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domingo, maio 02, 2010

Evolucionista: "Eu Não Sei Qual É a Razão do Percurso do Nervo Laríngeo Portanto o Mesmo Evoluiu"

O que primeiro começa o seu pleito, justo parece; mas vem o seu companheiro e o examina.
Provérbios 18:17

O ateu Mallmal desafiou-me a explicar o motivo da travessia do nervo laríngeo. Segundo o argumento Teológico proposto pelos ateus, "Deus nunca faria algo assim" portanto isto é o resultado do mitológico processo evolutivo.

Não deixa de ser curioso o facto dos ateus esperarem que os cristãos sejam capazes explicar as motivações de Deus ao construir algumas estruturas biológicas da forma que são, mas ao mesmo tempo, eles são incapazes de explicar como é que uma única célula pode ser o resultado de forças não inteligentes. Nós temos que conhecer as intenções do Todo Poderoso, mas eles nem capazes são de explicar a origem de uma célula. Este duplo padrão é muito revelador.

Outra coisa a levar em conta pelo desafio do Mallmal é que, ao contrário do que muitos ateus dizem, quando se discute a origem das espécies só há duas opções: criação ou evolução. Isto é evidenciado pelo facto do Mallmal assumir que "mau design" é evidência contra Deus, e desde logo evidência a favor da evolução.

Ora, se isto é assim, então o reverso também é perfeitamente lógico: evidência contra a evolução é evidência a favor da criação. O curioso é que os ateus já não aceitam esta última parte; ou seja, embora para eles seja válido que evidências contra Deus sejam evidências a favor da teoria da evolução, evidências contra esta última nunca podem ser evidências a favor de Deus. Dito de forma científica, "caras eu ganho, coroas tu perdes".

O nervo laríngeo recorrente (NLR) no homem é encontrado ramificando-se a partir do 10º (décimo) nervo craniano na cavidade do peito. Os 12 nervos cranianos fazem parte do elegantemente arquitectado sistema nervoso autonómico que controlam involuntariamente os processos corporais, incluindo a digestão, o batimento cardíaco e a respiração. Nem o Mallmal nem o Homero Ottoni nos deram uma explicação científica sobre a origem não-inteligente de um sistema nervoso que funciona involuntariamente. Talvez eles sejam capazes de fazer isso num futuro próximo?

Os ateus evolucionistas alegam que o Criador é um "Mau Designer" por ter colocado o NLR a dar uma volta para dentro do peito, fazendo um loop em volta de um ligamento do pulmão antes de voltar a laringe.

Foto tirada do blog Mallmal

Segundo o agnóstico evolucionista Michael Denton "O nervo laríngeo recorrente faz um loop em torno da aorta e volta à laringe em vez de fazer uma travessia directa."1Por outras palavras, "Porque não estender o nervo directamente do cérebro para a laringe?"

Antes de colocar aqui uma resposta, os cristãos devem-se lembrar que a lista de "mau design" proposta pelos ateus é sempre provisória. A sua fé de que é "mau design" é exacerbada pela sua falta de conhecimento científico. Num passado não muito distante os evolucionistas consideravam o apêndice como um órgão vestigial mas a ciência refutou a sua crença. Se voltarmos o tempo atrás veremos que os evolucionistas tinham uma lista bem extensa de supostos órgãos vestigiais mas à medida que a ciência avançava, essa lista foi ficando cada vez mais pequena.

Os evolucionistas são um dos poucos grupos deste mundo que usa a sua falta de conhecimento como evidência a seu favor. Eles essencialmente dizem "Eu não sei qual é a função desta estrutura biológica e como tal ela evoluiu!". Será isto lógico?

Exemplos do imaginado "mau design" inclui também o supostamente mal arquitectado polegar do urso panda. O falecido ateu marxista S. J. Gould2 repetidamente citou esta estrutura mas esqueceu-se de informar que o panda aparenta estar a viver muito bem com este suposto "mau design".

Em décadas mais recentes os evolucionistas ateus como o Clinton Richard Dawkins tem vindo a afirmar que a retina do nosso sistema de visão está "construída ao contrário". Se o Criador existisse Ele certamente não construiria esse sistema de forma a que a orientação das células foto-receptoras estivesse de forma a que a sua parte sensorial estivesse direccionada em oposição à fonte de luz.

Hoje em dia nós ouvimos cada vez menos este argumento. Porquê? Porque os cientistas que de facto percebem sobre o funcionamento da visão demonstraram que o aparato visual está construído exactamente da forma que deveria estar de forma a receber os fotões (luz) e direccionar os impulsos através dos nervos ópticos para a parte traseira do cérebro, onde elas são convertidas em imagens.

Aliás, se o nosso sistema de visão fosse construído da forma que os evolucionistas imaginam, nós seríamos cegos!

Então e o nervo?

Porque é que o Criador criou NLR com essa volta toda? Para os biólogos ateus, baseados na sua fé na teoria da evolução, isto é estranho e desnecessário, mas os cientistas cristãos e os médicos que estão a investigar este aparato possuem algumas teorias. Ao contrário dos ateus que qualificam isto de "mau design" e imediatamente se recusam a estudar uma possível função para essa volta, os verdadeiros cientistas estão a procura de respostas científicas. Isto mostra como a teoria da evolução é um impedimento para o avanço científico.

Existem ramos do NLR que passam por cima e por baixo da laringe (ambos ramificam-se a partir do vago) e isto poderia permitir alguma preservação de função em caso de algum se danificar. Redundância informacional é evidência de bom design. O NLR passa muito perto da base da aorta e provavelmente a variação do diâmetro da aorta pode alterar a função do NLR.

Claro que os campos da neuro-anatomia e fisiologia são uma afronta para a teoria que postula uma causa não inteligente para a biosfera (evolução). A origem da impressionante complexidade da vida não é algo que esteja ao alcance de processos naturais não inteligentes.

Os evolucionistas que expliquem ao mundo o aparecimento e a evolução gradual do cérebro humano enquanto os criacionistas tentam descobrir um motivo para a viagem do NLR. Acho que mais cedo nós teremos uma resposta científica para a última do que para a primeira.

Conclusão:

Daquilo que pude verificar e pesquisar, não há respostas definitivas em relação aos motivos que levaram Deus a construir o NLR com esta travessia, mas há algumas teorias testáveis. Assumir-se que é "mau design" e cruzar os braços não é resposta. É preguiça mental.

Como cristão e sabendo o Deus que eu tenho (que "Tudo faz bem" - Marcos 7:37) , eu posso fazer uma previsão científica: embora hoje não haja uma resposta definitiva para este percurso, um dia os cientistas vão descobrir os motivos para tal. O meu Deus não faz as coisas por acaso e se esta estrutura biológica está disposta desta forma, então há uma razão para tal. É nosso dever estudar, testar, pesquisar, perguntar até encontrarmos a resposta sobre a razão disto ser como é.

O meu desafio para o Mallmal é o seguinte: quando os cientistas descobrirem a razão deste percurso, estás disposto a fazer um post no teu blog e a reconhecer que foi a tua falta de conhecimento científico que te levou a assumir que isto é "mau design"? Ou será que vais ignorar os dados da ciência?

Eu dei-te a minha resposta o melhor que eu sei, reconhecendo que, de acordo com o que pude ver, ainda não há explicação científica para tal travessia. Espero que tu também possas ser honesto e reconhecer que a tua fé no ateísmo levou-te a ver "mau design" onde ele não existia.

Como vai ser, Mallmal? Fico à espera da tua resposta.


[ACTUALIZAÇÃO - 02-05-2010,14:00]

O Dr Jonathan Safarti diz em relação ao trajecto do NLR:

Acho que te estás a referir ao NLR, uma vez que, ultimamente, este argumento tem dado algumas voltas na boca de vários ateus, incluindo o Dawkins. É por isso que eu falo em algum detalhe acerca disto no meu último livro "The Greatest Hoax on Earth?"

O bem conhecido livro escolar "Gray's Anatomy" declara:

“As the recurrent nerve hooks around the subclavian artery or aorta, it gives off several cardiac filaments to the deep part of the cardiac plexus. As it ascends in the neck it gives off branches, more numerous on the left than on the right side, to the mucous membrane and muscular coat of the esophagus; branches to the mucous membrane and muscular fibers of the trachea; and some pharyngeal filaments to the Constrictor pharyngis inferior.”
Ou seja, Dawkins e os outros ateus apenas consideram o destino principal, a laringe. Na realidade, o nervo desempenha um papel importante em abastecer partes do coração, músculos da traqueia e membranas mucosas, e o esófago. Isto pode explicar o seu trajecto.
Tal como tinha sido dito, se o NLR está da forma que está, e tendo o mesmo sido o resultado de Design Inteligente, então seria de esperar alguma função para a sua trajectória. Segundo o dados médicos, a sua trajectória pode ser explicada como forma de abastecer as áreas por onde o NLR passa.

O que fica desta situação é o quão cientificamente estéril o ateísmo é. Enquanto o cristão se debruça sobre o problema e tenta encontrar alguma razão para as coisas estarem como estão, o ateu apenas diz que é "mau design" e perde toda a motivação em tentar descobrir a função.

Longe de ser um impedimento para a ciência, o cristianismo motiva as pessoas a tentar perceber o porquê das coisas funcionarem como funcionam. O ateísmo, por outro lado, é um beco sem saída.


Referências:
1. Denton, Michael J., Nature's Destiny, Free Press, 1998, p. 260.
2. Gould, S. J., "The Panda's Thumb of Technology," Natural History, January 1987, p. 14.

Algumas porções do texto foram traduzidas a partir do original.

quarta-feira, abril 14, 2010

Quando o que se assume conduz à resposta errada



Para se ver o quão importante é o ponto de partida, leva em conta aquele assassinato que aconteceu no Qatar.

