Mostrar mensagens com a etiqueta Ciência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ciência. Mostrar todas as mensagens

sábado, fevereiro 05, 2011

A ciência pode detectar os efeitos de design inteligente

A maior parte dos evolucionistas alega que as teorias científicas só podem usar explicações naturalistas. O problema é que eles oferecem este argumento como critério científico para distinguir o que é a ciência e o que não é. Os seus esforços visam tornar a teoria da evolução "científica" e o criacionismo ou o design inteligente "não científico" por definição.

No entanto este critério para a ciência está manifestamente errado uma vez que nada na ciência suporta a tese de que TUDO tem que ter uma explicação "naturalista".

A ciência é a constante procura da verdade. A ciência pode colocar mais peso nas explicações naturais mas isso não significa que a ciência em si se restrinja ao naturalismo. Do ponto de vista lógico faz sentido começar por procurar explicações naturais uma vez que tais eventos constituem a esmagadora maioria dos eventos que ocorrem no universo.

Mesmo a Bíblia, sendo um Livro com origens Sobrenaturais, contém muito poucos milagres e eventos chamados "sobrenaturais".

Detectando o Design Inteligente.

Imaginem que um polícia-detective investiga o desaparecimento dum carro. O carro tinha sido visto pela última vez estacionado numa descida perto da casa do dono. O detective não está constrangido a considerar apenas design inteligente (furto). Até pode ter acontecido que os travões tenham falhado e o carro tenha deslizado pela rua abaixo. Esta é uma explicação natural para o desaparecimento do carro e ela tem que ser levada em conta. O detective, tal como o cientista, está em busca da verdade.

O que une o detective e o cientista é que as suas explicações tem que depender nas evidências empíricas, evidências assimiláveis com um ou mais dos nossos sentidos. No entanto esta dependência não anula o facto de tanto o cientista como o detective serem capazes de detectar o design inteligente.

As ciências históricas reconhecem o design inteligente. Quando os arqueólogos investigam pedras e outros objectos antigos, muitas vezes eles podem saber se os mesmos tem uma origem natural ou uma origem inteligente. A Arqueologia muitas vezes vai mais longe e consegue perceber a cultura dos criadores de certos artefactos apenas e só analisando os ditos artefactos.

Tendo isto em conta, podemos declarar que não há razões científicas para se aceitar o design inteligente na Arqueologia mas excluir o Design Inteligente da Biologia.

O Homem de Piltdown confirma: é possível detectar design.

O Homem de Piltdown (HP) foi uma fraude evolutiva. Os perpetradores são ainda desconhecidos mas os cientistas sabem que houve um perpetrador. Os cientistas não tiveram que apanhar o falsificador em flagrante para determinar a sua existência. Os detalhes do caso fizeram o "design inteligente" (falsificação) evidente e as explicações naturalistas não suportáveis.

O que foi o Homem de Piltdown?

Em meados de 1908 um grupo de evolucionistas escavava perto de Piltdown (Inglaterra) em busca dos fósseis dos imaginados ancestrais humanos. Vários fósseis aparentado antiguidade foram encontrados na área.

Os ossos - conhecidos como "Homem de Piltdown" - incluíam um crânio e uma mandíbula. Esta mandíbula aparentava ser de um macaco e continha dois dentes molares "lisos" (tal como se encontram nos seres humanos mas nunca se encontravam nos macacos).

Infelizmente a mandíbula estava partida em duas zonas que poderiam determinar a quem pertencia o crânio: na área do queixo e na área da articulação com o crânio.

Durante cerca de 40 anos os evolucionistas discutiram o lugar do HP na linhagem humana.

Nos anos 50 do século passado os cientistas eventualmente detectaram a fraude em torno do HP. As 3 linhas de evidências que finalmente convenceram os evolucionistas que eles haviam sido enganados foram:

  • 1. Quando os ossos são enterrados, eles rapidamente absorvem flúor do solo. Testes químicos mostraram que os ossos continham uma pequena quantidade de flúor. Isto indicava que os ossos não estavam enterrados há muito tempo.
  • 2. A superfície dos dentes continha marcas de riscos muito pouco usuais, presumivelmente de uma lima ou lixa usada para remodelar os dentes.
  • 3. Os ossos continham manchas de potássio de bicromado, fazendo com que os mesmos aparentassem ser antigos.

Mais tarde os cientistas mostraram que o HP havia sido fabricado com um crânio humano e uma mandíbula de orangotango. Este fóssil evolutivo foi finalmente destruído pela ciência.

Para além dos cientistas terem mostrado que o Homem de Piltdown não era um fóssil de um ancestral humano como erradamente pensavam os evolucionistas, foi também possível ficar a saber um pouco do falsificador. O mesmo sabia o que incluir na falsificação de modo a tornar o fóssil convincente, e mais importante ainda, sabia o que não incluir no dito fóssil. O falsificador engenhosamente deixou de fora o queixo e a junção da mandíbula - exactamente as duas estruturas que poderiam revelar a farsa se estivessem presentes.

O falsificador estava bem ciente do ambiente científico e conhecia bem a anatomia humana e a anatomia dos macacos.

Conclusão:

Este exemplo mostra como é possível a ciência distinguir entre causas inteligentes e causas naturais (sem inteligência, sem visão, sem plano e sem propósito). Este exemplo mostra também que a ciência pode ir mais além e deduzir o carácter do designer e as suas motivações. A ciência faz isso analisando o padrão dos dados.

Do mesmo modo, é possível nós analisarmos o padrão dos dados da Biologia e claramente observar que a informação genética tem Uma Causa Inteligente. Para além disso, se observarmos o padrão que a Biologia revela, podemos ficar a saber um pouco mais das motivações e Carácter do Designer.

O design inteligente é científico e nada do que os militantes ateus digam pode contradizer esse facto.

Isaías 40:28-31

"Não sabes, não ouviste, que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? não há esquadrinhação do Seu entendimento. Dá esforço ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os mancebos certamente cairão, Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, subirão com asas como águias: correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão."


Modificado a partir das páginas 29 e 30 do livro "The Biotic Message" (Walter ReMine)

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Deus criou o sistema óptico; homem tenta imitar

Então, em visão, falaste do teu santo, e disseste: Socorri um que é esforçado, exaltei a um eleito do povo.
Salmo 89:19


Não é só a complexidade dos sistemas biológicos que é tão desafiadora; a incrível perspicácia manifesta no seu design também é de se apreciar. A perspicácia do design biológico é particularmente evidente quando é manifestada em soluções para problemas análogos àqueles que nós nos deparamos na nossa tecnologia.

Sem a a existência da câmaras e dos telescópios, a maior parte da perspicácia e brilhantismo do design dos olhos passaria despercebido. Embora as componentes anatómicas dos olhos fossem já bem conhecidas por parte dos cientistas do século 15, a perspicácia do seu design não foi muita apreciada até ao século 17, quando a óptica rudimentar na formação de imagens foi claramente expressa por Kepler e mais tarde por Descartes.

No entanto, foi só nos séculos 18 e 19, aquando da altura em que a construção de instrumentos ópticos tornou-se mais complicada, usando uma íris móvel, um engenho de focagem, e correcções para aberrações esféricas e cromáticas - tudo isto funções que tem equivalências na vista - que a perspicácia do sistema óptico pôde ser finalmente apreciado por parte de Darwin e os seus contemporâneos.

