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quinta-feira, maio 17, 2012

Génesis, Gilgamesh, e descrições mais antigas do Dilúvio

Durante mais de um século a interpretação oficial do Dilúvio de Génesis entre os "críticos" tem sido a de qualificar a descrição Bíblica como havendo sido criada muito depois de Moisés, por parte dum sacerdote judeu que se baseou em fontes e mitos babilónicos.

Este mito, o Épico de Gilgamesh, foi encontrado em vários tabletes de barro partidas na cidade assíria de Nínive em 1853. Devido a constrangimentos arqueológicos, determinou-se que as tabletes haviam sido inscritas por volta do século 7 antes de Cristo (Moisés viveu durante o século 15 antes de Cristo), tendo sido copiadas de documentos anteriores que já não existem.

Com base numa análise linguística, a história de Gilgamesh terá sido composta não antes de 1800 antes de Cristo. Como referência, Abraão viveu durante os anos 2100 antes de Cristo - muito antes dos documentos - e cerca de 300 anos depois do Dilúvio.

Portanto, nenhum dos escritos babilónicos existiu até muito depois do Dilúvio.

O Épico de Gilgamesh é quase de certeza uma corrupção dum documento anterior; está tão cheia de detalhes incríveis e fantásticos que provavelmente nuca foi considerada factual. Até pode ter sido a descrição oficial babilónica, mas como é possível que alguém acredite que uma arca cúbica possa navegar nos mares e que os deuses se tenham reunido como moscas para receber sacrifícios?

As semelhanças entre o Épico de Gilgamesh o Livro de Génesis são surpreendentes mas as diferenças são sobrepujantes. Génesis está escrito duma forma clara e como uma narrativa histórica - com um claro propósito de ser levado a sério. Os factos estupendos que nos são disponibilizados podem estar longe da nossa experiência moderna, mas a descrição é perceptível.

No entanto, a data designada à não-descoberta fonte de Gilgamesh é anterior à data designada de Génesis - escrita pelo misterioso e mitológico escriba judeu. Devido a isto, os selectivamente cépticos alegam que Génesis é "uma cópia sem fundamento histórico".

O que a maioria dos arqueólogos não sabe é que existe uma tablete anterior - descoberta na década 90 do século 19 na antiga cidade babilónica de Nippur. A tablete, que fala num Dilúvio global, estava tão incrustada que o seu valor não foi imediatamente reconhecido. No entanto por volta de 1909 o Dr. Hermann Hilprecht havia discernido as figuras e traduzido o texto.

Recebendo a designação de CBM 13532, a mesma data de 2200 Antes de Cristo, ou pouco depois do Dilúvio em si. Mais importante ainda, embora as distinções entre Génesis e Gilgamesh sejam impressionantes, as semelhanças entre Génesis e esta tablete são óbvias. Não há detalhe que seja diferente de Génesis e nada extra é adicionado.

A tradução de Hilprecht lê da forma que se segue, com as porções estragadas reconstruídas por Fritz Hommel e as partes menos fiáveis do texto anotadas:

As fontes do abismo abrirei. Um dilúvio enviarei que afectará duma vez toda a humanidade. Mas busca tu a salvação antes do dilúvio irromper, uma vez que sobre todo o vivente, independente da idade, trarei aniquilação, destruição e ruína.

Toma madeira e resina de pinheiro e constrói uma barco largo! . . . . cúbitos seja a sua altura . . . uma casa flutuante será, contendo aqueles que preservam a sua vida. . . . . com um forte telhado sobre ele . . . . o barco que farás . . . . . leva para o seu interior . . . animais do campo, as áves do céu e os répteis, dois de cada tipo, em vez (do seu número total) . . . e a família de . . . .
(Pinches, G. and F. Hommel. 1910. The Oldest Library in the World and the New Deluge Tablets. Expository Times. 21: 369. Marcas editoriais de Pinches foram omitidas por motivos de claridade)

Este texto é, ao mesmo tempo, a confirmação do que a Bíblia diz e a condenação dos "teólogos liberais" e dos seus "idiotas úteis" dentro das igrejas. Ela destrói de uma forma absurdamente clara a visão "crítica" da Bíblia que os profissionais certificam-se que ela nunca chega a ver a luz do Sol.