Enquanto eles pensavam que tinha sido morte natural, os dados que tinham em seu poder não faziam muito sentido ou não explicava tudo. Mal passaram a assumir que tinha sido assassinato, as peças começaram a encaixar umas nas outras. Pesquisaram as câmaras de vídeo e viram os assassinos; verificaram datas de saida do pais e as coisas começaram a fazer mais sentido.

O mesmo se passa com o naturalismo. Enquanto os naturalistas ficarem com essa mau ponto de partida, há coisas que nunca vão fazer sentido. Como é que pessoas muito bem sucedidas no mundo ocidental largam a sua vida confortável e vão falar do Senhor Jesus em zonas remotas do planeta? Como é que se explica que 500 anos antes da Incarnação um judeu a viver na Babilónia possa escrever:

Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o ungido [português: o Messias], o príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; com praças e tranqueiras se reedificará, mas em tempos angustiosos.

E depois de sessenta e duas semanas será cortado o ungido [isto é. Morto], e nada lhe subsistirá; e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade [Jerusalém] e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações.

Daniel 9:25-26
Como é que este judeu (Daniel) sabia que daí a 500 anos Alguém com o título de "O Ungido" seria morto antes da destruição do Templo? Repara que durante o cativeiro não havia Templo em Jerusalém. Daniel não só sabia que o mesmo seria reconstruído, como sabia que após a reconstrução, ele seria outra vez destruído. O teu naturalismo tem que inventar um número ridículo de explicações como forma de rejeitar a explicação mais directa e coerente (profecia).

Agora, se largares o teu naturalismo, e colocares a hipótese "Se Daniel recebeu de facto uma profecia, o que é que seria de esperar?", vais vêr que a posição Biblica é a que melhor se ajusta aos factos.

Eis aqui o peso que um falso ponto de partida pode ter, e o teu falso ponto de partida (naturalismo) está a conduzir-te para um ponto de chegada horrível.

quinta-feira, abril 08, 2010

A incapacidade moral do ateu de aceitar que tem uma alma

Há uma coisa que provavelmente não foi dita na discussão que o Ludwig levantou acerca da sua inabilidade de "encontrar" a alma: Nós não temos uma alma. Nós somos a alma. O que nós temos é um corpo físico.

Por isso é que muitas pessoas de diferentes locais, credos, etnias e estratos socias, quando atravessam aquilo que é conhecida como NDE (Experiência Quase Morte), reportam terem adquirido conhecimento sobre o mundo à sua volta mesmo quando o seu corpo físico estava clinicamente sem vida.

A típica resposta de "falta de oxigénio no cérebro" (ou outra tentativa de salvar o naturalismo) não está de acordo com os dados recolhidos em todo o mundo por médicos com reputação credível.

Portanto, um ser humano a tentar "encontrar" a alma, é a mesma coisa que nós tentarmos ver os nossos próprios olhos sem ajuda externa (sem espelho, etc).

Para termos informação sobre o mundo imaterial não só precisamos de ajuda externa (tal como precisamos de algo análogo a um espelho para vermos os nossos próprios olhos), mas temos que ter acesso a uma Fonte de Informação Autoritária sobre o dito mundo material.

O ateísmo religioso não tem nenhuma (para além dos auto-configurados e subjectivos "modelos") mas o Cristianismo tem: a Bíblia.

Tal como em todas as áreas da existência humana, o ateísmo deixa os ateus totalmente à deriva no que toca à componente mais importante do ser humano.


terça-feira, abril 06, 2010

E se tivessemos alma, como saberiamos?

Fiz-te uma pergunta específica em relação à forma directa com a qual tu "descobriste" que não tens alma, mas dizes que a tua posição faz parte de "modelos". Ou seja, a tua fé de que a alma não existe, não se baseia em evidências empíricas ou algo directamente observável como a ausência de asas, mas sim nos misteriosos "modelos" a que tu aludiste.

Não só não dizes qual é o sentido físico que te fez ver que supostamente não tens asas, como escondes a tua resposta por trás de "modelos" sempre vagos e subjectivos.

Eu repito o que disse inicialmente: a única razão pela qual tu rejeitas a existência da componente imaterial do homem é a tua fé no naturalismo. Seria mais claro se apenas dissesses isso em vez de falares em "modelos" especialmente quando - acho eu - todos nós sabemos qoe o verdeiro problema é só o naturalismo.

Os modelos iniciais das almas e dos deuses eram modelos a sério. Diziam-nos coisas.
Ainda dizem.
Tinham possessão demoníaca, fantasmas, diluvios, doenças para castigar os infiéis e trinta por uma linha. Mas foram-se desvanecendo como as minhas asas e, hoje, não adiantam de nada.
Mas essas coisas ainda estão de acordo com os dados. O que é que te faz pensar que "foram-se desvanecendo"?
É o deus que age sem intervir imanente na indeterminação da contingência que torna necessária pela constante criação, mas do qual não há vestígios.
Mas vestígios. A única razão segundo a qual tu acreditas que não é porque assumes o naturalismo.

Se calhar o problema não seja com as evidências (ou a imaginada falta delas) mas com as tuas crenças.

Faço-te a mesma pergunta que o escritor do livro "Darwin on Trial" fez ao Dawkins (não num debate, porque o Dawkins pelos vistos tem medo de debater com o Phil Johnson): Deixa de lado a tua crença no naturalismo. Assume por motivos meramente filosóficos que o universo não é um sistema fechado. Se assim for, há alguma razão empírica, testável observacional para se rejeitar a existência da alma, coisa que sempre fez parte da existência humana?

Dito de outra forma, se não fosse a tua aliança com o naturalismo, terias alguma razão para duvidar da existência da componente imaterial do homem?

Eu sinceramente acho que não. Tal como já disse anteriormente, tu usas as tuas limitações como evidência ("eu não vejo portanto não existe"), e isso não é lógico.

sexta-feira, abril 02, 2010

Pressão Evolutiva Pressiona-me a Rejeitar a Evolução

O ateu evolucionista Ludwig Krippahl lançou mais uma ataque devastador ao criacionismo ao escrever o seu último post. Isto bem na linha de outros ataques devastadores à Bíblia, onde uma das coisas que nos é dita é que o facto de um lagarto gerar outros lagartos é evidência contra o criacionismo. Não nos perguntem como, mas se o Ludwig diz, então deve ser verdade.

O ateu Ludwig escreve:

Mas o que o Mats fez foi dar mais um exemplo de evolução e não de design inteligente.
Claro. Tudo é "um exemplo de evolução" (por mais anti-evolutivo que seja o dado) uma vez que evolução é definido como "tudo o que acontece". Assim é fácil encontrar "exemplos de evolução".

Mais mitologia

"O nosso pé é assim porque a linhagem dos hominídeos, da qual hoje infelizmente só resta a nossa espécie, foi pressionada a especializar-se numa locomoção exclusivamente bípede e terrestre."
Ah, as sempre eficientes "pressões evolutivas". Como é que a visão apareceu? Pressão evolutiva. Como é que a respiração surgiu? Pressão evolutiva, mutações, etc.

Como é que a capacidade de se imaginar que a vida é o resultado de pressões evolutivas apareceu? Ora, pressões evolutivas, claro está!

Não é oferecido nenhum mecanismo, nenhuma evidência, nenhum força natural que seja capaz de transformar um pé do tipo do chimpanzé totalmente funcional num pé humano totalmente funcional. É-nos oferecido uma linda história de encantar no lugar de dados, evidência e mecanismos.

Isto, claro, é mitologia mascarada de ciência. Por mais "pressões" que faças a uma forma de vida, ela não se vai transformar numa forma de vida cuja informação genética não esteja já nos progenitores. Nas palavras do evolucionista Pierre Grasse, tudo o que se vê com as "pressões" são variações mínimas, sem fins evolutivos nenhuns.

Além disso, a imaginada evolução humana é por inteiro algo sem evidências. Um dos aspectos dessa mito é fortemente criticado por um evolucionista eminente. Talvez ele esteja a caminho de se tornar num criacionista?

"No pé humano podemos ver claramente o traço dos nossos antepassados arbóreos e as adaptações que deformaram o que era praticamente uma mão e a tornaram um pé mais eficiente no seu novo papel."
Não, nós não "podemos ver claramente" isso no pé humano. O que nós vemos é um pé totalmente funcional para a nossa forma de locomoção. Ou seja, parafraseando o Ken Ham, "it was designed to do what it does, and does do that well. Don't you think? I do too".

Tudo o que vai para além disso (na direcção dos "ancestrais comuns") e algo que não faz parte das observações.

O que tu "vês" é o que tu "queres ver" baseado na tua fé evolucionista. Misturas a tua interpretação com observações. Eu olho para o mesmo pé e não "vejo" nenhum "traço nos nossos antepassados". (Vejo alguns traços, mas não tem nada a ver com mitos ateus)

Mas..se os ateus nos dizem que no passado as "pressões evolutivas" foram capazes de fazer coisas que nós hoje, empiricamente, sabemos serem impossíveis, em quem é que devemos depositar a nossa fé: nos dados da ciência ou nos evolucionistas?

Escolha difícil.... muito difícil.


segunda-feira, fevereiro 22, 2010

O ateísmo político e a falta de auto-crítica dos ateus

“O comunismo começa onde começa o ateísmo"
(Karl Marx)

“O ateísmo é a natural e inseparável parte do comunismo.”
(atribuída a Vladimir I. Lenin)

Mas o que pecar contra Mim violentará a sua própria alma
todos os que Me aborrecerem amam a morte.
Provérbios 8:36

Três dos maiores genocidas da história da humanidade eram ateus: Josef Stalin, Mao Tsé Tung e Pol Pot. Juntos, estes ateus mataram perto de 100 milhões de almas em menos de 100 anos. Eles mataram através da fome (Holodomor), fuzilamento, trabalhos forçados e muitas outras formas. O seu ódio ao ser humano e ao cristianismo é algo que o mundo nunca deve esquecer.

