto que o NF afirma que só causas "naturais" existem, o NM opera assumindo que só causas "naturais" existem. Em termos práticos, não há distinção entre uma e a outra.

O problema claro está é que nem o NM nem o NF são científicos. São apenas crenças arbitrárias que são impostas à ciência. Se vamos postular crenças arbitrárias a ciência, então o cristão pode muito bem dizer: "Só aquilo que está de acordo com a Bíblia vai ser considerado científico. Se algo contradiz a Palavra de Deus, então não é ciência"

A abordagem naturalista, que é sumariamente, procurar causas naturais para os fenómenos naturais, exclui necessariamente a intervenção sobrenatural.
O interessante seria saber o que é um "fenómeno natural" e o que é uma "causa natural". Levitar é um fenómeno natural ou sobrenatural? Se fossem oferecidas evidências (fotos, videos) de pessoas a levitar, será que isso faria da levitação um "fenómeno natural"? Se o que distingue o "natural" do "sobrenatural" é só se eles ocorrem ou não, então a ciência pode estudar o "sobrenatural".
Não podemos mais atribuir os trovões a um Deus, a chuva a outro, etc. Nem tudo ao mesmo. A não ser que possamos trazer evidências ou provas que mostrem isso.
Do mesmo modo, não podemos atribuir a origem da vida a fenómenos nunca observados, mecanismos nunca testados, e causas nunca mostradas. No entanto, é isso que os ateus fazem constantemente. A origem da vida mostra claramente como o naturalismo falha logo no princípio. Até hoje os ateus ainda não documentaram força "natural" alguma capaz de gerar seres reprodutores a partir da matéria morta.

Décadas de financiamento público, e os ateus não tem nada para oferecer. Eles apenas concordam que Deus não é a Causa da Vida. Para além disso, já não há concordância entre eles.

Ao longo de séculos, [o naturalismo] foi a única abordagem que criou conhecimento tão consistente, tão completo e em tão pouco tempo.
Se levarmos em conta que grande parte dos cientistas fundadores da ciência moderna eram cristãos (e não ateus), e se nos lembra-mo-nos que o naturalismo exclui à partida qualquer intervenção Divina, a frase do João torna-se claramente falsa.

Como é que os cientistas fundadores da ciência moderna (Galileo, Pascal, Lineus, Mendel, Faraday, Maxwell, Copérnico) foram capazes de produzir excelentes resultados científicos sem assumirem que o naturalismo é verdadeiro?

O problema é que o João assume que ao estar-se a procurar os mecanismos presentemente em operação é o mesmo que assumir-se que só essas forças existem no universo. O João conclui que "naturalismo" é o mesmo que "estudar as forças da natureza". Isto é totalmente falso.

Galileo estudou os planetas de forma científica, mas não teve dúvidas em afirmar que o sistema que ele estudava era um efeito do Poder Criativo de Deus. Igualmente para Newton. Com isto se pode ver que o naturalismo é uma filosofia irrelevante para o avanço da ciência. Os ateus gostam de associar o sucesso da ciência ao naturalismo, no entanto o sucesso da ciência deve-se, sim, às observações, aos testes, à experimentação e à colecção de evidências, nenhuma das quais depende do naturalismo.

Porque ao procurar uma explicação natural para as coisas, começámos a encontrá-las.
Excepto no que toca à origem da vida, pelos vistos.
De facto, encontrámos explicação para tanta coisa, que o espaço deixado para intervenção sobrenatural, ficou muito reduzido. Ficou reduzido a pequenas lacunas do conhecimento cientifico.
Mas o facto de encontrarmos explicação para o funcionamento de um dado fenómeno não invalida que o mesmo tem uma Causa Inteligente. Nós podemos explicar o funcionamento dum carro mas isso não quer dizer que o mesmo não seja o resultado de design inteligente. Semelhantemente, nós podemos explicar (até certo ponto) o funcionamento da metamorfose da borboleta monarca, mas isso não invalida que o aparato tenha sido criado por Deus.
De notar que isto não é o mesmo que dizer que a ciência rejeita "à priori" que existam Deuses , fantasmas ou duendes, por exemplo.
A ciência não rejeita à priori a existência de Deus, mas o naturalismo sim.
Apenas que se eles existem, então vamos ter que encontrar observações que só possam ser explicadas pela sua existência.
Curioso que o João peça "observações" do sobrenatural, mas no que toca a coisas que ele acredita (a vida a criar-se a si mesma, dinossauros a evoluírem para pássaros, animais terrestres a evoluírem para baleias) o João já não pede observações, mas aceita aquilo que ele chama de "evidências". Para o naturalismo aceitar a existência de Deus, nós temos que observar Deus, mas para aceitar a evolução de um dinossauro para um pássaro, já não é preciso observar tal evento místico.