Dificilmente se poderia qualificar o professor Hilprecht de defensor da Autoridade das Escrituras embora ele tenha sido uma autoridade em assuntos relativos a idiomas antigos. Originalmente a sua tradução causou um temporal de controvérsia entre os académicos - devido à sua crença de que a Bíblia não contém qualquer tipo de autoridade - mas nenhum desafio foi alguma vez levantado contra a sua tradução. No entanto, ela continua oculta até aos dias de hoje.

Poucos sabem da existência da tablete o do seu forte testemunho em favor da Autoridade do Livro de Génesis e da realidade do Dilúvio.

Fonte

* * * * * * *

Temos aqui, portanto, um testemunho óbvio em favor da historicidade de Génesis, e outro testemunho também óbvio da agenda anti-Cristã que se esforça por esconder as evidências que reforcem a fiabilidade da Palavra de Deus.

O mais estranho é que dentro das igrejas temos pessoas que se alinham com o anti-Cristianismo e defendem que Génesis é uma "redacção posterior" criada por "um rabino" depois do exílio da Babilónia.

Nenhuma evidência minimamente credível foi disponibilizada que suporte esta mitologia, mas a mesma versão é "ensinada nas escolas de "religião" (e dentro das igrejas) como se fosse um facto histórico amplamente confirmado.


segunda-feira, maio 14, 2012

O declínio genético da humanidade

No ano de 1993, Lori Oliwenstein escreveu na Discover:

Desde a primeira célula que se formou na sopa primordial até à magnífica complexidade do Homo sapiens, a evolução da vida - como todos sabem - tem sido um longo caminhar rumo a uma maior complexidade. O único problema com o que todos sabem . . . é que não há evidências de que isto seja verdade.
(Oliwenstein, L. 1993. Onward and Upward? Discover. June: 22)

Não existe muito suporte para a noção evolutiva da humanidade a progredir para uma maior aptidão física. Do mesmo modo que não há forma de escapar à morte, não há forma de evitar o atrito biológico. Os fósseis, a genética e a história apontam para um declínio biológico inexorável.

Os fósseis humanos mostram que os homens eram muito mais fortes no passado do que o são actualmente. Os Neandertais eram pessoas que viviam em cavernas presentes na área geográfica que vai da Europa até Israel. "Um dos traços mais característicos dos Neandertais era a exagerada solidez dos seus ossos do tronco e dos membros." (Trinkaus, E. 1978. Hard Times Among the Neanderthals. Natural History. 87 (10): 58. Quoted in Lubenow, M. 2004. Bones of Contention. Grand Rapids, MI: Baker, 78.)

O antropólogo Peter McAllister pesquisou pegadas fósseis de humanos na Austrália e verificou que quem quer que tenha feito essas pegadas corria mais depressa que o campeão Usain Bolt. (Usain Bolt would have been outrun by our ancestors, claims anthropologist. Telegraph)

Semelhantemente, os locais paleolíticos europeus mostram que os humanos eram maiores na altura, e que desde então têm sofrido "um declínio vincado na estatura" - declínio esse do qual ainda não recuperamos (Holt, B. M. and V. Formicola. 2008. Hunters of the Ice Age: The biology of Upper Paleolithic people. American Journal of Physical Anthropology. 137 (47): 70-99).

O declínio na altura e na força parecem consistentes com o declínio geral observado nas sequências genéticas e no programa de rastreamento de mutações conhecido como "Mendel’s Accountant". As mutações mudam a informação celular codificada e a maior parte delas não têm qualquer efeito nas células. Cada alteração mínima tem um impacto tão pequeno que não é detectado nem removidao pelos mecanismos de reparação celular.

Simulações que usaram parâmetros biológicos realistas, tais como 60 mutações e seis crianças por geração, demonstram que a aptidão diminui com cada geração que passa. (Vardiman, L. 2008. The “Fatal Flaws” of Darwinian Theory. Acts & Facts. 37 (7): 6)

A acumulação inexorável destas corrupções genéticas gradualmente corrói o material genético original:

Se as mutações inúteis (ou prejudiciais) são transmitidas para a geração seguinte, elas formarão uma larga quantidade lastro de material sem utilidade.
(Hobrink, B. 2011. Modern Science in the Bible. New York: Howard Books, 140.)
Escritos antigos descrevem heróis com grande força física. O Épico de Gilgamesh descreve o genuíno e histórico Rei Sumério Gilgamesh como alguém extraordinariamente forte, havendo lutado com um animal com a aparência dum dragão.