Se os 3 não tivessem já partido para um outro domínio de existência (inferno), todos eles diriam que as suas acções tinham em vista a defesa da sua visão política. Todos eles provavelmente diriam que o que fizeram era perfeitamente justificável dentro da visão do mundo que eles subscreviam. Para eles, a eliminação dos opositores ideológicos era algo necessário para o progresso do comunismo.

Até este ponto todos estamos de acordo uma vez que os dados históricos estão à disposição de todos. Os problemas começam quando nós começamos a entender a natureza ateísta do comunismo. Quando começamos a ligar os pontos, como dizem os anglófonos, podemos ver que o ateísmo teve um peso enorme dentro das matanças socialistas soviéticas e chinesas. Isto incomoda os ateus uma vez que os mesmos estão habituados a impugnar os cristãos como os causadores de todo o mal no mundo.

Como Mikhail Gorbachev apropriadamente asseverou, o Estado comunista empreendeu uma patente “Guerra contra a Religião.” Ele lamentara que os bolcheviques, seus predecessores, mesmo após a guerra civil terminada no começo dos anos 20, durante uma época de “paz”, “continuou a por ao chão as igrejas, a prender sacerdotes e a destruí-los”.

Os ateus modernos, cientes do perigo que há em se mostrar a intima ligação entre comunismo e o ateísmo, tentam a todo o custo atirar esse fardo para cima dos seus opositores ideológicos: os cristãos. Pessoas como Stalin e Mao Tsé Tung já não são, portanto, líderes ateus, mas sim líderes com uma leve inclinação religiosa. As suas matanças, como tal, já não são da responsabilidade das suas crenças ateístas, mas sim responsabilidade de crenças teístas.

O ateu evolucionista Ludwig segue a mesma linha de pensamento no seu comentário às palavras de Christopher Hitchens. Ele diz:

Mesmo entre os que são ateus, num sentido estrito, o mau comportamento institucionalizado vem da aceitação acrítica de superstições e ideologias estranhas ao ateísmo.
Nós sabemos que são "estranhas ao ateísmo" porque o Ludwig nos diz que são estranhas ao ateísmo. O Ludwig assume que a "aceitação acrítica de superstições e ideologias" é algo que o ateísmo não aceita, mas não nos diz porquê. Ele apenas diz que é assim.

Portanto, por definição, o ateísmo é imune ao "mau comportamento institucionalizado". Se se verifica que ateus implantam "maus comportamentos institucionalizados", por definição, isso não é da responsabilidade do ateísmo.

De que forma é que combater o cristianismo é "estranho ao ateísmo"? De que forma é que institucionalizar movimentos políticos para se remover a influência do cristianismo numa sociedade é "estranho ao ateísmo"? Num mundo onde a lei imperadora é a lei da sobrevivência do mais forte/apto, de que forma é que a eliminação sistemática de cristãos por parte de ateus é algo "estranho ao ateísmo"?

Na Coreia do Norte, um exemplo comum dos terrores do ateísmo, a Constituição foi alterada em 1998 para nomear Kim Il-Sung o Presidente Eterno da República. O homem já tinha morrido quatro anos antes.
E depois? O facto da Constituição ter sido alterada 4 anos após a sua morte não invalida o que ele fez em vida.
O estalinismo, o maoismo e a ditadura em Cuba, apesar de não seguirem algo que oficialmente seja considerado divino, assentam também numa teimosia ideológica que o ateísmo não exige mas que é fundamental em qualquer religião.
Embora não sejam bem bem religiosos, ao possuírem uma "teimosia ideológica", os estados comunistas são, portanto, mais perto da religião do que do ateísmo. Nós sabemos disto porque o ateísmo não tem nenhuma "teimosia ideológica". Por definição.

Qual é a verdade?

Infelizmente para os crentes ateus, a realidade nega-se a conformar aos seus revisionismos históricos. Por mais que eles tentem absolver o ateísmo dos genocídios do comunismo, as evidências continuam firmes.

Eis, seguidamente, algumas das coisas que os ateus comunistas afirmaram.

Enquanto as lêem, perguntem-se se se justifica a remoção do ateísmo como ideologia-mãe do comunismo.

* “É preciso combater a religião, eis o ABC do comunismo.” (Vladimir Lenin, marxista revolucionário russo)

* “Detrás de cada imagem de Cristo só se vê o gesto brutal do capital.” (Vladimir Lenin)

* “Deus é uma mentira.” (Vladimir Lenin)

* “O homem que se ocupa em louvar a Deus se suja na sua própria saliva.” (Vladimir Lenin)

* “Deus é o inimigo pessoal da sociedade comunista.” (Vladimir Lenin, carta a Gorki)

* “Nós odiamos o cristianismo e os cristãos.” (Anatoly Lunatcharsky, marxista revolucionário russo)

* “Nosso programa inclui necessariamente a propaganda do ateísmo” (Vladimir Lenin)

Conclusão:

É por demais óbvia a associação entre o ateísmo e o comunismo e esta ligação não é algo que os ateus possam empurrar para o colo dos cristãos como forma de desculpabilizar o ateísmo. Eles, tal como nós, têm que assumir as consequências daqueles que agiram de acordo com a sua ideologia.

Fazer revisionismo histórico e alterar as definições de termos apenas mostra a outros ateus que há algo de errado com o ateísmo. Dizer que eles não eram "verdadeiros ateus" é incorrer na falácia do "verdadeiro escocês". Quem é que define o que é um "verdadeiro ateu"?

Se vocês têm que deturpar o passado como forma de vencer no futuro, então há algo de errado com o vosso presente.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

A religião ateísta envenena tudo

O crente ateu Christopher Hitchens veio a Portugal tentar explicar as razões que fazem do ateísmo uma religião superior ao cristianismo. Infelizmente não tive hipótese de lá ir, mas o Ludwig pelos vistos foi, e fez um post acerca disso.

Havendo lido as palavras lá presentes, não pude deixar de notar que os ateus continuam a assumir que a moralidade que eles escolheram de alguma forma é a que se aplica aos não-ateus. Se forem ler o post do Ludwig, vão reparar em frases como "princípios", "acto que se reconheça como bom", "valores condenáveis", "a religião é desnecessária para se ser bom".

Embora em todas estas instâncias esteja assumida uma forma absoluta de se distinguir o que é o "bom" do que é "condenável", sempre que os ateus são questionados sobre isto eles não nos dizem qual é o ponto de referência absoluto para classificar escolhas morais. Se não há uma forma absoluta de se distinguir valores morais, então porque é que o ateu assume que a sua moral é superior a moral dos teístas cristãos? Porque é que o ateu acredita que o que ele classifica de bom, o é de facto?

Isto é um ponto muito importante quando se conversa com um crente ateu, porque ele claramente mostra que o ateu não tem bases ateístas para atacar escolhas alheias. Ele pode muito bem considerar algo como "bom" ou como "mau", mas na falta de Um Ponto de Referência Absoluto para a moral, as suas escolhas são relevantes apenas para ele.

O Hitchens é um ateu desconhecedor da história, e pelo que se pode ler nos blogs ateus, ele não é o único. A crença de que o cristianismo (que ele apenas chama de "religião") envenena tudo, não só é uma crença relativa (devido ao seu ateísmo), como revela uma profunda falta de conhecimento da História.

Será que a religião envenenou Isaac Newton? Ou Maxwell? Será que Francis Bacon, que disse "Prefiro acreditar em todas as fábulas na Lenda, no Talmude, e no Alcorão, do que acreditar que a composição do universo veio a existir sem Uma Mente" estava "envenenado" pelo cristianismo? Claro que não e tanto o Hitchens como o Ludwig sabem disso. O problema é que eles estão numa missão de conversão. Eles buscam novos convertidos entre a população, mas eles sabem que não podem implantar a sua religião sem primeiro destruir o cristianismo. É mais ou menos o que os muçulmanos fazem aqui no ocidente. O que varia são os métodos.

Toda esta retórica sobre os "males" causados pela "religião" (reparem que eles raramente indicam qual é a religião. Desta forma podem usar eventos presentes no Islão para atacar o cristianismo) são apenas desculpas por eles inventadas para se justificarem perante eles próprios e perante o mundo. Os motivos que os levam a rejeitar a Bíblia não tem nada a ver com o "mal" lá presente mas sim com o mal que a Bíblia diz estar presente em nós.

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;
Sendo justificados gratuitamente, pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus,
Ao qual Deus propôs para propiciação, pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus;
Para demonstração da sua justiça, neste tempo presente, para que ele seja justo, e justificador daquele que tem fé em Jesus.

Romanos 3:23-26

Dado que a religião ateísta faz com que pessoas inteligentes tenham que distorcer a ciência e a história como forma de se justificarem, eu deduzo que é o ateísmo, e não o cristianismo, que envenena tudo.

domingo, fevereiro 14, 2010

Ateu: A Minha Moralidade É Tão Perfeita Que Todos Deveriam Ter Uma Igual

Sub-Titulo: "Só São de Confiança Aqueles Que Concordam Comigo"

O ateu evolucionista Ludwig Krippahl fez um post em jeito de refutação ao artigo que o Júlio Severo tinha traduzido (reproduzido por mim aqui).