Sabemos hoje que o sistema óptico e um instrumento muito mais sofisticado do que era apreciado a 100 anos atrás. Estudos electro-fisiológicos revelaram as conexões minuciosas entre as células nervosas da retina, células essas que permitem a que o olho possa desempenhar variados tipos de processamento preliminar de dados de informação visual antes de transmiti-los em forma binária até ao cérebro.

A inteligência destes mecanismos foi mais uma vez ressalvada pela sua íntima analogia ao tipo de processos de intensificação e clareamento de imagens levados a cabo pelos computadores.

Hoje em dia é mais acertado pensar numa câmara de televisão quando se pensa numa analogia para o sistema de visão.

Conclusão:

Quão Poderoso é o Nosso Deus e quão ilógicos são todos aqueles que acreditam que sistemas de processamento de dados são o resultado de forças não inteligentes.

Os meus olhos estão continuamente no Senhor,
pois Ele tirará os meus pés da rede
Salmo 25:15


sexta-feira, janeiro 14, 2011

Ludwig confunde descrição com prescrição

Ludwig diz:
E se defendes que Maria era virgem sem apresentar evidências suficientes para contrabalançar tudo o que a biologia indica.
Não há nada na "Biologia" que invalide a Incarnação.

A ciência é um processo descritivo e não prescritivo. A gravidade diz-me que se eu deixar cair um objecto, ele vai ser atraído para o centro da Terra (se não estiver a acelerar em direcção contraria). Mas se enquanto ele está a cair eu pegar nele e sustê-lo na minha mão, isso não refuta a gravidade. Ou refuta?

Semelhantemente, a anatomia diz-nos a forma segundo a qual Deus estabeleceu como os mamíferos se devem reproduzir. No entanto as leis naturais criadas por Deus não invalidam que Deus possa operar de forma que vá para além delas, da mesma forma que as leis naturais não impedem que eu possa pegar num objecto enquanto esta está em queda - suspendendo assim os efeitos da lei da gravidade (não a lei da gravidade, como muitos naturalistas erradamente pensam).

Como é normal nos naturalistas, vocês confundem "descrição" com "prescrição".

estás na mesma posição do Mats e do perspectiva, que também acreditam em coisas contrárias ao que a ciência nos diz.
Palavras interessantes de alguém que acredita que a vida criou-se a si mesma, que universos geraram-se a si mesmos, que répteis evoluíram para passarinhos, que lobos/vacas evoluíram para baleias e códigos informacionais escrevem-se a eles mesmos.

"Ciência" versus História

Tenho que admitir, Scott Locklin identifica a invenção da ciência muito antes do que eu pensava; sempre pensei que era assumido a mesma ter iniciado com Galileu, o alegadamente pai da Ciência. Claro que nenhuma das versões se ajusta ao revisionismo histórico dos secularistas ateus e a sua fixação apaixonada na ideia ridícula da "guerra" entre a "ciência" e a religião:
A viagem de Bento XVI acabou e o santimonial Richard Dawkins não conseguiu prendê-lo em nome do humanismo secular. Embora eu não seja um crente, eu frequentemente questiono-me àcerca dos ateus profissionais que se cobrem sob o manto da "ciência". Será que eles sabem alguma coisa de História?

O que nós hoje em dia chamamos de "ciência" é algo inventado por seres humanos e não algo que emergiu da testa de Jove em tempos passados. Há uma data exacta antes de qual não há ciência e depois da qual há ciência. Isto não é polémico ou misterioso: nós sabemos exactamente quando é que isso aconteceu, e alguns dos manuscritos que inventaram a ciência e o pensamento moderno ainda existem.

O primeiro cientista da História foi Robert Grosseteste, embora o seu trabalho seja pouco conhecido na educação popular dos dias correntes. Ele nasceu em cerca de 1170 no seio de uma família humilde de Suffolk. Ele descobriu a sua vocação na Igreja Católica - uma fonte importante de mobilidade social desses tempos tal como o sistema universitário o é hoje.

Foi Grosseteste quem formulou a primeira descrição do processo científico. Ele foi o primeiro europeu (em séculos) a estudar o trabalho de Aristóteles e a estudar os escritos do filósofo natural Abu Ibn al-Haytham.

A partir destes pensadores ele desenvolveu a ideia de "composição e resolução" que é o método científico em si.

Interessante.

E claro que a resposta à pergunta citada em cima é "Não, os ateus profissionais não sabem nada da História da ciência".

Como regra geral podemos dizer que, sempre que a "ciência" contradiz a História, é mais seguro e mais sensato apostar na História.

Original

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Rigor evolutivo


Apenas uma taxa de erro na ordem dos 67%. Problemático? Não se és um biólogo evolucionista. Porque é que as pessoas não ficam surpresas quando ficamos a saber dessas taxas de erro? Não deveriam ser alarmantes?

Não deixa de ser espantoso como alguns cientistas continuam a meter as suas foices ignorantes em searas alheias quando muitos nem entendem muito daquilo que são os objectos de estudo das suas disciplinas científicas:

A vida floral mundial é muito menos diversa do que se pensava anteriormente. Esta constatação tornou-se óbvia quando se verificou que, apesar de haver nomes distintos para cerca de 1 milhão de plantas, apenas 1/3 delas são de facto únicas.

A "Royal Botanic Gardens", publicou online a "The Plant List", actualizando um projecto concebido pelo naturalista britânico Charles Darwin há cerca de 130 anos.

A lista tenta identificar todas as plantas conhecidas da ciência, e esse empreendimento teve o seu início nos anos 1880 com a ajuda do supracitado Darwin. A revisão encontrou 300,000 espécies únicas e 480,000 sinónimos para estas espécies, o que significa que muitas foram "descobertas" e nomeadas várias vezes.

Outros 260,000 nomes foram listados como "não resolvidos", o que indica que os botânicos ainda não foram capazes de determinar se elas são espécies distintas ou uma duplicação das 300,000.

Sim, o facto dos biólogos não serem capazes definirem de forma coerente o que é uma espécie (ou mesmo identificar uma) põe em causa as várias teorias evolutivas sobre a origem das tais espécies (seja lá o que "espécie" signifique).

"Bem, nós não somos capazes de vos dizer o que isso é (nem o que a palavra "isso" significa) quando examinamos coisas que estão bem à nossa frente, mas somos capazes de vos dizer com absoluta certeza como, e a partir do quê, estas coisas que nós não somos capazes de identificar ou definir, se desenvolveram há milhares de anos atrás."

Eis aqui uma parte hilariante:
Apesar da falta de diversidade entre as plantas, os botânicos e os cientistas associados com o projecto saudaram-no como um marco por diversas razões.
Parabéns. Vocês foram capazes de descobrir o quão ineptos os vossos colegas tem sido durante os últimos 130 anos.


Moral da história: os biólogos evolucionistas mantiveram um erro na ordem dos 67% durante 130 anos em formas de vida que estão bem à nossa frente, mas no entanto temos que acreditar no que estes mesmos evolucionistas nos dizem sobre animais que viveram há milhares de anos atrás. Se acreditas nisto, então tenho uma ponte para te vender.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Preconceito naturalista: deuses pagãos? Ok. Deus da Bíblia? Não!