Muitas outras lendas escritas reportam outros homens fisicamente poderosos. Beowulf era famoso pelo seu tamanho e o mesmo permitiu que ele lutasse contra (os agora extintos) répteis gigantes da Dinamarca. (Cooper, B. 1994. After the Flood. Chichester, UK: New Wine Press, 148.)

A Palavra de Deus descreve pessoas que eram mais altas e mais fortes do que as pessoas actuais. Golias tinha mais do que 2,7 metros de altura e, para além do outro equipamento que tinha consigo, a sua "cota de malha" pesava mais do que 56,5 quilos (1 Samuel 17:5). Para além disso, os Israelitas mataram Og de Basã, que tinha 4,26 metros de altura.

A longevidade decresceu também de modo dramático, tal como registado em Génesis 11. Mais uma vez, isto mostra perda genética e não ganhos genéticos.

* * * * * * *

Este ciclo de decaimento inevitável começou quando o pecado e a morte entraram no mundo. Felizmente, a Bíblia proclama que o Senhor Jesus Cristo conquistou a morte e providencia redenção do pecado a todos os que confiarem NEle.

A salvação vem mediante a fé de que "Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Cor 15:3-4)

Para aqueles que acreditam, Cristo irá no final dos tempos "transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar, também, a si todas as coisas." (Filipenses 3:21).

Fonte


sexta-feira, janeiro 13, 2012

A historicidade do Dilúvio

E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra, e que toda a imaginação dos pensamentos do seu coração era só má continuamente
E disse o Senhor: Destruirei, de sobre a face da terra, o homem que criei, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus

Génesis 6:5,7

Antropólogos que estudam lendas e histórias populares provenientes de localizações geográficas e culturais distintas consistentemente reportam um grupo particular de lendas que são comuns em practicamente em todas as civilizações.

Por todo o mundo, e em centenas de culturas dispersas pela Terra, surgiram lendas que falam de um maciço e catastrófico dilúvio que destruiu a maior parte da humanidade, e que foi sobrevivido por um pequeno grupo de pessoas e animais. Embora a maior parte dos historiadores que se debruçaram sobre este assunto tenham estimado a existência de cerca de 200 narrativas, o geólogo evolucionista Robert Schoch afirma:

[A narrativa de] Noé é apenas uma dentro da colecção mundial contabilizada na ordem dos 500 mitos em torno de dilúvios, que são os mais dispersos dos mitos da antiguidade e, desde logo, podem ser considerados entre os mais antigos.
(2003, p. 249, ênfase acrescentado (e.a.)).
Schoch acrescentou ainda:
Narrativas duma maciça inundação encontram-se por todo o mundo . . . Histórias dum grande cataclismo são encontradas em todos os continentes habitados e entre as variadas culturas e grupos linguísticos.
(pp. 103,249).

Há mais de um século atrás o famoso geólogo canadiano , Sir William Dawson, escreveu como o registo do Dilúvio

se encontra preservado nalguns dos mais antigos documentos históricos das distintas raças humanas, e é indirectamente corroborado pela tendência geral da história primordial da maioria das raças civilizadas
(1895, pp. 4ff.).

Lendas têm sido reportadas entre nações que vão desde a China, Babilónia, México, Egipto, Sudão, Pérsia, Índia, Noruega, País de Gales, Irlanda, Indonésia, Roménia — compondo uma lista que poderia se estender por várias páginas (ver Perloff, 1999, p. 167). Embora o vasto número de lendas seja surpreendente, a similaridade entre a maior parte do seu conteúdo é igualmente espantosa.

James Perloff notou:

Em 95% das mais de 200 lendas de dilúvios, o mesmo foi global (em toda a Terra):

Em 88%, uma certa família foi favorecida;

Em 70%, a sobrevivência da espécie humana foi garantida por um barco;

Em 67%, os animais foram também salvos;

Em 66%, o dilúvio foi consequência da maldade do homem e os sobreviventes foram avisados;

Em 57%, no final do Dilúvio eles encontravam-se numa montanha;

Em 35%, pássaros foram enviados do barco;

Em 9% das histórias em torno do Dilúvio, exactamente 8 pessoas foram poupadas.
(p. 168).

LENDAS ENTRE OS AMERÍNDIOS

Os Aztecas contam a história dum dilúvio global com paralelos notáveis com a Bíblia.