Após ler o que o Ludwig escreveu, podemos colocar as suas respostas em 4 grupos:

1. Só as fontes que estão de acordo com o Ludwig são "independentes" e fiáveis

2. Descontextualização do sentido original

3. Conceber conceitos morais absolutos sem mostrar fundamento que os tornam absolutos

4. Assumir o que tem que se provar.

Só as fontes que estão de acordo com o Ludwig são "independentes" e fiáveis.

No artigo original estão citados estudos feitos por grupos de pediatras pertencentes à ACP (American College of Pediatricians). Para além disto, o Ludwig diz ainda que o "estudo" é "um inquérito organizado pela University of Notre Dame, uma universidade católica da Congregação da Santa Cruz , e financiado pela Lilly Endowment, uma fundação privada de apoio a iniciativas religiosas". Disto o Ludwig infere que este estudo "é pouco independente".

Aparentemente para o Ludwig, o facto de haver católicos e outros cristãos a promover o castigo corporal entre as idades compreendidas entre 0s 2 e os 6 anos é o suficiente para desqualificar as conclusões científicas dos pesquisadores.

Dada essa situação, o Ludwig procurou "fontes" que estejam de acordo com a ética que ele construiu para si mesmo. E encontrou: Guidance for Effective Discipline. Esta, sim, já é uma organização que agrada ao Ludwig.

O Ludwig não apontou nenhum erro no estudo promovido pela ACP , mas desqualificou-o ideologicamente por não estar de acordo com o que ele acredita. Assim é mais fácil, pelos vistos.

Isto é análogo a alguém dizer que o Figo, e não o Eusébio, foi o melhor jogador português de sempre pelo simples facto de ele ter sido lançado para o futebol pelas escolas do Sporting, enquanto que outros ao mesmo nível não foram. Desqualifico todos os outros jogadores, não devido a insuficiências técnicas ou falta de talento, mas sim porque o Figo, e só ele, está de acordo com o critério que eu arbitrariamente construí.

O mesmo de passa com a recolha de dados ideologicamente selectiva do ateu Ludwig. Ele não disse quais foram os erros feitos pelos pesquisadores da ACP, mas decidiu que os seus estudos não são válidos dentro da visão da mundo que o Ludwig subscreve. O que podemos retirar da resposta do Ludwig é que ele não tem nada a apontar aos métodos usados para se chegar às estatísticas enumeradas pelos pediatras da ACP. Simplesmente, o que ele não gosta são das conclusões tão pró-teísmo.

O próprio Daily Mail, fonte longe de ser amiga da verdade Bíblica, expôs o artigo donde surgiu a tradução do Júlio Severo. Será que o Daily Mail é "independente" o suficiente para o Ludwig? Não sabemos. O que sabemos é o seguinte:

O estudo, conduzido sob o patrocínio do Estudo dos Perfis da Vida Americana (EPVA) {http://pals.nd.edu/} e feito pela Dra. Marjorie Gunnoe, professora de psicologia na Faculdade Calvin em Grand Rapids, Michigan, revelou que há falta de evidências provando que uma surra prejudica as crianças, e que o uso sensato da surra como consequência normal para a má conduta é benéfico para as crianças.

Descontextualização do sentido original.

No seu artigo o Ludwig diz:
Ensinar crianças à pancada é uma asneira pior.
Mas quem é que disse que se deve "ensinar crianças à pancada"? O Ludwig pelos vistos não leu o artigo original que diz:
O Conselho Americano de Pediatria (CAP) declara que uma surra disciplinar aplicada pelos pais pode ser eficaz quando utilizada de forma apropriada. “É claro que os pais não deveriam se apoiar exclusivamente na surra disciplinar para controlar a conduta de seus filhos”, diz a declaração de posição da organização.
O texto claramente diz que o uso de punição corporal faz parte do grupo de métodos para se disciplinar as crianças (dos 2 aos 6 anos), e não é o que o Ludwig chama de "ensinar crianças à pancada".

Porque é que o Ludwig não citou as palavras exactas ou contextualizadas do estudo da Drª Marjorie Gunnoe, professora de psicologia na Faculdade Calvin em Grand Rapids, Michigan?

Conceber conceitos morais absolutos sem mostrar fundamento que os tornam absolutos.

O Ludwig afirma:
Se a ensinarmos com empatia e diálogo a criança desenvolve valores éticos.
O Ludwig não diz quais são os "valores éticos" que ele tem em mente, mas, a levar pelo que o ponto 1) mostra, devem ser "valores éticos" que estão de acordo com o seu ateísmo. O problema claro está é que o que o Ludwig classifica de "valores éticos" é tão válido como quem os classifica de valores não-éticos. Isto deve-se ao facto do ateísmo negar a existência de Deus e desde logo abrir a porta ao relativismo moral.

Se Deus não existe, todos os "valores éticos" tem o mesmo valor. Porquê? Porque não há um Ponto de Referência Absoluto para a moralidade. Há pessoas que amam o seu próximo, e há pessoas que comem o seu próximo. Dentro da religião ateísta ambos os comportamentos são eticamente válidos visto que não há forma absoluta para se classificar um de "mau" e outro de "bom".

Se ensinamos as crianças com paciência, amor e diálogo elas tornam-se autónomas, capazes de perceber por si a diferença entre o bem e o mal.
Mas quem é que classifica o que é o "bem" e o "mal"? O ateu? O cristão? Nenhum? Não foi oferecido nenhum fundamento para a distinção (em termos absolutos) do bem e do mal.

Portanto, o Ludwig não só não mostra fundamento absoluto para o que ele chama de "ético", como assume que o que ele arbitrariamente qualifica de "ético" (ou o "bem") se aplica a outras pessoas, incluindo pessoas que não partilham da sua religião.

Assumir o que tem que se provar.

O Ludwig diz ainda que
Quem pensa por si corre o risco de ficar ateu.
O Ludwig não mostra a relação entre "pensar por si" e "ficar ateu". O Ludwig não diz o que é "pensar por si", mas deve ser algo do tipo: "pensar da forma que os ateus pensam". Eu sei que isto deve ser assim porque para o Ludwig a forma "certa" de pensar produz ateus, portanto, se alguém se tornou ateu, é porque "pensou por si".

Se, por outro lado, alguém abandonou a religião ateísta, e começou a pensar em coisas "ridículas" como a Lei da Biogénese (na natureza a vida só pode provir de vida, o que levanta a questão sobre quem - ou Quem - criou a primeira forma de vida), ou na Primeira Lei da Termodinâmica (na natureza a matéria/energia não pode ser destruída, o que leva-nos a inferir que a matéria teve uma Origem que vai para além da natureza, isto é, "Sobrenatural") então sofreu uma lavagem cerebral.

Isto é assim porque os ateus dizem que é assim, portanto deve estar certo.

Conclusão:

O texto do Ludwig leva-me a crer que o mesmo foi mais para consumo interno do que para um verdadeiro esclarecimento dos benefícios ou supostos malefícios do castigo corporal. As evidências científicas, por outro lado, "falam por si":
A professora Gunnoe entrevistou 2.600 adolescentes, fazendo-lhes perguntas sobre surras. Ela constatou que quando as respostas dos participantes foram comparadas com sua conduta, tais como sucesso académico, optimismo sobre o futuro, conduta anti-social, violência, ataques de depressão, aqueles que haviam sido fisicamente disciplinados entre as idades de dois e seis tiveram o melhor desempenho em todas as medidas positivas.

Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho
Hebreus 12:6

sábado, janeiro 16, 2010

Ludwig e os Morcegos Preguiçosos

Um comentário a uma resposta dada pelo Ludwig. Mais uma forma de vida que se recusou a evoluir durante os mitológicos "milhões de anos".
O fóssil mais antigo de morcego é classificado como morcego porque, se fosse classificado como outra coisa qualquer, já não seria o mais antigo fóssil de morcego. Isto só mostra que tudo o que classificamos como fóssil de morcego é considerado um fóssil de morcego.“
O Ludwig está a tentar fazer um jogo de palavras muito subtil, mas que é manifestamente enganador.

O que o post diz é que a primeira vez que o morcego aparece na interpretação darwinista do registo fóssil (sempre fiável, como nós sabemos), ele está essencialmente igual ao morcego de hoje. Onde está a evolução?

Dito de outra forma, onde está o proto-morcego que evoluiu para o morcego actual? Não deveria o morcego primordial ser menos evoluído que o actual? (Bem, esta até uma pergunta fácil de responder, porque os evolucionistas provavelmente dirão que os animais mais antigos eram mais simples, excepto aqueles que não eram mais simples).

O malabarismo semântico de Ludwig é apenas uma forma de esconder o padrão não-evolutivo do registo fóssil.

Sim, o primeiro morcego que se sabe é um morcego normal, mas isto, diz o Ludwig, é porque nós resolvemos dar a essa forma de vida o nome de "morcego". Pois bem, mas onde está o o animal a partir do qual o morcego evoluiu?

O Ludwig não tem resposta porque a ciência não confirma a evolução do morcego (nem a evolução de qualquer outra forma de vida).

O Ludwig sabe disso, e por isso ele redefine evolução apenas como "variação das características herdadas".

Desta forma, basta mostrar um exemplo de variação" (fenómeno não controverso entre cientistas criacionistas e cientistas evolucionistas), e com isso concluir que a evolução "é um facto".

Como os evolucionistas não conseguem oferecer evidências para a evolução que eles usam contra Deus (peixes-para-pescadores), eles oferecem evidências exclusivas para a evolução algo com a qual toda a comunidade científica criacionista está de acordo (gatos-para-gatos, cães-para-cães, etc).