Uma reportagem que analisou um dos milagre que o Senhor Jesus fez há mais de 2000 foi recentemente retirado duma publicação médica. A revista Virology Journal havia publicado um artigo (escrito por pesquisadores chineses) que detalhava o caso duma mulher com febres altas que o Senhor Jesus curou. Os autores do estudo especularam que a mulher poderia ter gripe.

Algumas semanas após ter sido publicado, a blogsfera cristofóbica e Teofóbica tratou de ridicularizar e desrespeitar o trabalho de pesquisa dos cientistas. Devido a isto, a Virology Journal pediu desculpas e retirou o artigo da circulação.

Uma vez que a ciência moderna e a tecnologia são normalmente empregadas na pesquisa de eventos passados, porque é que este artigo em particular gerou tanta polémica? Nenhuma razão científica foi oferecida mas muitas razões ideológicas.

Um colunista escrevendo para a LiveScience disse:

Os autores do estudo diagnosticaram a mulher que [o Senhor] Jesus curou como sofrendo de gripe. Se os pesquisadores tivessem examinado algum documento recentemente descoberto, um corpo mumificado, ou outra tipo de evidência forense, isso seria uma coisa. Agora, usar os Evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas da versão King James da Bíblia como a única base de dados torna o "Virology Journal" parecer a revista "Mad" ou o "The Onion.
Considerando que Marcos, Mateus e Lucas foram testemunhas oculares e escritores históricos do seu tempo, serão eles menos fiáveis que, por exemplo, Platão?

Há cerca de 2,000 anos atrás o filósofo grego descreveu a cidade perdida de Atlantis que supostamente se afundou no mar. A alusão a esta cidade iniciou a busca dos seus restos arqueológicos ou outro tipo de evidência em seu favor.

No ano de 2005 a revista científica Geology, que "os geólogos profissionais e estudantes universitários.......usam....para se manterem actualizados no que toca as tendências das pesquisas científicas" publicou um artigo intitulado de "Destruction of Atlantis by a Great Earthquake and Tsunami? A geological analysis of the Spartel Bank hypothesis."

Platão é o primeiro escritor a mencionar a cidade, e os outros comentários acerca dela são baseados na sua narrativa. Os seus escritos também mencionam o envolvimento do deus grego Poseidon, em cujos cuidados os outros deuses gregos haviam deixado Atlantis. Aparentemente Poseidon havia-se enamorado por uma mulher mortal, Cleito, que deu à luz cinco pares de gémeos masculinos.

Curiosamente, apesar de todas estas referências a deuses e ao seu envolvimento na vida humana, os escritos de Platão foram tão levados a sério que fomentaram não só estudos arqueológicos mas também estudos geológicos.

Pergunta para os naturalistas que subverteram a ciência e agora dominam as publicações científicas: o que é que faz dos escritos de Platão evidência suficiente para os geólogos iniciarem as suas pesquisas em torno de eventos passados, mas faz os escritos Bíblicos clinicamente e cientificamente inválidos à priori por parte dos médicos chineses? Até o Darth Vader fez uma aparição na revista Psychiatry Research:

Segundo alguns pesquisadores, a transformação de Anakin Skywalker para Darth Vader pode ter mais a ver com questões psicológicas do que com a Força.
Outros eventos Bíblicos (incluindo a estrela de Belém) foram usados para investigações científicas - especialmente em tentativas de as refutar. Porque é que alguns "eventos sobrenaturais" podem ser usados como base para a ciência mas os eventos sobrenaturais da Bíblia não podem?

Ao contrário da Guerra das Estrelas, a Bíblia é um Livro Histórico que contém comentários que, cientificamente falando, nunca podem ser barrados de escrutínio científico. As pesquisas vão continuar quer os jornais com "revisão de pares"publiquem os artigos ou não.

Conclusão:

O facto do artigo dos pesquisadores chineses ter sido retirado demonstra duas coisas:

  • A descriminação propositada contra visões que contradigam a cosmovisão mantida pela comunidade científica secular;
  • A habilidade dos jornais "científicos" de retirarem artigos científicos devido à pressões da opinião pública.
A rejeição do trabalho dos cientistas por parte da comunidade ateísta não foi baseada em argumentos científicos mas em argumentos anti-cristãos. Os ateus sentem-se fragilizados sempre que a ciência e a Bíblia se mostram em harmonia, e por isso tentam a todo o custo usar a censura como forma de esconder a harmonia que há entre uma e outra.

Este evento mostra bem como as crenças pessoais podem moldar a forma como fazemos análises científicas.


quinta-feira, dezembro 30, 2010

Cientistas com 8 anos publicam artigo em jornal revisto pelos infalíveis pares

Não se sabe se esta iniciativa põe as crianças sob boa luz ou se faz com que os cientistas fiquem mal vistos.

Como é possível que uma revista científica sujeita a revisão de pares publique material escrito por crianças? Durante a altura do ClimateGate a frase "revisto por pares" era suposto acabar com todo e qualquer debate uma vez que (supostamente) tudo o que passa pela revisão de pares é impecável e a ciência por trás dela inquestionável.

Uma revista científica da prestigiosa Royal Society publicou um estudo conduzido e escrito por estudantes de 8 anos.

Baseados no trabalho levado a cabo no pátio duma igreja, as crianças investigaram a forma como os abelhões viam as cores e os padrões. A organização científica diz que o projecto escolar das crianças reportou descobertas que são "um genuíno avanço" nas áreas de coloração insectívora e na área de reconhecimento de padrões.

Os cientistas que comentaram o trabalho das crianças afirmam que, embora as experiências fossem modestas e não tinham análise estatística, elas aguentavam-se bem quando comparadas com o trabalho de especialistas treinados.

Como é que um trabalho sem análise estatística pode ser publicado numa revista científica? O que é que isto nos diz sobre o rigor do "peer-review"?

Conclusão:

Talvez esta falta de rigor nas revistas científicas actuais explique a sua devoção em torno da teoria da evolução. Para quem acredita que répteis evoluíram para pássaros, acreditar que crianças de 8 anos podem trazer "um genuíno avanço" à ciência é um pequeno passo.

Esta notícia mostra também que o facto de algo passar o peer-review (revisão de pares) não significa que seja de facto científico. Há muito jogo de poder e muitos interesses envolvidos nas revistas científicas. Algumas teorias podem ser firmemente confirmadas pelos dados observacionais mas serem rejeitadas das publicações científicas por motivos políticos (Aquecimento Global) ou ideológicos (Criacionismo).

A influência Judaico-Cristã sobre a ciência moderna

http://www.americanvision.org/articlearchive2007/08-15-07.asp

John D. Barrow, escrevendo no The World Within the World, comenta:

Já foi mesmo sugerido que essa visão teve um papel determinante no desenvolvimento bem sucedido da ciência nas culturas Ocidentais, e isso aconteceu porque essas culturas foram influenciadas pela tradição Judaico-Cristã, que promulgou a fé na racionalidade e na ordem da Natureza, durante um período da história em que as ideias humanas estavam intimamente ligadas a todo o tipo de noções mágicas e ocultas.
Hoje em dia, com o domínio das cosmologias "big bang" na astronomia e a desproporcional fé em Darwin entre os biólogos, podemos afirmar com algum nível de segurança que as noções "mágicas e ocultas" voltaram a fazer parte daquilo que chamamos de ciência.

domingo, dezembro 19, 2010

Os Dados Bíblicos são Historicamente Testáveis

Original.