Apenas duas pessoas, o herói Coxcox e a sua esposa sobreviveram ao dilúvio, flutuando num barco que, mais tarde, repousou numa montanha.
(Schoch, p. 103)
Logo a seguir ao Dilúvio, gigantes construíram uma enorme pirâmide como forma de atingirem as nuvens. Tal ambição irritou os deuses, que dispersaram os gigantes com fogo enviado do céu (ver Génesis 11:1-9).

Na antiga terra que hoje conhecemos como México, os Toltecs, uma das tribos da altura, reportou a história dum grande dilúvio. Na sua lenda, o cataclismo destruiu "o primeiro mundo" 1,716 anos depois de ter sido criado. Poucas pessoas escaparam este evento global, e aqueles que escaparam, fizeram-no num “toptlipetlocali” (palavra que significa “arca fechada”).

Depois destas poucas pessoas terem saído da arca fechada, vaguearam pela Terra até encontrarem um sítio onde construíram um “zacuali” (torre alta) como forma de se protegerem de um outro hipotético dilúvio. Nesse momento da construção do “zacuali”, a língua dos Toltecs foi confundida e eles separaram-se, estabelececendo-se em diferentes partes da Terra.

Outra tribo antiga do México reportou a história dum homem chamado Tezpi que escapou do dilúvio num barco que estava cheio de animais. Semelhantemente a Noé, que enviou um corvo que nunca mais regressou mas que enviou um pombo que regressou com uma folha de oliveira, “Tezpi libertou um abutre, que ficou longe, banqueteando-se nos cadáveres. Foi então que ele libertou um beija-flor que mais tarde voltou com um ramo(Schoch, p. 104).

ANTIGA MITOLOGIA GREGA

Segundo a lenda grega em torno do Dilúvio, os humanos haviam-se tornado muito maldosos.

Zeus, o líder dos muitos deuses da mitologia grega, tencionava destruir a humanidade com um dilúvio, e posteriormente criar um novo grupo.

No entanto, antes que ele pudesse fazer isto, um homem com o nome de Deucalião e a sua mulher Pirra foram avisados do desastre eminente.

Esta casal afortunado foi colocado numa enorme arca de madeira por um dos imortais com o nome de Prometeu. Durante 9 dias e 9 noites, as ondas do dilúvio cobriram a maior parte da Terra. Apenas umas poucas montanhas permaneceram visíveis.

Depois da arca de madeira ter repousado no Monte Parnassus, Deucalião sacrificou a Zeus.


E edificou Noé um altar ao Senhor;
e tomou de todo o animal limpo, e de toda a ave limpa, e ofereceu holocaustos sobre o altar.
Génesis 8:20

LENDAS CHINESAS E ASIÁTICAS

Nas terras chinesas, existem bastantes lendas em torno dum grande Dilúvio. Uma destas lendas vem dum grupo de pessoas conhecidas por "Nosu". Segundo a sua lenda, Deus enviou um mensageiro pessoal à Terra para avisar 3 filhos que um Dilúvio se aproximava. Apenas o filho mais novo, Dum, atendeu aos avisos do mensageiro.

Devido a isto, Dum construiu um barco como forma de se preparar para o Dilúvio eminente. Quando as águas chegaram, Dum entrou no barco e foi salvo. Quando as águas começaram a recuar, o barco aterrou nas montanhas do Tibete, onde Dum e os seus 3 filhos repovoaram a Terra (ver Génesis 7:13).

Curiosamente, mesmo o símbolo chinês para "barco" possivelmente revela a história de Noé e das outras 7 pessoas que com ele entraram na arca. Os três elementos que simbolizam um barco são:

Chinese Symbols

Os Sarawak de Iban contam a história dum herói chamado Trow, que flutuou numa arca com a sua mulher e muitos animais domésticos (Schoch, p. 252).

Nativos da Índia conta uma história dum homem chamado Manu que construiu uma arca depois de ter sido avisado dum dilúvio. Mais tarde, as águas recuaram e ele aterrou numa montanha (Schoch, p. 250).

MITOLOGIA BABILÓNICA ANTIGA

Com a excepção do registo Bíblico provavelmente o mais famoso relato do Dilúvio vem do império babilónico. O Épico de Gilgamesh, escrito em 12 tabuletas de barro (século 7 Antes de Cristo), conta-nos a história dum herói chamado Gilgamesh.