Isto é no mínimo enganador.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Naturalismo: Ferramenta Inútil

Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado,
tendo horror aos clamores vãos e profanos,
e às oposições da falsamente chamada ciência
1 Tim 6:20

O temor do Senhor é o princípio da sabedoria
Salmo 111:10

Uma das formas através da qual nós podemos ver que certa pessoa não está a ser totalmente honesta à cerca do que professa acreditar é na forma como define as suas crenças. Isto é manifesto em termos como evolução (redefinida como apenas "variação"), aborto (redefinida como "direitos reprodutivos"), pedofilia (reclassificada como "relacionamentos inter-geracionais") e, como se pode ver no texto do ateu evolucionista Ludwig, naturalismo (equivocada com empirismo, testabilidade, repetição, observação, experimentação etc).

Provavelmente muitos ateus já se aperceberam na natureza religiosa da sua crença no naturalismo, mas como forma de continuarem a usar a ciência para avançar com o ateísmo (pese embora o facto da ciência ser uma actividade que refuta o ateísmo), muitos escondem a religiosidade da sua fé por trás do manto da tão mal definida "ciência". Por outras palavras, os ateus sabem que o naturalismo é uma posição de fé, mas para manter a (falsa) aura de neutralidade, eles escondem a sua fé por trás de definições não realistas.

O naturalismo filosófico (NF) afirma que "todos os fenómenos podem ser explicados mecanicamente em termos de causas e leis naturais". Esses fenómenos incluem não só as actividades que podem ser observadas, mas também eventos que não podem ser empiricamente observados (origem da vida, origem do universo, origem das leis da natureza, etc).

O naturalista, baseando-se na sua fé, "sabe" que tudo aquilo que alguma vez aconteceu, está a acontecer, e vai acontecer, tem uma explicação "naturalista". Ele não tem evidências disso, mas assume que isso é assim.

Uma vez que cada um é livre de acreditar no que ele quiser, até aqui, não há problemas com isto.

Os problemas começam quando os naturalistas começam a equivocar "naturalismo" com "ciência". Como mencionado em cima, isto é feito como forma de usar o sucesso da ciência operacional para promover o ateísmo. O problema é que o ateísmo e a ciência estão em total desacordo.

O facto de nós podermos fazer ciência não é algo a favor do naturalismo, como erradamente assumem alguns ateus. A ciência não avança devido à crença de que nada mais existe para além do mundo material, mas sim na crença de que vivemos num universo inteligível.

Diversos académicos já ressalvaram as origens Bíblicas da ciência moderna, mas pelos vistos muitas pessoas (incluindo muitos de nós cristãos) ainda não se aperceberam disso.

Loren Eiseley afirmou:

A filosofia da ciência experimental...começou com as suas descobertas e fez uso dos seus métodos na posição de fé (e não de conhecimento) que propõe que estamos a lidar com um um universo racional controlado por Um Criador que não age caprichosamente, e que não interfere com as forças que Ele pôs em funcionamento.....

É certamente um dos grandes paradoxos da história que a ciência, que profissionalmente pouco tem a ver com a fé, tenha as suas origens no acto de fé que afirma que o universo pode ser racionalmente interpretado, e que a ciência sustenha essa pressuposição.

Rodney Stark:

....suposições teológicas únicas ao Cristianismo explicam o porquê da ciência [moderna] ter nascido apenas na Europa cristã. Contrariamente à sabedoria prevalecente, a religião e a ciência não só são compatíveis, mas eram inseparáveis.

David A. Noebel acrescenta:

O facto da ciência ter emergido de todo é um testemunho poderoso para a veracidade do Cristianismo.

Como Louis Victor de Broglie afirmou, "Nós não estamos suficientemente perplexos com o facto de qualquer tipo de ciência ser possível".

O historiador e filósofo da ciência Stanley Jaki diz que "a crença Num Deus Pessoal e Racional, como manifesta na fé Cristã, suportaram a visão de que o mundo era um entidade objectiva e ordenada, investigável pela mente porque a mente era também um produto ordenado e objectivo proveniente do Mesmo Criador Racional, Consistente e Ordenado".

O ser humano acreditou que a ciência era possível porque o ser humano acreditou no Deus da razão e da ordem.

Tal como se pode ver nestas citações (todas fora do contexto, ou totalmente não existentes, segundo alguns crentes ateus), a ciência moderna teve as suas origens não em crenças naturalistas, como afirma o naturalista Ludwig, mas sim na fé Bíblica de que se estava a lidar com um universo sujeito a Uma Mente Racional (Deus).

Existem certas crenças que são assumidas pelos cientistas mas que só são garantidas pela cosmovisão Bíblica:

  • O universo é real. Nem todas as filosofias postulam que o universo realmente exista

  • O universo é ordenado/organizado. A Bíblia ensina-nos que Deus não é o Autor de confusão (1 Cor 14:33). Outras religiões (por exemplo, o ateísmo) postulam que o universo é o resultado de acasos cósmicos não sujeitos a mentes organizadas, ou que os deuses são caprichosos (ex: a antiga religião grega).

  • O ser humano pode investigar a natureza. Algumas religiões acreditam que o universo é divino, enquanto que a Bíblia ensina-nos que Deus deu ao ser humano domínio sobre a criação (Gen 1:28).

  • Os nossos pensamentos são racionais. A Bíblia ensina que Deus fez o ser humano à Sua Imagem e Semelhança (Gen 1:27), enquanto que o ateísmo postula que os nossos pensamentos são o resultado de uma série de "acidentes" (filtrados pela não-inteligente selecção natural), e que os nossos pensamentos são apenas processos químicos.
Tendo em conta estes dados e acrescentando ainda o facto da maioria dos cientistas fundadores da ciência moderna terem uma visão mais de acordo com a Bíblia do que de acordo com o naturalismo, será lógico atribuir-se o sucesso da ciência a uma visão que está totalmente oposta à dita ciência?

O Ludwig afirma que a ferramenta do naturalismo é "muito superior a qualquer alternativa inventada até hoje". Se isto é assim, porque é que os cientistas conseguem fazer as suas experimentações, observações, e tudo o mais sem assumirem que nada mais existe para além das forças materiais? Qual é a descoberta científica que depende única e exclusivamente de crenças naturalistas?

Se formos honestos nesta análise, a resposta vai ser "nenhuma".

Conclusão

O ateu Ludwig (e todos os ateus que concordam com ele) são livres de acreditarem no que eles bem quiserem. Deus deu-lhes essa liberdade. O que eles não são livres de fazer é distorcer a história e a ciência como forma de avançarem com o ateísmo.

terça-feira, dezembro 22, 2009

Pode a evolução gerar complexidade?

No blog do Sabino um dos comentadores fez uma pergunta pertinente:
E não percebo mesmo porque acham que a complexidade não pode aparecer por evolução
A complexidade pode aparecer através de um processo não inteligente (por exemplo, evolução) mas as formas de vida não são só complexas. Elas são complexas e específicas.

Deixa-me dar um exemplo:

1. Pega em berlindes verdes, azuis, amarelos, vermelhos e pretos, atira-os ao ar e depois vê o padrão que se forma no chão. O que lá está é complexo mas não é específico.


2. Agora pega nos mesmos berlindes, atira-os ao ar, e espera que, ao cairem, por si só, eles se organizem da seguinte forma:
* Os berlindes azuis formem a letra "G", os vermelhos a letra "E", os verdes a letra "N", os pretos a outra letra "E" e os amarelos a letra "S" [GENES]. Este padrão é complexo e específico (ou especificado).

Como as formas de vida tem o segundo tipo de padrão e não o primeiro, a existência de complexidade causada pelas forças naturais não é análoga ao que acontece com a biosfera. Vocês ateus ainda tem que descobrir qual é a força natural [não-inteligente] que é capaz de formar um padrão complexo e específico.

De acordo com os dados científicos, todas as estruturas que possuem complexidade específica tem uma causa inteligente. Como as formas de vida evidenciam esse mesmo tipo de padrão, quando o cristão afirma que Deus é o Criador das formas de vida, ele está de acordo com os dados da ciência.

Jeremias 27:5
Eu [Deus] fiz a terra, o homem e os animais que estão sobre a face da terra, com o Meu Grande Poder e com o Meu Braço Estendido

domingo, dezembro 06, 2009

Ateu para cristão: "Deixa de ser burro!"

Em mais uma "resposta" colorida enviada por um crente ateu, nós vemos que os criacionistas ainda possuem muito trabalho pela frente no que toca a partilhar de forma clara a Mensagem da Criação.

O ateu José Freitas disse de sua justiça e acho que ele merece uma resposta um pouco mais elaborada.

O crente ateu começa da seguinte forma:

por amor de Deus (que não existe), deixa de ser burro.
Esta frase encerra em si o fundamento de toda a polémica evolucionista, uma vez que ela revela a causa de tal crença. Enquanto que o cristão concorda com Hebreus 11:3 que diz
"Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus foram criados; de maneira que, aquilo que se vê não foi feito do que é aparente"
o crente ateu afirma
"Pela fé, entendemos que os mundos não foram criados pela palavra de Deus; de maneira que, aquilo que se vê foi feito do que é aparente".

Tal como o Charles afirmou neste video, é tudo uma questão de fé. A pergunta é: qual das duas está de acordo com as observações?

nos dias de hoje está mais que estabelecido que a evolução é uma verdade.
Por acaso não está "mais do que estabelecido". Existem vários cientistas um pouco por todas as áreas relevantes para a discussão que afirmam que o mecanismo evolutivo é insuficiente.
e que o mundo não tem apenas 5 mil e tal anos como afirma a Bíblia (sim, se fizeres bem a contagem é essa a idade da terra)
Mas tu afirmas tal coisa baseado nos métodos de datação evolucionistas?
só um cego é que não vê.
Claro que "cego", na tua religião deve significar algo como "aquele que não acredita na teoria da evolução", certo?
e já agora, colocar a imagem de Darwin, que foi um grande cientista e alguém que contribuiu para o avanço da civilização humana, ao lado da imagem de Hitler… tenham dó.
Mas quem disse que Darwin "contribuiu para o avanço da civilização humana"? A única ideologia que "avançou" devido aos mitos de Darwin foi o ateísmo. Para a ciência, a teoria da evolução é uma idade das trevas.