The Bible has become a significant source book for secular archaeology, helping to identify such ancient figures as Sargon (Isaiah 20:1); Sennacherib (Isaiah 37:37); Horam of Gazer (Joshua 10:33); Hazar (Joshua 15:27); and the nation of the Hittites (Genesis 15:20). The biblical record, unlike other “scriptures,” is historically set, opening itself up for testing and verification.

Two of the greatest 20th-century archaeologists, William F. Albright and Nelson Glueck, both lauded the Bible (even though they were non-Christian and secular in their training and personal beliefs) as being the single most accurate source document from history. Over and over again, the Bible has been found to be accurate in its places, dates, and records of events. No other “religious” document comes even close.

The 19th-century critics used to deny the historicity of the Hittites, the Horites, the Edomites, and various other peoples, nations, and cities mentioned in the Bible. Those critics have long been silenced by the archaeologist’s spade, and few critics dare to question the geographical and ethnological reliability of the Bible.

The names of over 40 different kings of various countries mentioned in the Bible have all been found in contemporary documents and inscriptions outside of the Old Testament, and are always consistent with the times and places associated with them in the Bible. Nothing exists in ancient literature that has been even remotely as well-confirmed in accuracy as has the Bible.

sábado, dezembro 18, 2010

Vídeo: hotel de 15 andares construído em 6 dias

Será que também descansaram ao sétimo dia?


Claro que o record ainda pertence ao Senhor Jesus Cristo. Em seis dias Ele construiu os céus, a terra e os mares e tudo o que neles há.

"Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou." - Êxodo 20:11

domingo, dezembro 12, 2010

O começo do universo foi extremamente caótico.....talvez.

Este texto foi dos mais hilariantes que já li em relação à origem do universo.
Vocês devem conhecer o que os cientistas chamam de “efeito borboleta”, que significa que, se uma borboleta bater suas asas aqui, no Brasil, isso pode causar um tornado no Texas, Estados Unidos.

Recentemente, cientistas afirmaram que depois do Big Bang, a explosão que mais tarde criou o nosso mundo, o universo estava em caos.

Importante: segundo a cosmologia do "big bang", uma "explosão" criou o nosso mundo. Pondo de parte o ridículo de se acreditar em "explosões criativas", reparem que isto refuta o que muitos "big-banguistas" dizem. Segundo eles, o "big bang" não foi uma explosão mas só uma "expansão".
E, por caos, eles não querem dizer “bagunça” mas sim que pequenas mudanças podiam causar efeitos em larga escala – o efeito borboleta, por exemplo, seria um sistema caótico.
Portanto, não só acreditam em explosões com a capacidade de criar a ordem que nós vemos hoje em dia, como também redefinem o termo da palavra "caos".
Segundo esse novo estudo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o caos em nosso universo teria começado cerca de 0,0000000000000000000000000000000000000000001 segundos após o Big Bang. E teria durado um tempo ainda mais curto.
Como acho que deve ser óbvio, não há evidência para isto. Se substituirmos o número de cima por "2 segundos" ou "45 segundos" ou mesmo "4 horas" não há forma de refutar ou confirmar. Isto não é ciência.
Durante este tempo, o universo se expandiu. E essa expansão, como o próprio universo, foi provavelmente caótica.
"Provavelmente" ou talvez não. Nunca vamos saber.
Esse período de início do universo não é bem compreendido.
:-)

Não é "bem compreendido" mas não só se sabe que começou com uma explosão criativa, como também se sabe quanto tempo houve entre o big bang e o suposto caos que se seguiu.

Algumas teorias propõem que esta fase inicial caótica foi seguida por um período de rápida expansão, quando o universo dobrou de tamanho mais de 100 vezes dentro de uma fração de segundo.
Não se sabe qual é lei natural capaz de fazer isto. O big bang aparentemente depende de leis que nunca foram vistas em operação. (Mais ou menos como a teoria da evolução)
A ideia do caos é para ser realmente assustadora.
É mais hilariante que assustadora.
Estudos anteriores já haviam sugerido que o caos reinou no universo durante seus primeiros momentos, mas essa nova pesquisa ofereceu o que os cientistas chamam de “argumento férreo” para o caso.

Os estudos anteriores tiveram resultados muito variados, e alguns cientistas sugerem que isso aconteceu por causa do fato de que diferentes observadores tendem a perceber o tempo de forma diferente.

Sim, no que toca ao big bang cada cientista pode inventar o que bem entender. Porquê? Porque não dependa de observações mas de conjecturas e hipóteses não sujeitas a confirmação empírica.

Ao contrário disto, as observações que são realmente científicas são as mesmas independentemente de quem as faça. Esta é a diferença entre ciência empírica e ciência histórica. Enquanto que a primeira depende das observações, a segunda está muito dependente das crenças pessoas do observador.

Isso significa que diversos cientistas, quando estudam o mesmo problema, podem concluir coisas diferentes.
Mostrando de forma clara que o big bang não faz parte da ciência operacional ou empírica.
Porém, os novos cálculos dos pesquisadores brasileiros provam que essa propriedade do universo é absoluta, independentemente da relativa coordenada do observador.
Pelo menos até o próximo observador anunciar as suas conclusões.
Eles se basearam na aplicação de cálculos para os últimos modelos cosmológicos do universo. Se estes modelos se provarem imprecisos, então o universo pode não ter nascido no caos.

Ou seja, segundo os pesquisadores, a principal colaboração da pesquisa é a possibilidade de uma definição universal do caos, ou seja, uma definição que não depende do observador, o que era um problema antigo.

Quando o "caos" pode ser aceite como explicação cientifica, quanto tempo mais até o "se calhar" e o "talvez" também passarem a ser explicações "científicas"?
Outra descoberta da pesquisa é que, embora o nosso universo não seja mais caótico, ele pode retornar a esse estado se experimentar um hipotético “Big Crunch”, um Big Bang inverso.
Não foi dito como é que o universo passou de um estado "caótico" (segundo a definição proposta em cima) para a ordem que hoje vemos. Não foi mencionada nenhuma força natural capaz de organizar a matéria de modo a que ela haja de forma previsível e padronizada.
Alguns modelos cosmológicos prevêem que o universo vai continuar se expandindo para sempre, ou irá diminuir gradualmente.
Ou seja, prevêem ao mesmo tempo dois opostos - duas coisas mutuamente exclusivas.
Mas também é possível que se expanda, e então reverta o processo e inicie a contração, que seria o “Big Crunch”. Se isso acontecer, o fim do universo, assim como o seu início, não será nada tranquilo. Segundo os pesquisadores, provavelmente também será caótico. [LiveScience]
Ou não!

Conclusão:

A humanidade pode pensar que está a evoluir, mas as evidências mostram o contrário. A crença num início "caótico" do universo é algo que faz parte das cosmologias pagãs de outros tempos. As diferenças é que os pagãos atribuíam o caos às lutas entre os deuses ou outra coisa qualquer. Os neo-pagãos (evolucionistas) atribuem o imaginado caos que ocorreu logo após ao suposto big bang a forças naturais nunca vistas em operação.

Ao contrário das versões pagãs acerca da origem do universo, a Bíblia mostra-nos que desde o princípio que a ordem estava instalada. Não havia "caos" mas sim Um Deus Organizado a construir o Seu Universo em 6 dias normais (Êxodo 20:11).