Na sua busca por vida eterna, Gilgamesh foi à procura de Utnapishtim, um homem a quem havia sido dada vida eterna por ter salvo várias pessoas e vários animais numa barcaça durante um grande Dilúvio.

Na 11ª tabuleta deste épico uma descrição dum dilúvio é trazida à memória; a mesma possui paralelos com o registo de Génesis em muitos aspectos.

Segundo a história, Utnapishtim é instruído de modo a construir um barco devido a um terrível dilúvio que se avizinhava. Utnapishtim construiu o barco, cobriu-o com resina de pinheiro e colocou animais dos mais variados tipos dentro do mesmo.

Depois de Utnapishtim entrar no barco juntamente com a sua família, choveu durante seis dias e seis noites. Quando o Dilúvio terminou, o barco aterrou no Monte Niser.

Passados que estavam sete dias, Utnapishtim enviou um pombo para verificar se as águas haviam recuado. Depois do pombo regressar, ele enviou no seu lugar uma andorinha - que também regressou. Por fim, ele enviou um corvo que nunca mais regressou.

Utnapishtim e a sua família finalmente saíram do barco e sacrificaram aos seus deuses (see Roth, 1988, pp. 303-304).

. . . . . . . . . .

Qual é o significado das variadas lendas em torno do Dilúvio? A resposta é por demais óbvia:

  • (a) Temos mais de 200 lendas que falam dum grande Dilúvio - possivelmente até podem ser mais de 500 (Schoch, p. 249);
  • (b) Muitas das lendas chegam-nos das mais variadas civilizações e das mais variadas linhas temporais, mostrando que não poderiam ser cópias umas das outras;
  • (c) As lendas foram registadas muitos antes da chegada dos missionários Cristãos. Logo, não foram estes a fonte das mesmas;
  • (d) Virtualmente todas as civilizações possuem algum tipo de lenda do Dilúvio.

A conclusão mais óbvia a ser tomada, levando em conta estes factos é a de que, num passado distante, um colossal Dilúvio ocorreu e permanentemente alterou a história das civilizações.

Aqueles que viveram logo após o Dilúvio não tinham o Livro de Génesis para relatar aos seus descendentes o que havia acontecido antes destes últimos terem nascido. Como tal, o relato do Dilúvio foi passado de geração em geração durante muitos anos, até que Moisés codificou os eventos Num Livro.

Muitos pais e avós falaram aos filhos e aos netos duma grande arca, dos maravilhosos animais e do Dilúvio devastador. Como seria de esperar em tradições passadas oralmente, muitos detalhes foram alterados, mas muitos dos mesmos detalhes permaneceram na mesma.

Alfred Rehwinkel escreve:

Tradições semelhantes a este registo encontram-se virtualmente entre todas as nações e tribos da raça humana. E isto é o que se esperaria.

Se o evento catastrófico, tal como descrito, realmente ocorreu, a existência de tradições em torno do Dilúvio entre culturas primitivas e dispersas é o esperado.

É perfeitamente natural que a memória de tal evento tenha sido ensaiado nos ouvidos dos filhos dos sobreviventes vez após vez, e tenha sido até base de rituais religiosos.
(1951, pp. 127-128).

Harold W. Clark, no seu volume, Fossils, Flood and Fire, comentou:

Preservado nos mitos e nas lendas de quase todas as culturas à face da Terra existe a memória da grande catástrofe. Embora os mitos possam não ter valor científico, os mesmos são significativos ao indicar o facto duma impressão - que não pôde ter sido apagada - deixada na mente das raças humanas.
(1968, p. 45)

Depois dos dados periféricos serem removidos do cerne de verdade das várias histórias, existe uma concordância quase total entre todos os relatos do Dilúvio:

  • (a) uma destruição aquática da raça humana e de todos os seres vivos ocorreu;
  • (b) uma arca, ou barco, foi providenciada como forma de escape para alguns;
  • (c) uma semente humana ficou com a responsabilidade de perpetuar a humanidade.

Tal como Furman Kearley uma vez observou,

Estas tradições concordam em demasiados pontos para não terem origem no mesmo evento factual.
(1979, p. 11)
No terceiro volume no seu conjunto multi-volume, The Native Races of the Pacific Slope—Mythology, H.H. Bancroft escreveu:
Nunca houve um mito sem um significado; . . . . não há uma única destas histórias, por mais absurdas e ilógicas que sejam, que não sejam baseadas num facto.
(1883).