Segundo, qual é o problema em mostrar imagens de Hitler e Darwin? Os próprios evolucionistas fazem essa ligação. O ateu evolucionista Sir Arthur keith escreveu:

“The German Führer … has consistently sought to make the practice of Germany conform to the theory of evolution.” - Evolution and Ethics 1947, Sir Arthur Keith p, 230
Olha o que um político autraliano (Primeio Ministro australiano, Kevin Rudd) disse:

“Prior to 1861, missionaries were prepared to accept according to the principles of their religions, that Aboriginal people were every bit as capable as Europeans.

But with the publication of Charles Darwin’s Origins [sic] of the Species in 1859, a new theory starts to take hold and the conception that Aboriginal people are a “disappearing race” starts to take hold in Australian public life.

This had equally catastrophic consequences for Aboriginal people and communities.’

http://www.creationontheweb.com/content/view/5631/

Não há problemas nenhuns em fazer a ligação entre Hitler e Darwin uma vez que o que o primeiro fez foi fortemente influenciado pelas teorias do segundo.
o papa é que pertencia á juventude hitleriana.
Palavra chave: "pertencia". De que forma é que isto anula a ligação entre Hitler e Darwin?
mas se acreditas nisso que bom para ti, mas deixa é de tomar comprimidos, porque foi a ciência que os criou e a teoria da evolução ajuda a salvar milhões de pessoas todos os anos, já que esta prevê que os vírus mutam e mudam, e é isso que acontece
"Prever" que os vírus sofrem mutações e mudam é a mesma coisa que "prever" que os filhos vão ser parecidos com os pais. Claro que os vírus mudam. De que forma é que isso é evidência exclusiva para a teoria da evolução?

As formas de vida de facto sofrem mutações, mas as mutações que já foram documentadas não são as necessárias para se transformar uma bactéria num ser humano. A teoria da evolução precisa de mutações que incrementem a informação genética presente nas formas de vida, e não mutações que recombinem informação que já exista.

deixa de ser burro e abre a pestana, se Deus existisse não deixaria milhões de crianças morrerem a fome todos os dias.
O velho argumento do "mal".

Se Deus não existe, qual é o problema das crianças morrerem à fome? Se o que nós somos é matéria orgânica resultado de milhões de mutações aleatórias através dos milhões de anos, para quê preocupar-se com crianças? Se elas morrem à fome, isso é a selecção natural a eliminar os menos aptos. A morte, a extinção e a violência são coisas boas dentro da filosofia evolucionista:

From the war of nature, from famine and death, the most exalted object which we are capable of conceiving, namely, the production of the higher animals, directly follows. There isgrandeur in this view of life. - Darwin, Charles Robert - The Origin of Species by Means of Natural Selection, ch.14.
A tua preocupação com as crianças revela a natureza de Deus em ti. Tu sabes instintivamente que há algo de errado com a morte de crianças, mas a tua religião ateísta não tem resposta para tal instinto. Tu sabes que o ser humano não foi feito para sofrer, mas não consegues apontar uma única altura da existência humana em que os seres humanos não estavam em sofrimento.

Porque é que assumes que o sofrimento é algo de "anormal", se, segundo a religião ateísta, o sofrimento sempre fez parte da nossa existência?

Enquanto que a tua religião não te diz o porquê de saberes que o sofrimento é algo de "anormal" na existência humana, a Palavra de Deus diz-te porquê.

Quando o homem foi criado por Deus, ele vivia em plena harmonia com o meio ambiente e com o Criador. Não havia morte, defeitos, sofrimento nem coisa alguma que pudesse prejudicar a nossa existência. Mas um dia o ser humano abandonou os Mandamentos de Deus e decidiu fazer as coisas à sua própria maneira. Como consequência disso, Deus impôs sobre o universo a Maldição do pecado. É por causa desse nosso pecado que coisas como a morte existem hoje em dia:

Rom 5:12 - Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim, também, a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.

Rom 8:22 - Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto, até agora.

Mas Deus não abandonou a Sua mais preciosa criação (nós):
1 Cor 15:21 - Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por Um Homem.
Como foi um homem que abriu a porta para o nosso sofrimento, também foi Um Homem que abriu a porta para o fim do nosso sofrimento. Esse Homem é nada mais nada menos que Cristo Jesus, o Enviado de Deus. Com a Sua morte na cruz, Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades:
Isaías 53:4 - Verdadeiramente, Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre Si.
Com isto, Ele abriu preparou um caminho para todos os descendentes de Adão e Eva (todos nós) que sabem que já mentiram, roubaram, blasfemaram e outras coisas mais, e sabem que quem faz estas coisas não herdará o reino de Deus:
1 Cor 6:10 - Não erreis: nem os devassos, nem os idolatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores, herdarão o reino de Deus.
As perguntas que ficam para ti, amigo José Freitas, são as seguintes:

1. Porque é que te "preocupas" tanto com a morte de crianças se dentro da visão evolucionista, não há nada de mau com isso?

2. Em vez de te "preocupares" com o que acontece com as crianças, não seria bom preocupares-te com o que vai acontecer contigo quando a tua vida chegar ao fim?

Hebreus 9:27 - E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo

Daniel 12:2 - E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno [inferno].

segunda-feira, novembro 23, 2009

Resposta ao Luciano: Pode-se refutar o darwinismo?

No blog do Sabino, o Luciano disse o seguinte:
Sabino,

sobre a teoria da evolução voce questiona os métodos ou os resultados?

(...)

Se voce questiona os métodos, de repente voce tem idéia de quais métodos usar para comprovar a teoria da evolução ou refutá-la;

No que toca a teoria da evolução, os resultados são o ponto de partida, e os métodos são forma de se provar o que se assumiu inicialmente. Não há evidência científica nenhuma que possa demover um evolucionista da sua posição uma vez que a sua posição não é o resultado de evidências científicas.

A forma de se comprovar a teoria da evolução é ver o que ela se propôs a explicar (a origem e diversidade das espécies sem intervenção Divina) e olhar para as evidências. Quando nós fazemos isso, vêmos imediatamente que, longe de ser um "facto", a teoria da evolução é um ponto de partida (um paradigma, uma fé, uma religião) que está contra as observações cientificas.

No entanto, evidências científicas dificilmente servem como forma de se abandonar uma posição religiosa, (embora possam enfraquecê-la) e como tal todos os métodos científicos que se usem para se subverter a teoria da evolução vão ser ignorados pelos evolucionistas.

Para eles, a teoria da evolução já não é um "se" mas sim um "como".

sábado, novembro 07, 2009

O Ateísmo das lacunas

O evolucionista João continua a confundir "ciência" com "naturalismo", esperando que não seja possível ver onde ele falha nesse ponto. Para os evolucionistas ateus, todos os fenómenos que alguma vez ocorreram (e vão ocorrer) têm que ter uma explicação naturalista, independentemente das evidências.

Se por acaso um cientista informa um ateu de que as evidências mitigam contra uma origem naturalista da vida, o ateu ataca o cientista e não as evidências. Para o ateu evolucionista, não interessa o que evidências mostram, mas sim como é que elas podem ser usadas/deturpadas para suportar o naturalismo.

A necessidade do ateu em operar assim é óbvia: usar aquilo que é a maior autoridade cultural do mundo ocidental (a ciência) como forma de suportar a sua fé. Isto é feito de muitas formas, como se pode ver no link acima mencionado.

Há algumas coisas que são dignas de serem comentadas:

O naturalismo metódico é aquilo que os criacionistas e defensores do ID (que é realmente criacionismo com outra roupagem), querem eliminar da ciência.
Convém ressalvar que o naturalismo metódico (NM) é a aplicação prática do naturalismo filosófico (NF). Enquanto que o NF afirma que só causas "naturais" existem, o NM opera assumindo que só causas "naturais" existem. Em termos práticos, não há distinção entre uma e a outra.

O problema claro está é que nem o NM nem o NF são científicos. São apenas crenças arbitrárias que são impostas à ciência. Se vamos postular crenças arbitrárias a ciência, então o cristão pode muito bem dizer: "Só aquilo que está de acordo com a Bíblia vai ser considerado científico. Se algo contradiz a Palavra de Deus, então não é ciência"

A abordagem naturalista, que é sumariamente, procurar causas naturais para os fenómenos naturais, exclui necessariamente a intervenção sobrenatural.
O interessante seria saber o que é um "fenómeno natural" e o que é uma "causa natural". Levitar é um fenómeno natural ou sobrenatural? Se fossem oferecidas evidências (fotos, videos) de pessoas a levitar, será que isso faria da levitação um "fenómeno natural"? Se o que distingue o "natural" do "sobrenatural" é só se eles ocorrem ou não, então a ciência pode estudar o "sobrenatural".
Não podemos mais atribuir os trovões a um Deus, a chuva a outro, etc. Nem tudo ao mesmo. A não ser que possamos trazer evidências ou provas que mostrem isso.
Do mesmo modo, não podemos atribuir a origem da vida a fenómenos nunca observados, mecanismos nunca testados, e causas nunca mostradas. No entanto, é isso que os ateus fazem constantemente. A origem da vida mostra claramente como o naturalismo falha logo no princípio. Até hoje os ateus ainda não documentaram força "natural" alguma capaz de gerar seres reprodutores a partir da matéria morta.