Da mesma forma que os pagãos se viam forçados a postular cosmologias absurdas devido à sua rejeição do Deus da Ordem e da Razão, os neo-pagãos vêem forçados a fazer exactamente o mesmo.

"We have come a long way but we haven't moved anywhere"

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Consenso evolucionista: Para acreditares na teoria da evolução tens que deixar de pensar por ti mesmo

Pesquisadores descobriram finalmente os motivos que levam a que grande percentagem do público esteja céptica em relação às alegações dos evolucionistas e dos proponentes do AGA (Aquecimento Global Antropogénico). A Science Daily reporta:
Isto depende muito da possibilidade da posição que o cientista promulga ser consistente com a posição que maioria das pessoas que partilham os teus valores culturais defende.

Esta foi a conclusão de um estudo recente conduzido pelo professor de Direito de Yale Dan Kahan, pelo professor de Ciência Política da Universidade de Oklahoma Hank Jenkins-Smith e pelo professor de Direito da Universidade George Washington Donald Braman.

Eles determinaram-se a entender o porquê dos membros do publico estarem vincadamente e persistentemente divididos numa matéria que os peritos científicos estão em larga medida de acordo.

Que coisa tão linda, não acham? Portanto, se tu tens dificuldade em acreditar que lobos evoluíram para baleias, ou que dinossauros evoluíram para passarinhos, ou ainda que o sistema de visão é o resultado de uma colecção de erros genéticos, isto não é porque tu analisaste estas questões e viste que isto é cientificamente impossível.

Não, não é por isso.

Tu duvidas disto apenas e só porque as pessoas com quem tu lidas mais de perto também acreditam no mesmo que tu acreditas! Tu és apenas gado que segue o que os teus amigos e vizinhos acreditam.

Reparem na ingenuidade deste estudo: O professor Kahan e o resto da equipa afirmam que o público aceita a opinião perita dos cientistas se esta opinião estiver de acordo com as opiniões do grupo onde uma pessoa está inserida. Mas eles tratam os cientistas como se eles não fizessem parte do público e não tivessem o mesmo preconceito.

Aparentemente os cientistas evolucionistas estão imunes do preconceito que afecta o resto da população.

A implicação é a de que, se as pessoas fossem racionais, eles limitariam-se a seguir tudo aquilo que os "cientistas" declarassem como "consensual". Portanto, se o público fosse racional ele desistiria de pensar por ele mesmo.

Será que este tipo de infantilidade e preconceito por parte dos evolucionistas não aumenta o cepticismo que as pessoas naturalmente tem em relação à teoria da evolução?


domingo, novembro 14, 2010

Marcas de ferramentas humanas encontradas no estrato geológico errado

Uma reportagem desconcertante que imediatamente gerou comentários cépticos por parte dos evolucionistas revela que uma equipa de pesquisadores anunciou recentemente a descoberta de ossos que, segundo eles, mostram terem sido cortados e aparados com ferramentas. Esta descoberta não seria fora do normal se não fosse o facto das datas designadas aos ossos pré-datarem em um milhão de anos a linha temporal evolutiva em relação à emergência do homem.

As marcas presentes nos ossos não parecem terem sido feitas por garras, cascos ou dentes de outros animais mas sim ranhuras paralelas feitas por cortes múltiplos com facas de pedra. Os pesquisadores analisaram as marcas com electro-microscópios.

As ferramentas mais antigas tinham sido datas (pelos evolucionistas) com idades de 2,6 milhões de anos, mas estes ossos recentemente encontrados foram datados com idades na ordem dos 3,4 milhões de anos. Isto revela-se um problema para os evolucionistas uma vez que, segundo a fábula neodarwiniana, o homem só apareceu há 2,5 milhões de anos atrás. Supostamente, antes deste tempo só existiam criaturas parecidas com macacos tipo a "Lucy" - que mais tarde deram origem ao homem.

Qualquer ser capaz de entalhar/cinzelar a carne da mesma forma que o homem moderno faz seria indistinguível deste último. Se os tais entalhadores de carne existiram durante a altura que a Lucy era totalmente macaco, então a Lucy não pode ser um ancestral do ser humano.

Evolucionistas reagem.

Claro que quando a ciência transtorna os planos dos naturalistas, eles manifestam-se de forma a proteger a sua fé. O paleoantropólogo Richard Potts insistiu que antes de se estabelecer que as marcas nos ossos são o resultado de facas feitas por humanos, primeiro tem que se encontrar ferramentas no mesmo estrato geológico. Sileshi Semaw da Universidade do Indiana concordou, mas isto não faz sentido nenhum. O que eles estão a tentar fazer é usar a teoria da evolução como forma de proteger a própria teoria da evolução. Sigam a lógica:
  • Encontramos ossos com marcas feitas por seres humanos num estrato geológico.
  • Segundo a escala evolutiva os seres humanos só evoluíram mais tarde.
  • Como os seres humanos evoluíram mais tarde, então estas marcas não foram feitas por seres humanos.

A evolução torna-se, assim, evidência para a evolução. Para além disso, é visivelmente ilógico afirmar-se que primeiro tem que se encontrar ferramentas neste estrato geológico para se concluir que os ossos que foram encontrados foram marcados por seres humanos. Se nós nunca encontrarmos ferramentas nesse estrato, será que isso anula o facto dos ossos terem marcas que só podem ser o resultado de actividade humana?

Esta é a forma como alguns evolucionistas defendem a sua fé em Darwin.

Outros evolucionistas seguem outro caminho e tentam harmonizar esta descoberta científica com o mito ateu com o nome de teoria da evolução. Alguns antropólogos começaram a interpretar esta nova evidência de uma forma previsivelmente pró-Darwiniana. Em vez de admitirem que as marcas nos ossos são o resultado de trabalho humano, alguns evolucionistas afirmam que este feito foi levado a cabo por hominídeos parecidos com a Lucy.

Esta"lógica" foi recentemente aplicada às famosas pegadas Laetoli (vejam este texto): vários estudos demonstraram que quem quer que tenha feito as tais pegadas na lama caminhava exactamente da mesma forma que os seres humanos actuais andam (manifesto no tipo de pegadas). No entanto, como isto era problemático para os evolucionistas, eles inventaram um cenário onde a Lucy possuía pés idênticos ao homem moderno!

A interpretação "foi a Lucy quem fez isto" é consequência lógica das premissas evolutivas e não dos dados científicos. Depois de terem assumido que o ser humano não existia antes de uma certa linha temporal, os evolucionistas são forçados a defender a posição de que as marcas nos ossos, embora perfeitamente observáveis como resultado de actividade humana, foram feitas por um "ancestral" do ser humano (para o qual não há a mínima evidência). Por aqui se vê o peso que a teoria da evolução tem na interpretação dos dados.

Ciência e Bíblia de acordo.

Contrariamente aos mitos ateus, a Palavra de Deus não precisa de inventar cenários e hipóteses contra-factuais como forma de se defender. Uma vez que o ser humano sempre viveu lado a lado com os animais mal a Semana da Criação chegou ao fim, a descoberta de artefactos feitos por seres humanos - como pegadas e marcas de ferramentas - nestes depósitos pós-Dilúvio ajustam-se perfeitamente com a Criação.