Entre os estudiosos notáveis de gerações passadas que se dedicaram detalhadamente a analisar estes assuntos encontram-se James G. Frazer (Folklore in the Old Testament) e William Wundt (Elements of Folk Psychology).

Wundt, que fez os possíveis para construir um argumento razoável em favor da tese de que as lendas dispersas pelos povos reportam eventos distintos - e não o mesmo evento - foi forçado a admitir:

No entanto, resultante da combinação de todos estes elementos num todo (a destruição da Terra através da água, a salvação dum único homem e de animais através dum barco, etc), podemos afirmar sem hesitação que não poderiam ter surgido independentemente duas vezes.
(1916, p. 392)

Ou, como Dawson concluiu há mais de um século:

Sabemos agora que o Dilúvio de Noé não é um mito ou imaginação de homens primitivos ou apenas uma doutrina das Escrituras Hebraicas. . .

Nenhum evento histórico, antigo ou moderno, pode estar mais firmemente estabelecido que este.
(1895, pp. 4ff.)

. . . . . . . . . . .

Temos aqui então uma posição curiosa no mundo Cristão: temos evidências históricas a confirmar que o Dilúvio de Noé é, nas palavras de Dawson, "um evento firmemente estabelecido". Ao mesmo tempo temos "cristãos" carnais, ou seja, laodiceanos, a afirmar que o Dilúvio de Noé é um "mito".

Estas pessoas, que andam no meio de nós, falam a nossa língua e até usam a mesma terminologia que nós, mas que ao mesmo tempo chamam ao Livro mais Santo do Universo de "mito", são as pessoas mais perigosas que alguma vez vamos encontrar pelo simples facto de nós não sabermos o alcance do mal que elas podem causar.

Este tipo de indivíduos tem que ser controlado sem apelo nem agravo - nem que seja no meio dum culto, nem que seja um pastor ou um padre, nem que seja alguém da nossa família. Qualquer pessoa que se levante para chamar a Palavra de Deus de "mito", tem que ser refutada, desmascarada e exposta como um laodiceano.

Sem misericórdia.

A partir do momento que nós outorgamos para nós mesmos o poder de decidir quais as partes da Bíblia que são factuais e quais as partes que são "mito", caímos no mesmo erro que Eva caiu aquando do seu "encontro" com Satanás: estamos tentar ser "como Deus, sabendo distinguir entre o Bem e o Mal". Ou seja, estamos a usar o nosso intelecto como forma absoluta para se determinar a verdade Bíblica.

Isto é pura idolatria e rebelião contra o Criador. Quem age assim, não tem parte com Cristo.

Outra coisa que convém ressalvar dos dados históricos é o alcance dos mesmos: se realmente houve um Dilúvio (como a Bíblia e os dados históricos demonstram), então a datação evolucionista está para sempre destruída. Se as camadas geológicas não foram depositadas gradualmente e lentamente através dos mitológicos "milhões de anos", então toda a datação que dependa dessa crença não comprovada está errada.

É precisamente por isso que os evolucionistas odeiam quando evidências confirmam a historicidade de Génesis. Eles sabem que um Dilúvio global removeria por completo o seu argumento dos milhões de anos, e como tal, eles resistem ao que a ciência histórica mostra.

Mas esse é um erro do qual os evolucionistas irão se arrepender, quer seja enquanto vivos, quer seja depois da morte. Oremos para que seja ainda em vida, porque 5 segundos depois da morte já vai ser irremediavelmente tarde.

Modificado a partir do original

REFERENCIAS

Bancroft, H.H. (1883), Works: The Native Races of the Pacific Slope—Mythology (San Francisco, CA: A.L. Bancroft).

Clark, Harold W. (1968), Fossils, Flood and Fire (Escondido, CA: Outdoor Pictures).

Dawson, John William (1895), The Historical Deluge in Relation to Scientific Discovery (Chicago, IL: Revell).

Kearley, F. Furman (1979), “The Significance of the Genesis Flood,” Sound Doctrine, March/April.

Perloff, James (1999), Tornado in a Junkyard: The Relentless Myth of Darwinism (Arlington, MA: Refuge Books).

Rehwinkel, Alfred M. (1951), The Flood (St. Louis, MO: Concordia).

Roth, Ariel (1988), Origins: Linking Science and Scripture (Hagerstown, MD: Review and Herald Publishing).