Décadas de financiamento público, e os ateus não tem nada para oferecer. Eles apenas concordam que Deus não é a Causa da Vida. Para além disso, já não há concordância entre eles.

Ao longo de séculos, [o naturalismo] foi a única abordagem que criou conhecimento tão consistente, tão completo e em tão pouco tempo.
Se levarmos em conta que grande parte dos cientistas fundadores da ciência moderna eram cristãos (e não ateus), e se nos lembra-mo-nos que o naturalismo exclui à partida qualquer intervenção Divina, a frase do João torna-se claramente falsa.

Como é que os cientistas fundadores da ciência moderna (Galileo, Pascal, Lineus, Mendel, Faraday, Maxwell, Copérnico) foram capazes de produzir excelentes resultados científicos sem assumirem que o naturalismo é verdadeiro?

O problema é que o João assume que ao estar-se a procurar os mecanismos presentemente em operação é o mesmo que assumir-se que só essas forças existem no universo. O João conclui que "naturalismo" é o mesmo que "estudar as forças da natureza". Isto é totalmente falso.

Galileo estudou os planetas de forma científica, mas não teve dúvidas em afirmar que o sistema que ele estudava era um efeito do Poder Criativo de Deus. Igualmente para Newton. Com isto se pode ver que o naturalismo é uma filosofia irrelevante para o avanço da ciência. Os ateus gostam de associar o sucesso da ciência ao naturalismo, no entanto o sucesso da ciência deve-se, sim, às observações, aos testes, à experimentação e à colecção de evidências, nenhuma das quais depende do naturalismo.

Porque ao procurar uma explicação natural para as coisas, começámos a encontrá-las.
Excepto no que toca à origem da vida, pelos vistos.
De facto, encontrámos explicação para tanta coisa, que o espaço deixado para intervenção sobrenatural, ficou muito reduzido. Ficou reduzido a pequenas lacunas do conhecimento cientifico.
Mas o facto de encontrarmos explicação para o funcionamento de um dado fenómeno não invalida que o mesmo tem uma Causa Inteligente. Nós podemos explicar o funcionamento dum carro mas isso não quer dizer que o mesmo não seja o resultado de design inteligente. Semelhantemente, nós podemos explicar (até certo ponto) o funcionamento da metamorfose da borboleta monarca, mas isso não invalida que o aparato tenha sido criado por Deus.
De notar que isto não é o mesmo que dizer que a ciência rejeita "à priori" que existam Deuses , fantasmas ou duendes, por exemplo.
A ciência não rejeita à priori a existência de Deus, mas o naturalismo sim.
Apenas que se eles existem, então vamos ter que encontrar observações que só possam ser explicadas pela sua existência.
Curioso que o João peça "observações" do sobrenatural, mas no que toca a coisas que ele acredita (a vida a criar-se a si mesma, dinossauros a evoluírem para pássaros, animais terrestres a evoluírem para baleias) o João já não pede observações, mas aceita aquilo que ele chama de "evidências". Para o naturalismo aceitar a existência de Deus, nós temos que observar Deus, mas para aceitar a evolução de um dinossauro para um pássaro, já não é preciso observar tal evento místico.

Textos como os do João mostram que os requerimentos "científicos" do João são totalmente arbitrários e emotivos. Ciência é aquilo que o João diz que é, e mais nada.

Podem ver o post integral do João aqui, mas o mesmo pode ser resumido com a seguinte frase:

Ciência é aquilo que suporta o ateísmo.

Romanos 1:22 - Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos,

sábado, outubro 10, 2009

Porquê o Senhor Jesus Cristo e não outro "deus?

Mas, mesmo que haja um vídeo a mostrar
a criação do mundo por um ser poderoso,
daí apenas poderemos depreender que
ele é poderoso e criou o mundo.
(Priscila Rêgo -A noção de naturalismo“)

Alguns ateus têm achado "estranho" eu identificar o Criador como sendo O Senhor Jesus Cristo, por assumirem que a identidade dO Criador é impossível (ou improvável?) de se saber apenas e só a partir daquilo que foi criado. Tendo isto em conta, eles afirmam que a minha identificação vai para além daquilo que seria possível saber a partir das observações. A Priscila Rego diz:

O problema dos criacionistas é que propõem uma explicação tão minuciosamente recortada que se torna impossível de avaliar pelos dados disponíveis.
Ela acrescenta ainda:
Os criacionistas dizem que Deus é omnipotente, proíbe a homossexualidade e teve Um Filho chamado Jesus.
O ateu Ludwig acrescenta neste post que
Não é claro como excluiu todas as outras divindades

Os ateus têm razão

Por incrível que pareça, ambos têm razão no ponto que levantam: é de sobremaneira difícil identificar QUEM é o Criador *apenas* e só por aquilo que foi criado. Sabemos pela criação que há Um Criador, mas como Ele, qual é a Sua Maneira de Ser, o que quer de nós, é algo que Ele Pessoalmente nos comunica.

Para melhor se ver o ponto que eles levantam, vejamos a seguinte analogia:

Imaginem que vocês fazem parte de um grupo de exploradores que é o primeiro a chegar a uma casa, numa área remota do planeta. Ao chegarem a casa, reparam na arrumação presente,nas prateleiras em ordem, nas mesas limpas e bem arrumadas e as camas feitas elegantemente. Vocês não sabem *quem* é o morador da casa, mas sabem que *tem* que existir um. Vocês logicamente inferem que há alguém que mora nessa casa devido à ordem e organização presentes.

O mesmo se passa com os humanos em relação a Deus. Nós podemos observar a ordem, design, e propósito existentes na natureza, e, sabendo de antemão que tais coisas (ordem, design e propósito) tem *sempre* uma causa inteligente, logicamente inferimos o mesmo não só para o universo mas também para a vida lá contida.

Mas Quem é o Criador?

Mas agora o ateu correctamente afirma que o facto de existir Uma Causa Inteligente não justifica que se conclua que o Criador é O que está Descrito na Bíblia.

Voltemos à analogia descrita em cima.

Se o dono da dita casa chegar, identificar-se e se revelar como ele é, e eu ao cruzar aquilo que ele diz com o que está na sua casa, verificar que os dados estão de acordo, não devo então dirigir-me o dono da casa pelo seu nome? Seria ilógico eu saber quem é o dono da dita casa mas falar dele como se não soubesse quem ele é.

Do mesmo modo, nós ao cruzarmos aquilo que Deus diz com a mundo à nossa volta, vê-mos que as observações estão plenamente de acordo com a Bíblia, e como tal identificamos o Criador como sendo o Senhor Jesus Cristo.

João 1:3
Todas as coisas foram feitas por Ele [Jesus Cristo], e, sem Ele, nada do que foi feito se fez.

Conclusão:

Daquilo que foi criado, cientificamente inferimos Um Criador.

Da Bíblia sabemos COMO é o Criador, e o que Ele espera de nós.

sexta-feira, outubro 02, 2009

Funcionamento não explica origem

Este é um excerto de uma resposta que foi dada ao Ludwig.

Podem vêr mais comentários nest post.

Há uns séculos não havia língua portuguesa. Hoje muita gente fala português. Responde-me então isto: com quem aprendeu a falar a primeira pessoa que falou português?
Com as pessoas ao seu lado que, embora não falassem o português de hoje, falavam o suficiente para permitir a comunicação e a troca e uso de novas palavras que mais tarde originaram o que hoje conhecemos como português. Tudo isto por design inteligente. Foi isso que aconteceu com a origem da mosca?

Como vês, essa analogia não é realista uma vez que a transformação da linguagem é um processo modificado segundo selecção artificial inteligente e não por selecção não-inteligente.

Segundo, a tua pergunta também não explica a tua posição de fé em assumir que as forças presentemente em operação são as mesmas que originaram o aparecimento das moscas.

Quando descobrires que escolher essa pessoa é completamente arbitrário porque a língua portuguesa evoluiu gradualmente pela acumulação de pequenas diferenças na fala entre pais e filhos estarás bem encaminhado para perceber que o teu problema da origem da primeira mosca é um falso problema.
Mas eu não tenho problemas com a origem da mosca. Eu sei como elas surgiram. A minha questão é a tua fé de que as forças que hoje funcionam são as mesmas que geraram a mosca inicialmente.

Modificações verdadeiramente acontecem, e aquelas que já foram documentadas estão bem dentro da crença de que Deus criou o universo em 6 dias, há cerca de 6000 anos atrás. O problema é que por mais longe no tempo nós recuemos, as modificações não parecem modificar as formas de vida de forma evolutivamente significativa (nem de forma que contradiga a Bíblia).

Dada esta situação, porque assumir que aquilo que hoje não acontece, aconteceu no passado não observável? Porquê assumir que a funcionalidade da mosca actual explica a origem da mosca primordial?

Funcionalidade não explica a origem, como tu muito bem mostraste com o exemplo do relógio, mas quando passas para a mosca queres explicar a origem segundo processos actualmente observáveis. O facto de haver reprodução não implica necessariamente que ESSE é o método a partir do qual a mosca surgiu.

Imagina que os seres humanos conseguem construir um relógio que consegue se reproduzir. Será que vais assumir que as mecânica interna do relógio está por trás da sua origem? Claro que não.

No entanto é exactamente isso que fazes com a mosca.

Outra coisa que convém dizer é que a modificação e ramificação do latim não explica a ORIGEM do latim.

segunda-feira, agosto 24, 2009

A Contínua Equivocação entre o Naturalismo e a Ciência

Por mais que se tente demonstar que o naturalismo e a ciência são entidades distintas, existem ateus que não querem separar as duas. Por mais que se mostre que o naturalismo é uma filosofia e que a ciência é, entre muitas outras coisas, uma actividade, os ateus continuam a equivocar uma com a outra.