Estas marcas nossos ossos foram feitas por seres humanos e os métodos de datação evolucionistas não funcionam. Sabemos que não funcionam porque atribuem idades na ordem dos "milhões de anos" a objectos que foram visivelmente feitos pelo homem moderno.

Ver também:

1. Australopitecus Sediba: Mais um para juntar à lista

2. Laetoli: ciência pisa teoria da evolução (outra vez)

3. Elo Perdido Encontrado (Não, agora é mesmo a sério)

6. Linhagem Evolutiva Sofre Alteração (Outra Vez)

7. Ida: Mais um Fóssil Descartado?

8. Surpresa! “Cientistas” contestam Ardi, a (ex-)avó da Humanidade


domingo, outubro 31, 2010

Provando a Existência de Deus

Contrariamente ao que os ateus possam anunciar, a ciência é uma das armas mais fortes para se promover o Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Este artigo mostra que a Física está totalmente do lado de Deus - e não contra Ele, como erradamente acredita o ateu Stephen Hawking.
por Frank J. Tipler

Será possível postular a "Causa Sem Causa" na Física para explicar a origem do universo, provando desde logo a existência de Um Deus Pessoal?

No ano de 1966 Stephen Hawking publicou a sua primeira - e totalmente válida - prova da existência de Deus. Durante os 7 anos seguintes ele publicou ainda mais teoremas fortes provando a existência de Deus.

Então como é que Hawking, que com tanto sucesso provou a existência de Deus, permaneceu um ateu? Simples. Ele apenas negou que as pressuposições que ele usou nas suas provas eram verdadeiras. Dentro da lógica, se as pressuposições numa prova são falsas, então as conclusões também são falsas.

Quais foram as pressuposições que o jovem Hawking fez? Ele assumiu que as leis da Física, principalmente a teoria da Gravidade de Einstein, era verdade. Sumariando a sua pesquisa inicial, nomeadamente o seu livro "The Large Scale Structure of Space-Time", Hawking escreveu:

Parece ser um bom princípio que a previsão de [Deus] por parte de uma teoria física indica que a teoria entrou em colapso, isto é, já não providencia uma correcta descrição das observações.

Hawking começou então a trabalhar com a gravidade quântica na esperança de que Deus seria pelo menos eliminado das equações. Infelizmente, isso não aconteceu: Deus era ainda mais Proeminente - e Inevitável - dentro da gravidade quântica do que na teoria da gravidade de Einstein.

No seu último livro, The Grand Design, Hawking depositou a sua fé na teoria M, uma teoria sem suporte experimental algum, e desde logo, não é uma teoria da Física. Para além disso, não só não está confirmado que a teoria M é matematicamente consistente, como também não está provado que Deus tenha Sido Eliminado da teoria M.

Há alguns sinais inquietantes (para Hawking e companhia) que Ele é também Inevitável na teoria M, tal como Ele O é na na teoria da gravidade de Einstein, tal como Ele O é na gravidade quântica.

Apesar do que a imprensa ateísta tenta fazer passar, as coisas estão más para o ateísmo actual. E não deixa de ser extraordinário as voltas que o ateu Hawking dá para evitar o óbvio: Deus existe.

O leitor mais atento vai notar que na citação de cima Hawking não usou a palavra "Deus", mas é isso que ele tem em mente. Para ver isto, vamos ver o que a palavra "Deus" significa.

Considerem as palavras iniciais do Credo de Niceia:

Nós cremos em Um só Deus, o Omnipotente Pai, Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Estas palavras dão-nos a definição básica de "Deus" usado por Cristãos e Judeus: Deus é a Causa de tudo, mas Ele não tem causa. Deus é a Causa Primária Sem causa.

Na sua "Second Way" Tomás Aquinas prova a existência da Primeira Causa (Eficiente) Sem Causa e conclui: "ao Qual todos dão o Nome de "Deus" (quam omnes Deum nominant)."

Portanto voltemos aos teoremas do jovem Hawking. Ao seguirmos a história do universo recuando no tempo - ou seja, ao seguirmos as causas deste universo para trás no tempo - Hawking provou que todas estas causas tinham uma Causa Comum; uma Causa Comum que não tinha causa. Esta Causa Comum era a Causa Sem Causa que estava para além do controle das leis da Física, para além do controle de qualquer possível lei da Física. Em vez disso, o universo inteiro começou nesta Causa Sem Causa.

Exactamente da mesma forma que Aquinas usou a palavra "criar", nós podemos dizer que a Primeira Causa sem Causa, cuja existência foi provada há décadas atrás por Hawking, criou o universo. Hawking chamou à Causa sem Causa de "Singularidade", mas dadas as propriedades desta "Singularidade", é óbvio que é Deus de Quem se fala. Por isso é que substitui a palavra "singularidade" que Hawking usou por aquilo que ele realmente significa, de acordo com Aquinas.

Para mostrar que esta Singularidade Cosmológica - a Causa sem Causa - pode-Se manifestar de forma pessoal seria preciso um livro - que eu já escrevi. De facto, a natureza Pessoal de Deus não é feita óbvia através das provas que Hawking dá para a Sua existência. Mas isso também não foi feito óbvio através das provas de Aquinas; ele também precisou de um livro para estabelecer a Natureza Pessoal de Deus.

O que há de mais interessante em relação à prova de existência de Deus por parte de Hawking é que isso pode ser testado de forma experimental, uma vez que é baseado em leis da Física perfeitamente confirmadas. Eu publiquei um artigo num jornal arbitrado por pares há alguns anos atrás a ressalvar isto mesmo. Eventualmente a experiência vai ser feita, mas isso requer dezenas de milhares de dólares em equipamento.

Portanto, não desesperem, meus companheiros teístas! A recente carrada de best-sellers ateus, supostamente baseados na ciência, é o seu último fôlego. Lembrem-se das palavras de Ghandi:

Primeiro eles ignoram-te, depois riem-se de ti, a seguir lutam contra ti, mas no fim tu vences.
Nós teístas estamos na terceira fase.

Frank J. Tipler is Professor of Mathematical Physics at Tulane University. He is the co-author of The Anthropic Cosmological Principle (Oxford University Press) and the author of The Physics of Immortality and The Physics of Christianity both published by Doubleday.

quinta-feira, outubro 28, 2010

Avanços tecnológicos não dependem da fé em Darwin

É notável que haja ateus que tentem validar a mitologia da evolução comparando-a com o sucesso das invenções tecnológicas. O seu argumento é o de que o criacionismo, ao atacar a teoria da evolução (e por implicação - segundo os evolucionistas - a "ciência"), está a impedir o progresso tecnológico uma vez que esse progresso depende da mesma metodologia que valida a teoria da evolução.

Mas não é difícil notar que os avanços tecnológicos não dependem em nada dos delírios de Darwin nem da "metodologia evolucionista". Computadores, telemóveis, telefones, aviões e viagens à Lua não dependem de nada que tenha a ver com a evolução pelo simples facto da teoria da evolução ser uma história sobre o passado e não algo necessário para o dia a dia do biólogo.

Isto é feito óbvio pela existência de uma extensa comunidade científica que não tem fé na teoria da evolução mesmo em áreas relevantes para a mesma (microbiologia, etc).