Schoch, Robert M. (2003), Voyages of the Pyramid Builders (New York: Jeremy P. Parcher/Putnam).

Wundt, William (1916), Elements of Folk Psychology, trans. Edward L. Schaub (New York: Macmillan).

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sexta-feira, novembro 18, 2011

Histórias da Bíblia em povos antigos: Torre de Babel

Algo interessante que ressalva o quão fiável a Bíblia é.
Por toda a Austrália, e sem se aperceberem da ligação, os Aborígenes possuem lendas e histórias que são muito parecidas com as histórias Bíblicas.

Por exemplo, quando George Rosendale no norte de Queensland ouviu pela primeira vez a história da Torre de Babel (enquanto criança e durante a Escola Dominical) ele levantou o braço e disse:

Vocês brancos tem a história totalmente distorcida. A história das línguas não aconteceu para lá dos mares. A minha avó disse que aconteceu aqui, perto de Cooktown.
A sua avó tinha ouvido a história quando ela era pequena, muito antes dos missionários chegaram.

Reparem que estas histórias nunca são sobre eventos depois da Dispersão de Babel. Elas podem ser reminiscentes de Adão e Eva no Jardim, o Dilúvio e Babel, mas, por exemplo, nada sobre Moisés atravessar o Mar Vermelho.

A razão é óbvia: depois da dispersão que Deus causou (Génesis 11), deixou de haver interacção entre os povos de onde procedem os Aborígenes e os povos que deram origem aos Hebreus.
Isto é exactamente o que seria de esperar se a Bíblia fosse historicamente fiável. A existência de lendas e histórias um pouco por todo o mundo semelhantes aos eventos reportados na Bíblia apontam para uma fonte comum.

Não deixa de ser curiosa a posição dos evolucionistas: quando eles observam semelhanças entre as formas de vida eles erradamente inferem que toda a vida deve ter um ascendente comum. Afinal, se os animais não possuem um parente comum, como é que se explicam as semelhanças?

No entanto, quando se observam semelhanças entre lendas e histórias mundiais acerca de um Dilúvio, eles já não inferem uma "origem comum", mas sim "várias descrições localizadas de eventos distintos".

Excepto no que toca ao Épico de Gilgamesh; neste caso, como há muitas semelhanças, e como aparentemente o Épico foi escrito antes de Génesis, os ateus dizem que Génesis e Gilgamesh tem uma origem comum. Segundo os cépticos, a Bíblia copiou o mito.

Não lhes passa pela cabeça que provavelmente Gilgamesh e Génesis reportam o mesmo evento histórico. Como esta hipótese contradiz o seu evolucionismo, a mesma tem que ser ideologicamente rejeitada.

Portanto, a "lógica" dos evolucionistas funciona assim:

1. Semelhanças entre os animais »» origem comum.

2. Semelhanças universais entre as descrições dum Dilúvio global »» origem distinta.

3. Semelhanças entre Gilgamesh e Génesis »» origem comum outra vez!

Conclusão:

A existência de tais lendas e histórias em povos tão afastados do Médio Oriente está de acordo com o que seria de esperar se o que a Bíblia relata aconteceu como reportado.

Houve verdadeiramente um Dilúvio que cobriu toda a Terra, e após isso houve uma Dispersão. Os povos levaram consigo a memória desses eventos e foram passando de geração em geração através dos séculos. Claro que, como eram maioritariamente tradições orais, muitos acrescentos foram feitos. Felizmente que Deus preservou a Reportagem dos eventos num Livro com o nome de "Bíblia".


Graças Te damos, Pai Celestial, por teres tido o cuidado de preservar a Tua Palavra através dos séculos para nosso benefício. Neste mundo de escuridão e pecado, a Tua Palavra - a Bíblia Sagrada - é de facto Lâmpada para os nossos pés e Luz para o nosso caminhar (Salmo 119:105).

Que Deus nos ajude a propagar Esta Palavra que Ele teve tanto cuidado a preservar, e mais importante ainda, que Essa Mesma Palavra seja preservada dentro de nós para os combates que se avizinham.

"Guarda e ouve todas estas palavras que te ordeno, para que bem te suceda a ti e aos teus filhos depois de ti, para sempre, quando fizeres o que for bom e recto aos Olhos do Senhor, teu Deus."

DEUTERONÓMIO 12:28

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