Um dos ateus que caiu no mesmo erro foi a Priscila Rêgo (PR) no post "A noção de naturalismo".

Como é normal entre os evolucionistas (especialmente os ateus), não poderia deixar de existir o tom condescentente:

O meu post de estreia pega em duas coisas que me são caras. O primeiro é o criacionismo, com o qual me divirto imenso.

Tendo lido a Relato Bíblico da Criação algumas vezes, pergunto-me que parte da mesma é que a PR acha "engraçada". Suponho que deve ser a parte que diz que os dinossauros evoluiram para passarinhos, ou que a vida criou-se a si mesma, ou ainda a que diz que animais terrestes aprenderam a nadar e tornaram-se em baleias, certo? Ah, não, espera! Quem afirma essas coisas é a teoria da evolução.

Segundo o Jónatas, a ciência parte do princípio de que o mundo funciona segundo processos naturais.

A ciência ou o naturalismo? A ciência não assume que "o mundo funciona segundo processos naturais". A ciência assume muitas coisas, sendo a crença de que o mundo funciona segundo processos racionais (sejam eles "naturais" ou "sobrenaturais") uma delas. O naturalismo é que assume que todos os eventos que alguma vez se verificaram no universo têm uma "explicação naturalista". Isto é uma posição de fé.

Será mesmo verdade que a ciência exclui Deus das explicações?

O naturalismo, e não a ciência, é que exclui Deus da explicações. A ciência aceita todas as explicações que tenham evidências.

Os cientistas não assumem que o Universo foi criado por Deus, tal como não assumem que foi criado pelo Vale e Azevedo. Com tantas possibilidades, nunca mais saíamos da pura especulação

Os cientistas naturalistas não assumem que Deus criou o mundo, mas outros cientistas assumem-no e fazem o seu trabalho alegremente. Aliás, tal como já foi dito várias vezes, os fundadores da ciência moderna eram pessoas que sabiam que Deus era o Criador. A sua pressuposição não foi de maneira nenhuma um impedimento para o seu trabalho científico, contrariamente ao que a PR acredita.

A exclusão de Deus é de facto um ponto de partida mas de forma alguma um axioma inamovível. Se houvesse observações directas de um Deus a ter criado o Universo, é óbvio que a ciência teria de o incorporar numa explicação da origem do Universo.

Por outras palavras, Deus só seria Uma Explicação Válida se nós pudéssemos observá-Lo a criar o universo. Como não podemos observá-Lo a fazer isso, então Ele não pode ser a Causa do Universo, ou não pode ser Uma Explicação "científica".

Este tipo de lógica auto-refutante é a mesma que encontrámos entre muitos ateus. Para se vêr isso, ficam aqui as perguntas:
1. Alguém alguma vez viu um dinossauro a evoluir para uma áve? Não.
2. Alguém viu a vida a criar-se a si mesma sem intervenção Inteligente? Não.
3. Alguém alguma vez viu um animal terreste a evoluir para uma colossal baleia ? Não.
4. Alguém observou os milhões de anos a decorrer? Não.

A PR nunca viu nenhum dos eventos acima mencionados (como ela de certeza vai confirmar) mas ela aceita-os como "factos científicos". Como é que eles podem fazer parte da ciência se, segundo a definição de "ciência" da PR, eles nunca foram observados enquanto decorriam?

Voltando para Deus; pelo que foi dito em cima, podemos vêr que a observação empírica de um evento não é a razão pela qual a PR os aceita (ou rejeita), uma vez que ela aceita a evolução do dinossauro, da baleia e do próprio homem embora ela nunca os tenha observado. [Aqui mais uma vez vêmos que têmos duas definições de ciência: temos a ciência que era aceite pelos criacionistas Mendel, Galileo, Pascal, Newton, Faraday e muitos outros, e temos a "ciência" (naturalismo) que acredita que Deus não faz nada no universo. A PR usa a segunda definição e tenta torná-la a "oficial"]

A razão pela qual a PR rejeita Deus como Explicação Plausível não é porque nunca observamos o Seu Acto Criativo, mas sim porque ela tem fé no naturalismo. O naturalismo, obviamente, nega a existência de forças que vão para além das forças da Física e da Química tal como as conhecêmos hoje.

A PR, tal como o Ludwig, esconde o seu ateísmo/naturalismo por trás da "ciência", mas como se pôde ver em cima, a máscara cai quando voltamos o holofote científico na sua direcção e questionamos coisas que eles tomam como "científicos".

Suponhamos que o João é fulminado por um raio. A explicação mais óbvia reside apenas na má sorte de ter estado no sítio errado à hora errada. Mas se descobrirmos que o José tinha criado uma máquina terrível de controlo dos campos electromagnéticos que lhe permite manipular os relâmpagos, é perfeitamente razoável aceitar essa explicação.

Reparem que neste exemplo nós não observamos o João a ser fulminado, mas sim interpretámos os dados para saber qual é a explicação mais razoável. Reparem também que no mesmo post a PR diz que para algo ser científico o mesmo tem que ser observado a decorrer, mas depois diz que já não é preciso observarmos para ser científico. As contradições do ateísmo não param de me surpreender.

Os médicos legistas estão habituados a isso, quando descobrem que uma morte por causas naturais se trata, afinal, de suicídio. O princípio é o mesmo: perceber que por trás de um acontecimento aparentemente natural e não intentado se esconde uma mão bem humana. Não é preciso saltar de paradigma

Tal como em cima, reparem mais uma vez que a PR está a falar de medicina forense que lida com eventos passados (não observáveis). A PR aceita a medicina forense como ciência, no entanto essa mesma ciência lida com eventos que não podem ser duplicados. No entanto, em cima a PR afirmou que para Deus ser Uma Explicação científica, nós teríamos que observá-Lo a criar o universo.

Não podemos voltar a matar uma pessoa de modo a saber mais sobre a causa da morte. O que se faz é interpretar as evidências e inferir a melhor explicação. Curiosamente, é exactamente isso que se faz com a teoria do Design inteligente. A teoria postula Uma Causa Inteligente por trás do design presente na biosfera precisamente porque as evidências estão de acordo. O Criacionismo Bíblico, por sua vez, vai mais longe ao afirmar que não só o universo é resultado de design, mas que o Designer é a Pessoa do Senhor Jesus Cristo.

O problema dos criacionistas é que propõem uma explicação tão minuciosamente recortada que se torna impossível de avaliar pelos dados disponíveis.

Não necessariamente. Ao postularmos Uma Causa Inteligente por trás do design biológico, os criacionistas estão bem actualizados em relação aos achados científicos mais recentes. Uma das coisas que a ciência têm revelado é o elevado nível de complexidade especificada presente nas formas de vida. Sempre que nós encontramos estruturas com as características presentes nas formas de vida (interdependência, funcionalidade, especificidade, elegância, informação codificada) nós inferimos sempre causas inteligentes. Como essas mesmas estruturas estão na vida biológica, então seria ilógico não inferir Uma Causa Inteligente.

Claro que o ateísmo impede algumas pessoas (provavelmente a PR) de inferir Uma Causa inteligente por trás da biologia uma vez que isso seria uma evidência demasiado poderosa a favor de Deus. Como tal, a PR e os demais ateus distorcem as leis e o funcionamento da ciência como forma de manter o ateísmo intocável.

Pois bem, a PR tem o direito divino de escolher a filosofia de vida que bem quiser, mas ela não tem o direito de distorcer a ciência sempre que ela aponta na direcção de Deus.

Os criacionistas dizem que Deus é omnipotente, proíbe a homossexualidade e teve um filho chamado Jesus. Mas, mesmo que haja um vídeo a mostrar a criação do mundo por um ser poderoso, daí apenas poderemos depreender que ele é poderoso e criou o mundo.

Reparem que mesmo que haja "um vídeo", a PR não parece ficar muito inclinada a ser criacionista. Mesmo que veja o Senhor Jesus Cristo a criar a vida, a PR ainda vai afirmar que "pode ser Alá como Odin".

O pior cego é aquele que não quer vêr.

Obviamente que se nós somos cristãos, estamos a falar do Nosso Deus e do Livro que Ele nos deixou. Se as evidências estão de acordo com o nosso Livro, porque é que depois de todas as evidências oferecidas o ateu ainda diz "Ah, mas se calhar era o Alá o o Odin!" ? Que venham os adoradores de Odin e de Alá e que ofereçam as evidências para o seu relato da criação, tal como os adoradores de Darwin oferecem as suas "evidências".

No fundo, o que os criacionistas pedem é que da existência de arsénico no copo da vítima se deduza que o assassino foi o Joaquim Otávio, que calça 45 e é fanático pelo Oliveirense

Mas nós não só temos o "arsénico" no copo, mas temos o BI no bolso (o que revela o seu nome), temos os seus sapatos ainda consigo, e temos as bandeiras do Oliveirense espalhadas pela casa. Temos boas razões para inferir que ele se chama Joaquim Otávio, calça o 45 e é fanático pelo Oliveirense.

Semelhantemente, nós não só temos as evidências científicas que suportam a posição cristã, mas temos os relatos históricos da interacção entre Deus e os homens (codificados infalivelmente na colecção de Livros chamada de "Bíblia"), temos as evidências arqueológicas que suportam a historicidade da Bíblia, e temos os testemunhos pessoais do poder transformador do Senhor Jesus Cristo.

Tendo uma tão "grande nuvem de testemunhas" (Hebreus 12:1) seria irracional postular que "se calhar foi o Alá ou o Odin".

Mas o ateu tem mais fé do que eu, portanto, tudo é possível como ele..

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