Textos como os do João mostram que os requerimentos "científicos" do João são totalmente arbitrários e emotivos. Ciência é aquilo que o João diz que é, e mais nada.

Podem ver o post integral do João aqui, mas o mesmo pode ser resumido com a seguinte frase:

Ciência é aquilo que suporta o ateísmo.

Romanos 1:22 - Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos,

terça-feira, outubro 27, 2009

Freud está desactualizado. Quem é o próximo?

Lembram-se de Sigmund Freud? Ele era o ícone da psicologia durante a altura em que o século 19 se tornava no século 20. Ele era exaltado pelos cientistas da altura como um dos grandes pensadores contemporâneos (juntamente com Marx e Darwin). Não só o seu impacto no pensamento moderno foi imensurável, como também nos deu palavras como id, ego e superego e conceitos como o "inconsciente" que prevalecem ainda.

Devido aos "discernimentos" e "percepções" de Freud, um número incontável de pessoas preocupou-se com coisas como o "Complexo de Édipo" e outras coisas mais. As mesmas gastaram somas incríveis de dinheiro deitadas no divãs, a serem alvo de "psicanálise" como forma de serem "curadas" de doenças mentais - algumas delas sem dúvida trazidas ao de cima devido ao poder da sugestão aquando da enumeração dos sintomas das doenças.

O que é que os cientistas de 1909 diriam da citação seguinte, se lhes fosse trazida por um viajante do tempo?

Qualquer pessoa que fosse ler os trabalhos originais de Sigmund Freud poderia muito bem ser seduzida pela beleza da sua prosa, a elegância dos seus argumentos e pela acuidade da sua intuição.

No entanto, aqueles que possuem algumas bases científicas ficaram chocados pelo abandono com o qual ele elaborou as suas teorias, baseando-se efectivamente no vazio de evidências empíricas.

Esta é uma das razões principais pela qual o estilo de psicanálise promulgada por Freud esta desactualizada: o seu elevado consumo - os tratamentos podem durar anos - não é balanceado por evidências que confirmem a sua eficácia. (1)

O propósito do editorial da revista Nature foi o de introduzir esta lição do passado no decadente mundo da Psicologia moderna:
Se a Psicologia Clínica nos EUA quer-se manter viável e relevante no sistema de saúde moderno, ela tem que publicamente abraçar a ciência.
Será que a neurociência cognitiva aprendeu as lições do passado? Aparentemente não:
Existe um imperativo moral de transformar a arte da psicologia - presentemente em perigo de se desactualizar como as teorias de Freud - numa robusta e valorizada ciência, suportada pelas melhores pesquisas e economia de evidências.
Os editores não identificaram o fundamento para a moral nem para a ciência.

Será que Darwin é o próximo a cair? Será que ele é o vai ser o grande "já-era" no ano de 2020? Certamente que sim.

Reparem nos outros deuses do triunvirato, Marx e Freud. Com a excepção de alguns "fortes" académicos (e alguns escritores), os seus vastos impérios foram totalmente destruídos.

Sim, ainda existem ditaduras como a China, Vietname, Cuba e Coreia do Norte que exteriormente ainda se agarram à imagem de Marx, mas ninguém realmente acredita em coisas como "materialismo dialético" ou a "ditadura do proletariado" (não é assim, Van Jones?).

As bases filosóficas e empíricas para o Marxismo e o Freudismo (se é que alguma vez elas existiram) desmoronaram-se. Hoje em dia se alguém acha que o ateu Marx era brilhante, essa pessoa deveria fazer uma visita de estudo aos gulags (e aos campos de extermínio) e rever o vídeo da queda do Muro de Berlim. Do mesmo modo, se alguém acha que Freud era brilhante, esse alguém deveria ter a sua cabeça examinada.

A eminente queda de Darwin não vai por si só trazer uma nova era de paz intelectual e integridade. O inimigo das nossas almas e adversário de Deus vai-se certificar disso. As más ideologias tem que ser rapidamente substituídas pela Verdade, portanto prepara-te com a Boa Nova e fica firme na Rocha porque muitas pessoas desiludidas com o materialismo vão precisar de Deus.


1. Editorial, Nature 461, 847 (15 October 2009) | doi:10.1038/461847a.

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