De facto - e para surpresa de muitos - avanços nas áreas da tecnologia e da transportação aérea foram feitos por cientistas criacionistas:

  • O criacionista Robert Boyle (1627–1691) é o pai da Química moderna e um dos cientistas que demoliu a teoria aristotélica dos quatro elementos. Para além disso, Boyle financiou palestras em defesa do Cristianismo e patrocinou missionários e traduções Bíblicas.
  • Telemóveis dependem de teoria da radiação electromagnética cujos fundamentos dependem do trabalho do criacionista James Clerk Maxwell (1831–1879).

  • Máquinas computacionais foram inventadas por Charles Babbage (1791–1871), que pese embora não fosse um criacionista Bíblico era um criacionista no sentido lato. Ele acreditava que "o estudo dos sistemas da natureza com precisão científica era uma preparação necessária e indispensável para entender e interpretar o seu testemunho em favor da Sabedoria e Bondade do Autor Divino".

  • Os irmãos criacionistas Orville (1871-1948) e Wilbur Wright (1867-1912) inventaram o avião depois de estudar o design que Deus tinha posto nas áves.

  • A teoria das órbitas planetárias foi inventada por Johannes Kepler (1571–1630), famoso por alegar que as suas descobertas eram o resultado de "pensar os Pensamentos de Deus em conformidade". Kepler definiu a data da criação como tendo acontecido a 3992 a.C., data próxima dos cálculos do Bispo Ussher.

  • A teoria da gravidade e as leis da inércia, essencial para as alunagens, foram descobertas pelo criacionista Isaac Newton (1642/3–1727).

  • O programa de alunagem foi liderado por Werner von Braun (1912-1977), que acreditava no Designer e opunha-se à teoria da evolução. Para além disso, um criacionista Bíblico, James Irwin. andou na Lua.

Conclusão:

Será a teoria da evolução fundamental para os avanços tecnológicos que possuímos hoje? Analisando as evidências históricas, podemos dizer com firmeza que não. A importância da teoria da evolução não pode ser encontrada dentro da actividade científica mas sim dentro da ideologia naturalista.

terça-feira, outubro 26, 2010

Definições científicas da eco-religião

Agradecimentos ao "Insurgente"

PEER REVIEW: The act of banding together a group of like-minded academics with a funding conflict of interest, for the purpose of squeezing out any research voices that threaten the multi-million dollar government grant gravy train.

SETTLED SCIENCE: Betrayal of the scientific method for politics or money or both.

DENIER: Anyone who suspects the truth.

CLIMATE CHANGE: What has been happening for billions of years, but should now be flogged to produce ‘panic for profit.’

NOBEL PEACE PRIZE: Leftist Nutcase Prize, unrelated to “Peace” in any meaningful way.

DATA, EVIDENCE: Unnecessary details. If anyone asks for this, see “DENIER,” above.

CLIMATE SCIENTIST: A person skilled in spouting obscure, scientific-sounding jargon that has the effect of deflecting requests for “DATA” by “DENIERS.” Also skilled at affecting an aura of “Smartest Person in the Room” to buffalo gullible legislators and journalists.

JUNK SCIENCE: The use of invalid scientific evidence resulting in findings of causation which simply cannot be justified or understood from the standpoint of the current state of credible scientific or medical knowledge

The SPPI blog.

sexta-feira, outubro 08, 2010

Como é que o ateísmo lida com os "pecados cientificos"?

A ciência é normalmente retratada como a pura busca de conhecimento por parte de indivíduos bem treinados e dedicados. Mas os cientistas são seres humanos e portanto eles não só são capazes de cometer erros como também estão sujeitos aos maus impulsos que afectam o resto da humanidade. Quando um cientista comete uma fraude científica, como é que os cientistas ateus lidam com as implicações morais de tal comportamento?

Como o reitor do Instituto de Tecnologia da Califórnia, David Goodstein é responsável por investigar instâncias onde tenha havido má-conduta científica. Um seu livro recentemente publicado - que se debruçava sobre este assunto - foi discutido pelo ateu Michael Shermer no seu artigo da Scientific American intitulado de "When Scientists Sin."

Na sua análise ao livro de Goodstein intitulado de On Fact and Fraud: Cautionary Tales from the Front Lines of Science, Shermer sumarizou a avaliação de Goodstein ao afirmar que..

...os cientistas estão fortemente motivados por perspectivas de estatuto e prémios; não são nem menos nem mais objectivos que os profissionais de outras áreas; eles podem defender uma ideia com a mesma veemência que ideólogos, e eles podem ser arrastados pela corrente da autoridade.1
De acordo com a Scientific American, Goodstein escreveu que "introduzir falsidades no corpo da ciência raramente (se alguma vez) é o propósito daqueles que cometem fraudes"1. Aparentemente Goodstein nunca ouviu falar do Piltdown Man, as falsas ilustrações do ateu Ernst Heackel, o Nebraska Man e todos os fósseis que os evolucionistas falsamente usaram como evidência de que a vida criou-se a si mesma.

Mas mesmo que os cientistas não comentam as fraudes propositadamente e como forma de arruinar o conhecimento científico, isso não significa que uma motivação distinta é mais pura ou menos destrutiva.

O artigo da Scientific American listou 4 casos de fraude científica mas uma busca mais abrangente entre os órgãos de informação revelou uma lista bem maior. No ano de 2004 um pesquisador médico da Texas Tech perdeu o seu emprego e foi preso devido a uma condenação por motivo de fraude.2 A "Mentira dos Himalaias" foi perpetuada por um paleontólogo da Índia que tentou usar imagens já publicadas de fósseis como se fossem suas.3

O ateu Michael Shermer concluiu:

Portanto, alguns cientistas de facto pecam....O ambiente geral de abertura e honestidade, embora mítico na sua forma idealizada, existe.1
Aqui Shermer demonstra claramente que ele acredita que o pecado e a honestidade de facto existem. Estas duas entidades fazem parte da composição das experiências humanas e possuem precedentes históricos no Livro de Génesis. Mas como o pecado e a honestidade não fazem parte da estrutura do ateísmo, tais conceitos tem que ser emprestados da visão Teísta do mundo. Não só esta visão afirma que o Criador existe fora da esfera natural, como também defende que esta esfera deve a sua existência a Esse Mesmo Criador.

No ano de 2009 Shermer debateu Gregory Koukl, apologista cristão e co-autor do livro Relativism: Feet Firmly Planted in Midair. Koukl disse o seguinte em relação ao livro de 2004 de Shermer The Science of Good and Evil:

Já li a maior parte dele; está bem escrito e é muito persuasivo. No entanto este livro é uma descrição do quanto a ilusão da ética já está enraizada.....não se pode falar da moralidade como algo objectivo quando as explicações são subjectivas.4
Shermer "defendeu" a sua alegação de que os padrões morais podem existir à parte de Deus ao negar que a moralidade necessitasse de uma Referência Absoluta. Mas se as leis morais são invenções subjectivas, então qualquer pessoa pode dizer que este ou aquele acto não é pecado. O acto pode estar errado para alguns mas não para outros, mas no entanto Shermer assume a posição Teísta de que o certo e o errado são-no para todos e não só para alguns.

Conclusão:

Os cientistas vão continuar a cometer fraudes porque os cientistas são pessoas com falhas como o resto da humanidade. Semelhantemente, toda a humanidade - quer eles admitam a existência dO Criador ou não - vão continuar a reconhecer que a fraude está absolutamente errada uma vez que todos os seres humanos foram programados para a moralidade quando foram feitos à Imagem de Deus.5

Referências

  1. Shermer, M. 2010. When Scientists Sin. Scientific American. 303 (1): 34.
  2. Enserink, M. and D. Malakoff. 2003. The Trials of Thomas Butler. Science. 302 (5653): 2054-2063.
  3. Stevens, W. K. Scientist Accused of Faking Findings. The New York Times. Published April 23, 1989, accessed on nytimes.com June 28, 2010.
  4. Greg Koukl and Michael Shermer at the End of the Decade of the New Atheists. Hugh Hewitt radio show transcript. Posted on hughhewitt.com December 31, 2009, accessed June 28, 2010.
  5. Thomas, B. Baby Morality Defies Evolution. ICR News. Posted on icr.org May 26, 2010, accessed July 7, 2010.

sexta-feira, outubro 01, 2010

quinta-feira, setembro 30, 2010

Chris Palmer: Há demasiadas fraudes nos documentários

Por esta não estava à espera. Então quer dizer que há cientistas que mentem e pervertem a ciência (enganando o público) como forma de avançar com a sua agenda politico-ideológica?

Bem, da próxima vez que eu vir um documentário a tentar vender a ideia do não-existente AGA (aquecimento global antropogénico) vou ter mais atenção.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Olavo: Maquiadores do crime

Por isto é que é importante não dar um palmo aos ateus, neo-ateus e todos aqueles que tentam relativizar a Verdade.

Lenin dizia que, quando você tirou do adversário a vontade de lutar, já venceu a briga. Mas, nas modernas condições de “guerra assimétrica”, controlar a opinião pública tornou-se mais decisivo do que alcançar vitórias no campo militar. A regra leninista converte-se portanto automaticamente na técnica da “espiral do silêncio”: agora trata-se de extinguir, na alma do inimigo, não só sua disposição guerreira, mas até sua vontade de argumentar em defesa própria, seu mero impulso de dizer umas tímidas palavrinhas contra o agressor.

O modo de alcançar esse objetivo é trabalhoso e caro, mas simples em essência: trata-se de atacar a honra do infeliz desde tantos lados, por tantos meios de comunicação diversos e com tamanha variedade de alegações contraditórias, com freqüência propositadamente absurdas e farsescas, de tal modo que ele, sentindo a inviabilidade de um debate limpo, acabe preferindo recolher-se ao silêncio. Nesse momento ele se torna politicamente defunto. O mal venceu mais uma batalha.

A técnica foi experimentada pela primeira vez no século XVIII. Foi tão pesada a carga de invencionices, chacotas, lendas urbanas e arremedos de pesquisa histórico-filológica que se jogou sobre a Igreja Católica, que os padres e teólogos acabaram achando que não valia a pena defender uma instituição venerável contra alegações tão baixas e maliciosas. Resultado: perderam a briga. O contraste entre a virulência, a baixeza, a ubiqüidade da propaganda anticatólica e a míngua, a timidez dos discursos de defesa ou contra-ataque, marcou a imagem da época, até hoje, com a fisionomia triunfante dos iluministas e revolucionários. Pior ainda: recobriu-os com a aura de uma superioridade intelectual que, no fim das contas, não possuíam de maneira alguma.

A Igreja continuou ensinando, curando as almas, amparando os pobres, socorrendo os doentes, produzindo santos e mártires, mas foi como se nada disso tivesse acontecido. Para vocês fazerem uma idéia do poder entorpecente da “espiral do silêncio”, basta notar que, durante aquele período, uma só organização católica, a Companhia de Jesus, fez mais contribuições à ciência do que todos os seus detratores materialistas somados, mas foram estes que entraram para a História – e lá estão até hoje – como paladinos da razão científica em luta contra o obscurantismo. (Se esta minha afirmação lhe parece estranha e – como se diz no Brasil – “polêmica”, é porque você continua acreditando em professores semi-analfabetos e jornalistas semi-alfabetizados. Em vez disso, deveria tirar a dúvida lendo John W. O’Malley, org., The Jesuits: Cultures, Sciences, and The Arts, 1540-1773, 2 vols., University of Toronto Press, 1999, e Mordecai Feingold, org., Jesuit Science and the Republic of Letters, MIT Press, 2003).

Foi só quase um século depois desses acontecimentos que Alexis de Tocqueville descobriu por que a Igreja perdera uma guerra que tinha tudo para vencer. Deve-se a ele a primeira formulação da teoria da “espiral do silêncio”, que, em extensa pesquisa sobre o comportamento da opinião pública na Alemanha, Elizabeth Noëlle-Neumann veio a confirmar integralmente em The Spiral of Silence: Public Opinion, Our Social Skin (2ª. ed., The University of Chicago Press, 1993). Calar-se ante o atacante desonesto é uma atitude tão suicida quanto tentar rebater suas acusações em termos “elevados”, conferindo-lhe uma dignidade que ele não tem. As duas coisas jogam você direto na voragem da “espiral do silêncio”. A Igreja do século XVIII cometeu esses dois erros, como a Igreja de hoje os está cometendo de novo.

A sujidade, a vileza mesma de certos ataques são plenejadas para constranger a vítima, instilando nela a repulsa de se envolver em discussões que lhe soam degradantes e forçando-a assim, seja ao silêncio, seja a uma ostentação de fria polidez superior que não tem como não parecer mera camuflagem improvisada de uma dor insuportável e, portanto, uma confissão de derrota. Você não pode parar um assalto recusando-se a encostar um dedo na pessoa do assaltante ou demonstrando-lhe, educadamente, que o Código Penal proíbe o que ele está fazendo.

As lições de Tocqueville e Noëlle-Newman não são úteis só para a Igreja Católica. Junto com ela, as comunidades mais difamadas do universo são os americanos e os judeus. Os primeiros preferem antes pagar por crimes que não cometeram do que incorrer numa falta de educação contra seus mais perversos detratores. Os segundos sabem se defender um pouco melhor, mas se sentem inibidos quando os atacantes são oriundos das suas próprias fileiras – o que acontece com freqüência alarmante. Nenhuma entidade no mundo tem tantos inimigos internos quanto a Igreja Católica, os EUA e a nação judaica. É que viveram na “espiral do silêncio” por tanto tempo que já não sabem como sair dela – e até a fomentam por iniciativa própria, antecipando-se aos inimigos.

A única reação eficaz à espiral do silêncio é quebrá-la – e não se pode fazer isso sem quebrar, junto com ela, a imagem de respeitabilidade dos que a fabricaram. Mas como desmascarar uma falsa respeitabilidade respeitosamente? Como denunciar a malícia, a trapaça, a mentira, o crime, sem ultrapassar as fronteiras do mero “debate de idéias”? Quem comete crimes não são idéias: são pessoas. Nada favorece mais o império do mal do que o medo de partir para o “ataque pessoal” quando este é absolutamente necessário. Aristóteles ensinava que não se pode debater com quem não reconhece – ou não segue – as regras da busca da verdade.

Os que querem manter um “diálogo elevado” com criminosos tornam-se maquiadores do crime. São esses os primeiros que, na impossibilidade de um debate honesto, e temendo cair no pecado do “ataque pessoal”, se recolhem ao que imaginam ser um silêncio honrado, entregando o terreno ao inimigo. A técnica da “espiral do silêncio” consiste em induzi-los a fazer precisamente isso.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Share

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More